IBGE: edu­ca­ção dos pais é de­ci­si­va na for­ma­ção e na ren­da dos fi­lhos

Correio da Bahia - - Economia -

PES­QUI­SA De­ter­mi­nan­te na edu­ca­ção dos fi­lhos, a es­tru­tu­ra fa­mi­li­ar tam­bém pe­sa so­bre o ní­vel de ren­di­men­tos al­can­ça­dos por eles no mer­ca­do de tra­ba­lho. A cor­re­la­ção en­tre o ní­vel de ins­tru­ção dos pais e a ren­da de seus her­dei­ros é for­te, re­ve­la o su­ple­men­to de mo­bi­li­da­de só­cio-ocu­pa­ci­o­nal da Pes­qui­sa Na­ci­o­nal por Amos­tra de Do­mi­cí­li­os (Pnad) de 2014, di­vul­ga­do on­tem pe­lo Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE).

Os re­sul­ta­dos in­di­cam que o ní­vel de es­co­la­ri­da­de das pes­so­as ocu­pa­das es­tá bas­tan­te as­so­ci­a­do ao ní­vel edu­ca­ci­o­nal de seus pais. A di­fe­ren­ça apa­re­ce quan­do se com­pa­ra pes­so­as que têm o mes­mo ní­vel de es­co­la­ri­da­de. Em ge­ral, aque­les que têm pais mais es­co­la­ri­za­dos ga­nham mais, em­bo­ra o ní­vel de ins­tru­ção tam­bém im­pul­si­o­ne o ní­vel de ren­da. Um per­cen­tu­al de 41% dos fi­lhos de pais sem ins­tru­ção es­tá nas fai­xas de ren­da mais bai­xas, com ren­di­men­to de até meio sa­lá­rio mí­ni­mo (7,5%) ou de mais de meio a um sa­lá­rio mí­ni­mo (17,6%). O in­ver­so acon­te­ce quan­do o pai tem ní­vel su­pe­ri­or com­ple­to. Nes­se ca­so, 47,4% dos fi­lhos ga­nham aci­ma de cin­co sa­lá­ri­os mí­ni­mos, po­den­do ul­tra­pas­sar a fai­xa de ren­di­men­to de 20 sa­lá­ri­os.

A ida­de em que os fi­lhos co­me­çam a tra­ba­lhar tam­bém so­fre in­fluên­cia da ocu­pa­ção dos pais. O IBGE mos­tra que fi­lhos de tra­ba­lha­do­res cu­ja ocu­pa­ção de­man­da me­nor ní­vel de ins­tru­ção for­mal e que têm me­nor ren­da aca­bam in­gres­san­do mais ce­do no mer­ca­do de tra­ba­lho. O exem­plo mais gri­tan­te é o dos tra­ba­lha­do­res agrí­co­las. Quan­do o pai tra­ba­lha no cam­po, 59,6% dos fi­lhos co­me­çam a tra­ba­lhar an­tes dos 13 anos. Quan­do a mãe é tra­ba­lha­do­ra ru­ral, es­se per­cen­tu­al vai a 65,9%. A pes­qui­sa do IBGE aler­ta pa­ra a im­por­tân­cia da pre­sen­ça da mãe no do­mi­cí­lio pa­ra a edu­ca­ção dos fi­lhos. Os me­no­res per­cen­tu­ais das pes­so­as com 25 anos ou mais de ida­de sem ins­tru­ção es­tão en­tre aque­les que mo­ra­vam com a mãe (10,3%) ou com am­bos os pais (10,8%). Além dis­so, in­de­pen­den­te­men­te da ida­de, as pes­so­as que não mo­ra­vam com a mãe na ado­les­cên­cia apre­sen­ta­ram ta­xa de al­fa­be­ti­za­ção mais bai­xa.

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