Ja­ne­te Clair con­quis­tou o país com no­ve­las ino­va­do­ras

Correio da Bahia - - Vida -

A his­tó­ria pa­re­ce até fic­ção in­ven­ta­da por ela mes­ma. A mi­nei­ra Ja­ne­te Clair, que sem­pre so­nhou en­trar pa­ra o mun­do ar­tís­ti­co, co­me­çou a mos­trar a que veio em 1967, qu­an­do foi cha­ma­da às pres­sas por Jo­sé Bo­ni­fá­cio de Oli­vei­ra So­bri­nho, o Bo­ni, di­re­tor de ope­ra­ções da Glo­bo na épo­ca, pa­ra ten­tar sal­var a no­ve­la Anas­tá­cia, a Mu­lher sem Des­ti­no, es­tre­la­da por Lei­la Di­niz, que ti­nha um nú­me­ro ex­ces­si­vo de per­so­na­gens e ia mal na au­di­ên­cia. Ja­ne­te Clair re­sol­veu a ques­tão de for­ma ra­di­cal: es­cre­veu um ca­pí­tu­lo no qual um ter­re­mo­to de­vas­ta­va a ilha on­de se pas­sa­va a tra­ma, eli­mi­nan­do mais de 100 in­te­gran­tes de uma vez. Em se­gui­da, a his­tó­ria da­va um sal­to de 20 anos e re­co­me­ça­va com pou­cos per­so­na­gens. Com a so­lu­ção ge­ni­al, a au­to­ra ga­ran­tiu seu lu­gar na emis­so­ra. E car­ta bran­ca pa­ra es­cre­ver tra­mas co­mo Ir­mãos Co­ra­gem (1970), O As­tro (1977) e Co­ra­ção Ala­do (1980), que lhe de­ram ape­li­dos co­mo Ma­ga das Oi­to, Nos­sa Se­nho­ra das Oi­to e Usi­nei­ra de So­nhos.

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