PRO­GRA­MA­ÇÃO FLI­CA 2016 - HOJE

Correio da Bahia - - Vida -

Me­sa 6 – 10h His­tó­ri­as de Hu­mor Su­til, Mi­cro­mun­dos Fa­mi­li­a­res e Fra­tu­ra Ge­ne­ra­li­za­da, com Ju­an Ga­bri­el Vás­quez (Colôm­bia) e An­to­nio Pra­ta. Me­di­a­ção: Zu­lu Araú­jo

Me­sa 7 – 14h Exí­li­os In­te­ri­o­res, com Ana Mar­tins Mar­ques e Ân­ge­la Vil­ma. Me­di­a­ção: Mô­ni­ca Me­ne­zes

Me­sa 8 – 17h As Águas dos Con­tras­so­ne­tos e os Olhos da Vân­da­la In­sub­mis­são, com Con­cei­ção Eva­ris­to e Alex Si­mões. Me­di­a­ção: Lívia Natália

Me­sa 9 – 20h En­tre Ci­da­des Atlân­ti­cas, com Ka­ben­ge­le Mu­nan­ga (Con­go) e Go­li Guer­rei­ro. Me­di­a­ção: Zu­lu Araú­jo Oxa­lá o li­vro re­sis­ta ao tem­po e já re­sis­tiu a 16 anos. Jor­ge Luis Bor­ges tem uma es­tra­nha de­fi­ni­ção so­bre um clás­si­co: é um li­vro que é li­do atra­vés do tem­po com mis­te­ri­o­so fer­vor e pai­xão. O que ve­jo, sem a pre­ten­são de que ele se­ja um clás­si­co, é que, dos meus ro­man­ces, es­se é o mais li­do e co­nhe­ci­do. Ago­ra, com a mi­nis­sé­rie na Glo­bo (com Cauã Rey­mond e Ju­li­a­na Pa­es), po­de ga­nhar ou­tro pú­bli­co. É um dra­ma fa­mi­li­ar com mui­to arqué­ti­pos, so­bre ri­va­li­da­de en­tre ir­mãos, que é um te­ma que já es­ta­va na Bí­blia. Há per­so­na­gens for­tes e há um mis­té­rio que é sa­ber quem é o pai do nar­ra­dor. Tu­do is­so en­vol­ve o lei­tor. Não sa­bia que se­ria meu best-sel­ler. Mas uma das coi­sas mais mis­te­ri­o­sas da li­te­ra­tu­ra é o pró­prio lei­tor. Não sei di­zer por que Dois Ir­mãos é mais li­do que Cin­zas do Nor­te. Gos­to dos dois, mas sou sus­pei­to pa­ra fa­lar (ri­sos). Eu fui à Glo­bo fa­zer pa­les­tra pa­ra o di­re­tor, ato­res e ou­tras pes­so­as da equi­pe. O ro­tei­ro é lin­do e não dei mui­tos pal­pi­tes, até por­que a ro­tei­ris­ta Ana Ma­ria Na mi­nha in­fân­cia, ou­via lín­gua ára­be e por­tu­gue­sa. Meu pai fa­la­va ára­be com meus avós, que eram li­ba­ne­ses. Pra mim, es­sa ex­pe­ri­ên­cia foi mui­to im­por­tan­te por­que apren­di des­de ce­do a con­vi­ver com as di­fe­ren­ças. No Bra­sil, há en­tre oi­to e dez mi­lhões de des­cen­den­tes de sí­ri­os e li­ba­ne­ses. E a li­te­ra­tu­ra bra­si­lei­ra es­tá im­preg­na­da da cul­tu­ra ára­be. Tem tur­co em to­do la­do (ri­sos). A li­te­ra­tu­ra de Jor­ge Ama­do tem mui­tos ára­bes e em Gran­de Ser­tão Ve­re­das, eles tam­bém apa­re­cem.

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