Ana­lis­tas do mer­ca­do me­lho­ram es­ti­ma­ti­va pa­ra a in­fla­ção, diz BC

Correio da Bahia - - Economia -

BOLETIM FOCUS A for­te re­ces­são econô­mi­ca no Bra­sil e a tré­gua da­da pe­la in­fla­ção já fa­zem os eco­no­mis­tas do mer­ca­do fi­nan­cei­ro pro­je­ta­rem uma in­fla­ção in­fe­ri­or a 7% em 2016 e mais per­to do cen­tro da me­ta em 2017. Da­dos di­vul­ga­dos on­tem pe­lo Ban­co Cen­tral mos­tram que a ex­pec­ta­ti­va pa­ra o IPCA - o ín­di­ce ofi­ci­al de in­fla­ção des­te ano caiu de 7,01% pa­ra 6,89%. Pa­ra o ano que vem, foi de 5,04% pa­ra 5,00%. Nos dois ca­sos, os ín­di­ces pro­je­ta­dos são os me­no­res des­de o fim de 2015. O cen­tro da me­ta da in­fla­ção per­se­gui­da pe­lo BC é de 4,5% tan­to pa­ra 2016 qu­an­to pa­ra 2017, com 2 pon­tos per­cen­tu­ais de to­le­rân­cia pa­ra es­te ano (in­fla­ção de até 6,5%) e 1,5 pon­to pa­ra o pró­xi­mo (até 6%). As pro­je­ções cons­tam do Re­la­tó­rio de Mer­ca­do Focus, que reú­ne se­ma­nal­men­te as pre­vi­sões dos eco­no­mis­tas pa­ra os prin­ci­pais in­di­ca­do­res da eco­no­mia. Se es­ses nú­me­ros se con­fir­ma­rem, o BC cum­pri­rá a me­ta em 2017, mas não em 2016. Na quar­ta-fei­ra pas­sa­da (19/10), o pró­prio BC ha­via apre­sen­ta­do uma lei­tu­ra mais fa­vo­rá­vel ao con­tro­le da in­fla­ção, du­ran­te o en­con­tro do Co­mi­tê de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria (Co­pom). Na oca­sião, o co­le­gi­a­do re­du­ziu a Se­lic (a ta­xa bá­si­ca de ju­ros) de 14,25% pa­ra 14% ao ano, após en­xer­gar avan­ços na con­ten­ção de pre­ços e no en­ca­mi­nha­men­to, pe­lo go­ver­no, das me­di­das de ajus­te fis­cal. No Focus des­ta se­ma­na, os eco­no­mis­tas man­ti­ve­ram a pre­vi­são de que a Se­lic ter­mi­na­rá 2016 em 13,5% ao ano. Co­mo a ta­xa bá­si­ca es­tá atu­al­men­te em 14%, a ex­pec­ta­ti­va é de que o BC fa­ça um cor­te de 0,50 pon­to per­cen­tu­al no en­con­tro do Co­pom de no­vem­bro. Se por um la­do os eco­no­mis­tas de mer­ca­do me­lho­ra­ram as pro­je­ções pa­ra a in­fla­ção, por ou­tro, re­vi­sa­ram pa­ra bai­xo a ex­pec­ta­ti­va pa­ra a ati­vi­da­de econô­mi­ca. Ago­ra, a pre­vi­são é de que­da de 3,22% nes­te ano. Na se­ma­na pas­sa­da, a pre­vi­são era de um re­cuo de 3,19%.

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