Es­por­te

Correio da Bahia - - Vida - Bru­no Qu­ei­roz bru­no.qu­ei­roz@re­de­bahia.com.br

Há três me­ses Thi­a­go Ri­bei­ro dei­xa­va de fa­zer par­te dos pla­nos do Bahia pa­ra a sequên­cia da Sé­rie B. Afas­ta­do des­de a der­ro­ta por 1x0 pa­ra o Vi­la No­va, Thi­a­go se­gue trei­nan­do se­pa­ra­do do elen­co. Os mo­ti­vos por não ter ren­di­do o fu­te­bol es­pe­ra­do, ele ex­pli­cou nes­ta en­tre­vis­ta ex­clu­si­va ao CORREIO. En­tre os as­sun­tos, o ata­can­te, 30 anos, fa­lou pe­la pri­mei­ra vez da de­pres­são com a qual so­freu an­tes de che­gar ao Bahia e ga­ran­te es­tar re­cu­pe­ra­do pa­ra vol­tar a aju­dar. Fo­ram três me­ses no Bahia, che­guei aqui no fi­nal­zi­nho de mar­ço, iní­cio de abril, en­tão fo­ram três me­ses no elen­co e a ver­da­de é que che­guei com a pré-tem­po­ra­da com­pro­me­ti­da. Ti­ve uma le­são no Atlé­ti­co-MG que me dei­xou 40 di­as sem jo­gar. In­ter­rom­peu mi­nha pré-tem­po­ra­da no meio, en­tão che­guei aqui to­tal­men­te sem rit­mo de jo­go. Acre­di­to que a par­te fí­si­ca foi o que pe­sou pra mim. Me atra­pa­lhou mui­to na ques­tão de de­mo­rar pa­ra en­trar no rit­mo de jo­go. Ho­je em dia, eu pen­so que o jo­ga­dor po­de ter a qua­li­da­de téc­ni­ca que for. Se fi­si­ca­men­te ele não es­ti­ver pre­pa­ra­do pa­ra su­por­tar a cor­re­ria que é o fu­te­bol, fi­ca com­pli­ca­do. Meu ren­di­men­to foi bem abai­xo do que eu pos­so. Di­ria que não che­gou nem pró­xi­mo do que eu pos­so ren­der. e fez 13. En­tão po­de-se di­zer que no fu­te­bol o que con­ta são os nú­me­ros, né? Não são nú­me­ros ruins. Co­mo fa­lei, des­de outubro de 2014, no fim da mi­nha tra­je­tó­ria no San­tos, pas­sei por pro­ble­mas sé­ri­os, pro­ble­mas de de­pres­são e is­so me atra­pa­lhou mui­to. Sem­pre fui um jo­ga­dor de mui­to vi­gor fí­si­co, ex­plo­são, re­sis­tên­cia, sem­pre fui mui­to elo­gi­a­do quan­do o Oswal­do (de Oli­vei­ra) era trei­na­dor do San­tos. Aca­bei per­den­do for­ça, ve­lo­ci­da­de e psi­co­lo­gi­ca­men­te o jo­ga­dor per­de a von­ta­de, a mo­ti­va­ção. Por is­so que di­go que es­ses nú­me­ros meus no Atlé­ti­co fo­ram bons nú­me­ros. Pa­ra um jo­ga­dor que não es­ta­va mo­ti­va­do, que es­ta­va pas­san­do por uma de­pres­são mui­to for­te, con­se­gui ter nú­me­ros bons. Só que aqui no Bahia foi on­de eu mais sen­ti a ques­tão fí­si­ca. Há três me­ses que es­tou afas­ta­do, foi no co­me­ço de ju­lho. Nes­ses três me­ses ti­ve tem­po pa­ra trei­nar. Ho­je, con­se­gui su­pe­rar a de­pres­são, que é uma coi­sa que en­vol­ve ques­tão es­pi­ri­tu­al.

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