Es­tu­do mos­tra que de­si­gual­da­de se man­tém es­tá­vel no Bra­sil

Correio da Bahia - - Economia -

ÍN­DI­CE DE GI­NI A de­si­gual­da­de no Bra­sil se man­te­ve pra­ti­ca­men­te es­tá­vel nos pri­mei­ros qua­tro anos des­ta dé­ca­da. Es­tu­do fei­to pe­lo Pro­gra­ma das Na­ções Uni­das pa­ra De­sen­vol­vi­men­to (PNUD) em par­ce­ria com o Ins­ti­tu­to de Pes­qui­sa Econô­mi­ca Apli­ca­da (Ipea) e a Fun­da­ção João Pi­nhei­ro mos­tra que, nos mu­ni­cí­pi­os bra­si­lei­ros, a dis­tân­cia en­tre os mais ri­cos e os mais po­bres se­guiu inal­te­ra­da en­tre 2011 e 2014, no go­ver­no Dil­ma Rous­seff, e com di­fe­ren­ça pou­co ex­pres­si­va com re­la­ção a 2000. O le­van­ta­men­to mos­tra que o ín­di­ce de Gi­ni, fer­ra­men­ta usa­da pa­ra me­dir a con­cen­tra­ção de ren­da e a di­fe­ren­ça en­tre ri­cos e po­bres, saiu de 0,53 em 2011 pa­ra 0,52 em 2014, mo­vi­men­ta­ção con­si­de­ra­da in­sig­ni­fi­can­te. Em 2000, o ín­di­ce era de 0,64 - qu­an­to mais per­to de ze­ro, me­nor a de­si­gual­da­de. Uma das co­or­de­na­do­ras do tra­ba­lho, An­drea Bol­zon, do Pnud, ava­lia que pro­gra­mas de trans­fe­rên­ci­as de ren­da e a política de va­lo- ri­za­ção do sa­lá­rio mí­ni­mo exer­ce­ram uma pro­te­ção de gru­pos mais vul­ne­rá­veis, mas, so­zi­nhos, não con­se­gui­ram di­mi­nuir a gran­de dis­tân­cia en­tre ri­cos e po­bres. Se­gun­do ela, pa­ra avan­çar na re­du­ção des­sa di­fe­ren­ça se­ria im­por­tan­te a ado­ção de ou­tras me­di­das, a exem­plo da ta­xa­ção de gran­des for­tu­nas. O es­tu­do, lan­ça­do on­tem, foi ba­ti­za­do de Ra­dar IDHM (Ín­di­ce de De­sen­vol­vi­men­to Hu­ma­no de Mu­ni­cí­pio). Os da­dos da pes­qui­sa mos­tram que, ape­sar da cri­se econô­mi­ca, os in­di­ca­do­res de de­sen­vol­vi­men­to hu­ma­no no Bra­sil me­lho­ra­ram en­tre 2011 e 2014. No pe­río­do, a ex­pec­ta­ti­va de vi­da me­lho­rou, os anos de es­tu­do au­men­ta­ram e a ren­da se ele­vou. Es­ta me­lho­ra, po­rém, foi nu­ma ve­lo­ci­da­de me­nor. O IDHM apre­sen­tou um crescimento anu­al de 1% en­tre 2011 e 2014, rit­mo in­fe­ri­or ao da dé­ca­da 2000 a 2010, quan­do a mé­dia de crescimento do IDHM foi de 1,7% ao ano - ou se­ja, uma re­du­ção de 41%.

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