LA­DO B DO WET

Correio da Bahia - - Vida -

ou ou­tro es­ti­lo. En­tão, quem for ao fes­ti­val vai ver os mais di­ver­sos es­ti­los. Da Bahia, tem, por exem­plo, Ga­bi Gu­e­des, for­te­men­te apoi­a­do na tra­di­ção afro-bra­si­lei­ra. Já o Ska­ni­bais tem es­sa in­fluên­cia afro-bra­si­lei­ra, mas não tem uma li­ga­ção di­re­ta co­mo Ga­bi, que é ala­bê de um ter­rei­ro”.

Le­ti­e­res Lei­te, que es­ta­rá no fes­ti­val com o seu quin­te­to, re­for­ça o le­ga­do da cul­tu­ra ne­gra não ape­nas na mú­si­ca bai­a­na, mas no som pro­du­zi­do em to­do o país: “A mú­si­ca bra­si­lei­ra é re­sul­ta­do da diás­po­ra ne­gra. O sam­ba, a bos­sa, o ma­ra­ca­tu, o jon­go... Tu­do is­so foi for­ma­ta­do a par­tir das con­tri­bui­ções dos afri­ca­nos e seus des­cen­den­tes após a diás­po­ra ne­gra”, ob­ser­va.

JAZZ

Já o Ska­ni­bais tem uma li­ga­ção pró­xi­ma com o reg­gae e o ska. O trom­pe­tis­ta João Te­o­ria, um de seus in­te­gran­tes, to­cou com Ed­son Gomes, um das re­fe­rên­ci­as do rit­mo ja­mai­ca­no na Bahia. “Os me­tais es­tão mui­to pre­sen­tes na Ska­ni­bais. A Bahia tem mui­to mú­si­co de so­pro por cau­sa das or­ques­tras fi­larmô­ni­cas do in­te­ri­or do es­ta­do. E es­se mú­si­cos aca­bam vin­do pa­ra Sal­va­dor, pa­ra in­gres­sar no mer­ca­do de tra­ba­lho”, diz Lins.

Mas quem qui­ser um es­ti­lo me­nos li­ga­do às tra­di­ções afro-bai­a­nas tam­bém vai ser mui­to bem re­ce­bi­do no Wet. O bai­a­no Jú­lio Ma­ceió dá ao fes­ti­val um tom mais dan­çan­te. “Quem não qui­ser dan­çar, com cer­te­za, vai, pe­lo me­nos, ba­ter o pe­zi­nho”, brin­ca o cu­ra­dor. Jú­lio é mais li­ga­do ao som dos Es­ta­dos Uni­dos e vai le­var ao fes­ti­val um ba­lan­ço do jazz funk e do smo­oth jazz.

A bos­sa no­va tam­bém te­rá vez no fim de se­ma­na, com o Sex­te­to 1 de Ca­da. “Es­se é um som bem bra­si­lei­ro, mas com uma li­ga­ção não tão for­te com a mú­si­ca afro-bai­a­na. Um dos in­te­gran­tes, Fer­nan­do Mi­ran­da, é ca­ri­o­ca e tem um quê de bos­sa, com in­fluên­cia do Rio. Acho que Marcos Valle é uma for­te re­fe­rên­cia pa­ra o som de­les”, sin­te­ti­za Lins.

De fo­ra da Bahia vêm du­as atra­ções: Car­los Mal­ta e Trio Cor­ren­te. O pri­mei­ro, ca­ri­o­ca, já foi in­di­ca­do ao Grammy La­ti­no pe­lo ál­bum Car­los Mal­ta e Pi­fe Mu­der­no. “Ele tem dis­cos te­má­ti­cos in­te­res­san­tes e é um mú­si­co de so­pro, o que en­can­ta o Nor­des­te”, diz Lins.

No Wet’n Wild, Mal­ta e seu quar­te­to vão apre­sen­tar o show Sa­ra­vá com Pi­men­ta, que mis­tu­ra mú­si­cas con­sa­gra­das na voz de Elis Regina (1945-1982) com os clás­si­cos afros­sam­bas, de Ba­den Powell (1937-2000) e Vinicius de Mo­ra­es (1913-1980).

De São Pau­lo vem o Trio Cor­ren­te, que se apre­sen­ta no do­min­go. “Eles são fan­tás­ti­cos e nun­ca vi­e­ram à Bahia co­mo gru­po. Os mú­si­cos já ha­vi­am es­ta­do aqui so­men­te pa­ra acom­pa­nhar ou­tros artistas, co­mo João Bos­co ou Rosa Pas­sos. Gra­va­ram um ál­bum com Pa­qui­to D’Ri­ve­ra e ga­nha­ram o Grammy Award de La­tin Jazz”, diz Lins.

O cu­ra­dor re­co­nhe­ce que a mú­si­ca instrumental ain­da bus­ca fir­mar-se na Bahia e faz pro­je­ções mo­des­tas pa­ra o pú­bli­co do fes­ti­val, mas re­ve­la oti­mis­mo: “Acho que va­mos re­ce­ber umas três mil pes­so­as por dia. É um es­pa­ço ba­ca­na, ade­qua­do pa­ra re­ce­ber fa­mí­li­as, com atra­ções co­mo os fo­od trucks”. Even­to Fes­ti­val Sal­va­dor Instrumental

Da­ta Sá­ba­do e do­min­go, às 15h

Atra­ções Le­ti­e­res Lei­te Quin­te­to, Sex­te­to 1 de Ca­da, Jú­ni­or Ma­ceió e Car­los Mal­ta (sá­ba­do). Ga­bi Gu­e­des e gru­po Pra­dar­rum, Ti­to Oli­vei­ra, Ska­ni­bais e Trio Cor­ren­te

Lo­cal Wet’n Wild (Ave­ni­da Pa­ra­le­la)

In­gres­so Grá­tis

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