Mun­do da bol­sa

Correio da Bahia - - Economia -

A se­ma­na que te­ve da­dos ruins na ati­vi­da­de ter­mi­nou com mais uma no­tí­cia boa no mer­ca­do fi­nan­cei­ro. A no­ta de cré­di­to da Pe­tro­bras foi ele­va­da. Mes­mo com o am­bi­en­te fra­co na eco­no­mia, a bol­sa con­ti­nua sur­pre­en­den­do e su­bin­do. A al­ta no ano se apro­xi­ma de 50% e os in­ves­ti­do­res apos­tam que o Ibo­ves­pa po­de se va­lo­ri­zar ain­da mais.

A no­ta de cré­di­to da es­ta­tal, que ain­da es­tá a cin­co ní­veis do grau de in­ves­ti­men­to, vi­nha em que­da li­vre. A ele­va­ção é mais um re­fle­xo das me­lho­ras re­cen­tes na ad­mi­nis­tra­ção. A agên­cia Mo­ody's des­ta­cou o pro­gra­ma de ven­da de ati­vos e o com­pro­mis­so com a re­du­ção do en­di­vi­da­men­to. Os mes­mos mo­ti­vos le­va­ram à va­lo­ri­za­ção da em­pre­sa na bol­sa. As ações pre­fe­ren­ci­ais saí­ram de R$ 4,20 na mí­ni­ma do ano, em ja­nei­ro, pa­ra R$ 17,95, on­tem.

O Ibo­ves­pa che­gou aos 64.108 pon­tos, mai­or ní­vel des­de 2012. Cel­son Plá­ci­do, da XP In­ves­ti­men­tos, con­ta que vai re­vi­sar sua pro­je­ção pa­ra o ín­di­ce. A es­ti­ma­ti­va an­te­ri­or, de 65 mil, qua­se já foi ba­ti­da. Ele acha que a bol­sa po­de fe­char o ano em até 70 mil pon­tos.

En­quan­to is­so, na eco­no­mia re­al, o BC di­vul­gou es­ta se­ma­na que a ati­vi­da­de en­co­lheu 0,9% em agos­to. Nos ser­vi­ços, o vo­lu­me caiu 1,6%; no co­mér­cio a que­da foi de 0,6%. A in­dús­tria des­pen­cou 3,8%. Mas o in­ves­ti­dor na bol­sa olha pa­ra fren­te, ex­pli­ca Ál­va­ro Ban­dei­ra, do Mo­dal­mais. No ho­ri­zon­te, os pon­tos po­si­ti­vos fi­ca­ram mais ní­ti­dos re­cen­te­men­te. A in­fla­ção es­tá ca­mi­nhan­do pa­ra o cen­tro da me­ta no ano que vem. O ci­clo de que­da na ta­xa de ju­ros co­me­çou es­ta se­ma­na. O flu­xo de di­nhei­ro es­tran­gei­ro vol­tou a fi­car po­si­ti­vo em ou­tu­bro e par­te des­ses re­cur­sos es­tá in­do pa­ra a bol­sa.

Pa­blo Spyer, da Mi­rae As­set, tam­bém vê es­pa­ço pa­ra no­vas al­tas. Os in­ves­ti­do­res lo­cais es­tão au­men­tan­do as po­si­ções de com­pra, e is­so é com­bus­tí­vel pa­ra o Ibo­ves­pa con­ti­nu­ar su­bin­do. A apro­va­ção do te­to dos gas­tos, se ocor­rer sem al­te­ra­ções no Se­na­do, tam­bém de­ve im­pul­si­o­nar o ín­di­ce.

É pre­ci­so cau­te­la quan­do o mer­ca­do fi­nan­cei­ro en­tra em eu­fo­ria, co­mo nos úl­ti­mos me­ses. Em ou­tros mo­men­tos, hou­ve frus­tra­ção de ex­pec­ta­ti­vas. Mas não dei­xa de ser um bom si­nal o ga­nho das ações, is­so aju­da­rá pa­ra que a re­cu­pe­ra­ção se­ja mais rá­pi­da.

CHAN­CE AOS PE­QUE­NOS

O ame­ri­ca­no Ja­mes Gul­brand­sen, da ges­to­ra NCH Ca­pi­tal, acha que a no­va fron­tei­ra da bol­sa é o gru­po de em­pre­sas pe­que­nas e mé­di­as. A al­ta no ano fi­cou mais con­cen­tra­da nas mai­o­res com­pa­nhi­as (ve­ja a ta­be­la). No pe­río­do, o va­lor de mer­ca­do de Pe­tro­bras, Ban­co do Bra­sil e Ele­tro­brás su­biu 130%. Ban­cos e mi­ne­ra­do­ras tam­bém se va­lo­ri­za­ram. Ou­tras ações fi­ca­ram "es­que­ci­das", diz. MAIS POR VIR

Gul­brand­sen, que es­tá na Ca­li­fór­nia, acha que o flu­xo de es­tran­gei­ros não é tão in­ten­so qu­an­to po­de­ria ser. Eles es­tão in­te­res­sa­dos no Bra­sil, diz, mas par­te ain­da tem vi­va na lem­bran­ça os er­ros do pas­sa­do. A im­pres­são es­tá mu­dan­do aos pou­cos. No saldo do mês, os es­tran­gei­ros en­vi­a­ram pa­ra cá mais de US$ 3 bi­lhões, após a que­da de US$ 1,2 bi em se­tem­bro.

BC DE OLHO

A in­fla­ção de ser­vi­ços de­sa­ce­le­rou de 7,4% pa­ra 7,2% no acu­mu­la­do em 12 me­ses do IPCA-15 de ou­tu­bro. O Ban­co Cen­tral es­tá aten­to a es­se in­di­ca­dor.

QUE­DA GRA­DU­AL

O Itaú pre­vê que a in­fla­ção de ou­tu­bro me­di­da pe­lo ín­di­ce ofi­ci­al, IPCA, po­de fi­car abai­xo de 8%. Is­so não acon­te­ce des­de fe­ve­rei­ro de 2015.

APER­TO

O go­ver­no co­lom­bi­a­no quer au­men­tar im­pos­tos em 0,8% do PIB no ano que vem pa­ra com­pen­sar a que­da de re­cei­tas com o pe­tró­leo.

mi­ri­am­lei­tao@oglo­bo.com.br

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