Gru­po é in­ves­ti­ga­do por so­ne­gar R$ 473 mi na ven­da de com­bus­tí­vel

Correio da Bahia - - Bahia -

OPERAÇÃO Uma for­ça-ta­re­fa re­a­li­za­da na ma­nhã de on­tem pe­lo Mi­nis­té­rio Pú­bli­co do Es­ta­do da Bahia (MP-BA), Se­cre­ta­ria Es­ta­du­al da Fa­zen­da (Se­faz) e Se­cre­ta­ria da Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca (SSP-BA) iden­ti­fi­cou um gru­po sus­pei­to de cau­sar pre­juí­zo de R$ 473 mi­lhões ao fis­co bai­a­no. Os va­lo­res te­ri­am si­do so­ne­ga­dos atra­vés de frau­des fis­cais na co­mer­ci­a­li­za­ção e dis­tri­bui­ção de eta­nol com­bus­tí­vel na Bahia e em ou­tros es­ta­dos, co­mo Per­nam­bu­co e Mi­nas Ge­rais. A ação, que in­te­gra a Operação Eta­nol II, cum­priu man­da­dos de bus­ca e apre­en­são nos bair­ros de Alpha­vil­le e na Bar­ra, na ca­pi­tal. Nin­guém foi pre­so. Se­gun­do as in­ves­ti­ga­ções, o gru­po de em­pre­sá­ri­os en­vol­vi­dos no es­que­ma - e cu­ja iden­ti­da­de não foi di­vul­ga­da - co­me­teu di­ver­sos cri­mes con­tra a or­dem tri­bu­tá­ria, co­mo can­ce­la­men­to ir­re­gu­lar de No­ta Fis­cal Ele­trô­ni­ca (NFe); des­vi­os em pos­tos fis­cais pa­ra bur­lar a fis­ca­li­za­ção; de­sa­ti­va­ção ir­re­gu­lar de em­pre­sas com vul­to­sos dé­bi­tos tri­bu­tá­ri­os; cri­a­ção de no­vas em­pre­sas com uti­li­za­ção de la­ran­jas; emis­são de no­tas fis­cais em ope­ra­ções fic­tí­ci­as; reu­ti­li­za­ção de do­cu­men­tos fis­cais e de ar­re­ca­da­ção e não cum­pri­men­to de re­gras im­pos­tas pe­la Agência Na­ci­o­nal do Pe­tró­leo, Gás Na­tu­ral e Bi­o­com­bus­tí­veis (ANP). Na sex­ta-fei­ra, a Po­lí­cia Ci­vil bai­a­na pren­deu o em­pre­sá­rio Marcos Au­gus­to da Silva Rocha, al­vo prin­ci­pal da operação, a pe­di­do da Jus­ti­ça de Per­nam­bu­co, on­de ele tam­bém é acu­sa­do dos mes­mos cri­mes. O em­pre­sá­rio é sus­pei­to ain­da de co­me­ter cri­mes con­tra o fis­co de Mi­nas Ge­rais. Co­or­de­na­dor do Gru­po de Atu­a­ção Es­pe­ci­al de Com­ba­te à So­ne­ga­ção Fis­cal e aos Cri­mes Con­tra a Or­dem Tri­bu­tá­ria, Econô­mi­ca e Re­la­ções de Con­su­mo (Ga­esf) do MP-BA, o pro­mo­tor Luis Al­ber­to Pereira con­si­de­ra o uso de la­ran­jas o prin­ci­pal de­li­to co­me­ti­do pe­los in­ves­ti­ga­dos. “Eles dei­xa­vam acu­mu­lar dé­bi­tos nes­sas em­pre­sas dis­tri­bui­do­ras, em no­me de pes­so­as que não ti­nham po­der econô­mi­co pa­ra su­por­tar es­sa dí­vi­da, e não pa­ga­vam. Aban­do­na­vam es­sas em­pre­sas e cri­a­vam no­vas. Eram em­pre­sas de fa­cha­da”, ex­pli­ca. “O gru­po ain­da es­tá em ati­vi­da­de, ou­tros in­te­gran­tes con­ti­nu­am a ope­rar e se­rão in­ves­ti­ga­dos”, dis­se o pro­mo­tor. A ação de on­tem deu sequên­cia à pri­mei­ra fa­se da Operação Eta­nol, re­a­li­za­da na Bahia em 2013.

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