Bahia es­tá fo­ra do lei­lão de re­no­vá­vel

Correio da Bahia - - Mais -

O se­tor ener­gé­ti­co da Bahia re­ce­beu um du­ro gol­pe na úl­ti­ma se­ma­na. Apro­xi­ma­da­men­te 600 pro­je­tos pa­ra a ge­ra­ção de ener­gia eó­li­ca e so­lar fo­ram re­ti­ra­dos do Lei­lão de Ener­gia Re­ser­va (LER), que vai acon­te­cer em de­zem­bro. O Ope­ra­dor Na­ci­o­nal do Sis­te­ma Elé­tri­co (ONS), em par­ce­ria com a Em­pre­sa de Pes­qui­sa Ener­gé­ti­ca (EPE), emi­tiu uma no­ta téc­ni­ca no úl­ti­mo dia 3, na qual apon­ta que os três prin­ci­pais es­ta­dos ge­ra­do­res de ener­gia eó­li­ca no país – Bahia, Rio Gran­de do Nor­te e Rio Gran­de do Sul – es­tão sem ca­pa­ci­da­de pa­ra es­co­ar a pro­du­ção. Em bom por­tu­guês, fal­tam li­nhas de trans­mis­são. Ape­nas 10% dos 20 gi­gawatts em pro­je­tos eó­li­cos que fo­ram ins­cri­tos pa­ra par­ti­ci­par do lei­lão es­tão ap­tos à dis­pu­ta, de acor­do com es­ti­ma­ti­va da As­so­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Ener­gia Eó­li­ca (Abe­eó­li­ca). To­dos os ou­tros se­rão bar­ra­dos pe­la fal­ta de trans­mis­são. No ca­so da Bahia, nem es­tes 10%. O ONS e a EPE são cla­ros: "não exis­te ca­pa­ci­da­de re­ma­nes­cen­te pa­ra es­co­a­men­to de ener­gia elé­tri­ca nos Bar­ra­men­tos da Re­de Bá­si­ca, DIT e ICG lo­ca­li­za­dos no es­ta­do da Bahia". Os pro­je­tos em im­plan­ta­ção até 2020 de­vem uti­li­zar a pe­que­na mar­gem que ain­da exis­te nas li­nhas de trans­mis­são, sem con­tar com o atra­so em im­por­tan­tes pro­je­tos de trans­mis­são. O pi­or de tu­do é que o pro­ble­ma da fal­ta de in­fra­es­tru­tu­ra pa­ra trans­mis­são de ener­gia é am­pla­men­te co­nhe­ci­do dos go­ver­nos fe­de­ral e es­ta­du­al há pe­lo me­nos qua­tro anos.

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