Dó­lar fe­cha ses­são na me­nor co­ta­ção des­de de ju­lho de 2015

Correio da Bahia - - Economia -

MOEDA O dó­lar fe­chou on­tem no me­nor ní­vel em mais de um ano, aos R$ 3,1174 (-1,33%) no mer­ca­do à vis­ta. A des­va­lo­ri­za­ção da di­vi­sa nor­te-ame­ri­ca­na, ob­ser­va­da des­de o co­me­ço do dia, te­ve co­mo prin­ci­pal ca­ta­li­sa­dor a lei de re­gu­la­ri­za­ção de re­cur­sos no ex­te­ri­or, cu­ja da­ta fi­nal pa­ra ade­são é 31 de ou­tu­bro (pró­xi­ma se­gun­da). Com o pra­zo ca­da vez mais pró­xi­mo, pro­fis­si­o­nais do câm­bio já têm re­la­ta­do en­tra­da efe­ti­va de ca­pi­tal no país e apos­tam num flu­xo ain­da mais in­ten­so até a se­ma­na que vem. A mai­or dis­po­ni­bi­li­da­de de dó­lar no mer­ca­do faz o pre­ço da moeda re­cu­ar.

O va­lor de en­cer­ra­men­to no mer­ca­do à vis­ta, que tam­bém mar­cou a mí­ni­ma do dia, não era vis­to des­de 2 de ju­lho de 2015, quan­do ter­mi­nou em R$ 3,0980. De acor­do com da­dos re­gis­tra­dos na cle­a­ring da BM&F Bo­ves­pa, o vo­lu­me de ne­gó­ci­os so­mou US$ 1,076 bi­lhão. Já no seg­men­to futuro, o con­tra­to de dó­lar pa­ra no­vem­bro fe­chou em que­da de 0,84%, aos R$ 3,1300. Na co­ta­ção mais bai­xa do dia, che­gou aos R$ 3,1210 (-1,12%), en­quan­to o gi­ro to­ta­li­zou US$ 13,013 bi­lhões. Fo­ra a re­pa­tri­a­ção, o re­cuo de on­tem tam­bém em­bu­tiu o oti­mis­mo com o an­da­men­to de me­di­das de ajus­te fis­cal e a per­cep­ção de que os cor­tes da Se­lic se­rão gra­du­ais. Pa­ra ho­je, es­tão pre­vis­tas vo­ta­ção da PEC do Te­to em se­gun­do tur­no na Câ­ma­ra e a di­vul­ga­ção da ata da úl­ti­ma reu­nião do Co­mi­tê de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria (Co­pom) do Ban­co Cen­tral, quan­do a au­to­ri­da­de mo­ne­tá­ria re­du­ziu a Se­lic (ta­xa de ju­ro bá­si­co da eco­no­mia) em 0,25 pon­tos per­cen­tu­ais, pa­ra 14% ao ano, a des­pei­to da ex­pec­ta­ti­va de par­te do mer­ca­do de um cor­te de 0,50 pon­to. Tam­bém con­tri­buiu, em me­nor grau, pa­ra o re­sul­ta­do do câm­bio, on­tem, a bus­ca in­ter­na­ci­o­nal por ati­vos de eco­no­mi­as emer­gen­tes. Lá fo­ra, há per­cep­ção de que o Fe­de­ral Re­ser­ve de­ve re­to­mar o aper­to mo­ne­tá­rio ain­da nes­te ano, mas tem se con­cre­ti­za­do a ex­pec­ta­ti­va de que o pro­ces­so se­rá gra­du­al.

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