CRI­SE ENOR­ME

Correio da Bahia - - Vida - Moy­ses.su­zart@re­de­bahia.com.br

Trei­no do In­ter tem con­fu­são e ame­a­ça de ho­mem ar­ma­do

On­tem, um gru­po de 15 pes­so­as pro­tes­tou do la­do de fo­ra do CT do In­ter­na­ci­o­nal con­tra a má cam­pa­nha do ti­me no Bra­si­lei­ro. Um ho­mem ar­ma­do ten­tou im­pe­dir o ato e acabou ge­ran­do uma con­fu­são no lo­cal. O pro­tes­to co­me­çou jun­to com o trei­no da equi­pe e foi se in­ten­si­fi­can­do, com xin­ga­men­tos e pa­la­vras de or­dem. Após qua­se uma ho­ra, um car­ro es­ta­ci­o­nou pró­xi­mo ao pro­tes­to e dois ho­mens des­ce­ram. Um de­les, ar­ma­do, par­tiu pa­ra ci­ma do gru­po. A con­fu­são não se es­ten­deu por mui­to tem­po e a dupla dei­xou o lo­cal. Os tor­ce­do­res se­gui­ram pro­tes­tan­do. O vo­lan­te Willian Fa­ri­as é o me­lhor exem­plo de jo­ga­dor que não pre­ci­sa ser ar­ti­lhei­ro pa­ra cair na gra­ça do tor­ce­dor. Co­mo um xe­ri­fe, o ca­mi­sa 5 ru­bro-ne­gro im­põe res­pei­to na mar­ca­ção e tem si­do um dos úni­cos pou­pa­dos das crí­ti­cas re­cen­tes ao Leão.

Se Fa­ri­as já é res­pei­ta­do ape­nas evi­tan­do jo­ga­das ofen­si­vas do ad­ver­sá­rio, ima­gi­na quan­do re­sol­ve fa­zer gol? Gol não, go­la­ço. No du­e­lo di­an­te do Figueirense, no úl­ti­mo do­min­go, o atle­ta ru­bro-ne­gro ba­lan­çou a re­de com uma bom­ba de fo­ra da área. Em to­da sua car­rei­ra, fo­ram qua­tro gols, me­ta­de de­les no Vi­tó­ria.

“Mi­nha es­po­sa dis­se que ou­viu uma pes­soa di­zer que eu de­mo­ro pa­ra fa­zer gol, mas quan­do fa­ço, é só go­la­ço. Sin­ce­ra­men­te, não te­nho ex­pli­ca­ção so­bre meu mo­men­to fan­tás­ti­co no Vi­tó­ria. Deus não de­mo­ra, ele ca­pri­cha, né? De­ve ter a mão de Deus nes­tes meus chu­tes”, dis­se Fa­ri­as.

O capitão ru­bro-ne­gro con­fes­sa que não ti­nha mui­tas es­pe­ran­ças de su­ces­so no Leão. Pa­ra ele, a fa­se di­fí­cil no Cru­zei­ro ofus­ca­va qual­quer von­ta­de de su­pe­ra­ção aqui no Vi­tó­ria. Pa­ra se ter uma ideia, em 2015, Willian Fa­ri­as só fez 15 jo­gos pe­la Ra­po­sa. Nes­te ano, no Vi­tó­ria, o ca­mi­sa 5 já tem 46 jo­gos, to­dos co­mo ti­tu­lar.

“Quan­do che­guei aqui, es­ta­va ar­re­ben­ta­do. Ti­ve um ano di­fí­cil. Não ti­ve sequên­cia no Cru­zei­ro, pro­ble­mas fa­mi­li­a­res, de ci­rur­gia... Che­guei aqui com des­con­fi­an­ça. Até des­con­fi­ei de mim mes­mo. Se eu cres­ci aqui, fo­ram meus com­pa­nhei­ros que acre­di­ta­ram em mim no Vi­tó­ria. Não cres­ce­mos so­zi­nhos e nem vi­ra­mos uma re­fe­rên­cia so­zi­nhos. Cre­di­to mi­nha fa­se a to­dos que me aju­da­ram aqui”, acre­di­ta.

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