Es­cri­tor fa­la so­bre adap­ta­ção de Dois Ir­mãos pa­ra te­vê

Correio da Bahia - - Vida -

Es­se even­tos têm dois la­dos po­si­ti­vos. O pri­mei­ro é que a mí­dia lem­bra que exis­tem li­vros, en­tão is­so ren­de co­ber­tu­ra e a di­vul­ga­ção ren­de uma mul­ti­pli­ca­ção enor­me. Além dis­so, aca­ba­ram os su­ple­men­tos li­te­rá­ri­os nos jor­nais e o li­vro não tem o mes­mo es­pa­ço de ou­tras ar­tes, co­mo o ci­ne­ma e a mú­si­ca. Ou­tro as­pec­to im­por­tan­te des­sas fes­tas li­te­rá­ri­as: mo­bi­li­za as pes­so­as a es­co­lhe­rem e ad­qui­ri­rem li­vros, além de, even­tu­al­men­te, en­con­tra­rem o au­tor. Mil­ton Ha­toum, 64 anos, au­tor de Dois Ir­mãos, que se tor­nou um clás­si­co da li­te­ra­tu­ra con­tem­po­râ­nea bra­si­lei­ra, es­te­ve on­tem na Fli­ca pa­ra par­ti­ci­par da me­sa A Voz do Au­tor, jun­to com o po­e­ta bai­a­no João Fi­lho. Num bre­ve pa­po com o COR­REIO, Ha­toum fa­lou so­bre as ra­zões do su­ces­so de Dois Ir­mãos, a adap­ta­ção de seu li­vro pa­ra a TV e co­mo a cul­tu­ra ára­be in­ter­fe­riu em sua for­ma­ção, já que ele é des­cen­den­te de li­ba­ne­ses. Pa­ra quem não gos­ta de ler não faz di­fe­ren­ça por­que não le­ria mes­mo. Mas quem gos­ta de ler e gos­tar da mi­nis­sé­rie vai se in­te­res­sar pe­lo ro­man­ce. Ler é uma ati­vi­da­de mais ci­vi­li­za­da que es­cre­ver, com cer­te­za.

O es­cri­tor Mil­ton Ha­toum par­ti­ci­pou da me­sa A Voz do Au­tor

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