Cres­ce uso de ban­cos di­gi­tais

Correio da Bahia - - Mais - Mais@re­de­bahia.com.br

Os ser­vi­ços ban­cá­ri­os di­gi­tais – que ofe­re­cem ta­ri­fas mais ba­ra­tas pois não usam pa­pel e são me­nos bu­ro­crá­ti­cos – cres­cem ra­pi­da­men­te no Brasil e são apos­tas tan­to de ban­cos tra­di­ci­o­nais quan­to de ins­ti­tui­ções de pe­que­no e mé­dio por­tes li­ga­dos ou não a ou­tras cor­po­ra­ções, a exem­plo do ban­co Ori­gi­nal, que é da J&F, do­na da Fri­boi. E es­te ti­po de ne­gó­cio ain­da tem mui­to es­pa­ço a ga­nhar. O Ban­co In­ter­me­dium, por exem­plo, anun­ci­ou que já tem 50 mil cor­ren­tis­tas em to­do o país. Na Bahia – on­de a in­ter­net não é lá es­sas coi­sas - o ban­co pos­sui cor­ren­tis­tas em 194 mu­ni­cí­pi­os, uma co­ber­tu­ra de 47% de to­do o es­ta­do (417 ci­da­des). Além dis­so, a Bahia re­pre­sen­ta 27% das con­tas do ban­co na re­gião Nor­des­te e 4% em to­do o Brasil. Ins­ti­tui­ção li­ga­da à cons­tru­to­ra MRV En­ge­nha­ria, o In­te­me­dium foi o pri­mei­ro a ofer­tar con­tas 100% di­gi­tais e isen­ta de ta­ri­fas. Sua es­pe­ci­a­li­da­de é o em­prés­ti­mo com uso de imó­vel co­mo ga­ran­tia, um ris­co me­nor ao ban­co que, as­sim, po­de co­brar ta­xas de ju­ros me­no­res. Pes­qui­sa na sua ba­se de cli­en­tes in­di­ca que, na Bahia, 76% são ho­mens e a ida­de mé­dia dos cli­en­tes é 30 anos. A atu­al es­tra­té­gia de cres­ci­men­to do ban­co é a de es­tar pre­sen­te em to­das as ci­da­des bra­si­lei­ras com mais de 100 mil ha­bi­tan­tes, in­ves­tir em re­des so­ci­ais e no re­la­ci­o­na­men­to com o cli­en­te. A me­ta é fe­char o ano com 100 mil con­tas. Atu­al­men­te, o In­ter­me­dium con­ta com uma car­tei­ra de crédito de mais de R$ 2,2 bi­lhões e res­pon­de por mais de 1% do seg­men­to de crédito imo­bi­liá­rio no Brasil. Com os ju­ros es­tra­tos­fé­ri­cos co­bra­dos pe­los ban­cos tra­di­ci­o­nais, tro­car o ve­lho por um no­vo po­de be­ne­fi­ci­ar o con­su­mi­dor. Os dois par­ti­dos que po­la­ri­za­ram as úl­ti­mas se­te dis­pu­tas pre­si­den­ci­ais, PSDB e PT saí­ram das ur­nas no se­gun­do tur­no em si­tu­a­ções com­ple­ta­men­te opos­tas. Por um la­do, os tu­ca­nos ti­ve­ram o mai­or cres­ci­men­to nas elei­ções mu­ni­ci­pais des­te ano, na com­pa­ra­ção com 2012. Em ma­ré con­trá­ria, os pe­tis­tas ex­pe­ri­men­ta­ram a mais for­te que­da en­tre to­das as le­gen­das com ex­pres­são política na­ci­o­nal.

Fe­cha­da a con­ta dos dois tur­nos elei­to­rais, o PSDB vai co­man­dar o mai­or nú­me­ro de elei­to­res nas ci­da­des do país. No to­tal, 23,9% dos ci­da­dãos ap­tos a vo­tar em 2016 se­rão go­ver­na­dos por um pre­fei­to tu­ca­no. O que equi­va­le a um em ca­da qua­tro bra­si­lei­ros qui­tes com a Jus­ti­ça Elei­to­ral. No com­pa­ra­ti­vo com a su­ces­são mu­ni­ci­pal pas­sa­da, es­se uni­ver­so sal­tou de 16,5 mi­lhões para 34,4 mi­lhões de pes­so­as, au­men­to su­pe­ri­or a 100%.

A per­for­man­ce dos tu­ca­nos é a me­lhor des­de 2004, qu­an­do o Tri­bu­nal Su­pe­ri­or Elei­to­ral (TSE) pas­sou a di­vul­gar o ba­lan­ço dos re­sul­ta­dos em da­dos di­gi­tais. An­tes, o re­cor­de per­ten­cia ao PMDB, que em 2008 ven­ceu em mu­ni­cí­pi­os que abri­ga­vam 22,1% do elei­to­ra­do da épo­ca. Ago­ra, es­se ín­di­ce é de 14,3%, em­bo­ra em nú­me­ros ab­so­lu­tos, os pe­e­me­de­bis­tas ocu­pem o pri­mei­ro lu­gar no ran­king de pre­fei­tos elei­tos, com 1.038 pre­fei­tos, 17 a mais que em 2012.

Ape­sar de se­gun­do mais vi­to­ri­o­so em nú­me­ro de pre­fei­tu­ras, o PSDB foi quem mais cres­ceu no gru­po dos par­ti­dos com ca­pi­la­ri­da­de nas ur­nas. No pri­mei­ro tur­no, ga­nhou em 789. Do­min­go pas­sa­do so­mou ou­tras 14 ci­da­des e fe­chou 2016 com 803, 15% aci­ma de 2012, qu­an­do ele­geu 695 pre­fei­tos.

A ex­pan­são do PSDB se cris­ta­li­zou após o re­sul­ta­do de an­te­on­tem. Das 57 ci­da­des com se­gun­do tur­no, os tu­ca­nos ven­ce­ram em 14. Em se­gui­da, vêm PMDB, PPS e PSB, com no­ve, cin­co e qua­tro, res­pec­ti­va­men­te. Em quan­ti­da­de de ca­pi­tais, o PSDB tam­bém vai go­ver­nar a fa­tia mais gor­da, com se­te pre­fei­tos. En­tre os quais, Por­to Ale­gre, on­de nun­ca ha­via ven­ci­do.

Con­tu­do, há der­ro­tas tam­bém en­tre os ven­ce­do­res. Ca­so do se­na­dor mi­nei­ro Aé­cio Ne­ves, cu­jo ali­a­do na dis­pu­ta em Be­lo Ho­ri­zon­te, João Lei­te (PSDB), foi der­ro­ta­do pe­lo aza­rão Ale­xan­dre Ka­lil (PHS), can­di­da­to apoi­a­do pe­lo go­ver­na­dor pau­lis­ta Ge­ral­do Alck­min. Ri­val de Aé­cio no pá­reo pe­la cha­pa pre­si­den­ci­al do par­ti­do, Alck­min já ha­via ga­nha­do fô­le­go com a ines­pe­ra­da vi­tó­ria de João Do­ria na su­ces­são em São Pau­lo. Ago­ra, es­tá iso­la­do na di­an­tei­ra.

QUE­DA LI­VRE

Na ala dos par­ti­dos que mais per­de­ram for­ça na elei­ção mu­ni­ci­pal, o PT te­ve o pi­or de­sem­pe­nho. A on­da de re­jei­ção ao par­ti­do, que se ma­ni­fes­tou com vi­gor no con­fron­to de 2 de ou­tu­bro, se re­pe­tiu no se­gun-

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.