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Correio da Bahia - - Mais - Ha­ga­me­non.brito@re­de­bahia.com.br Co­ta­ção

Fil­me de ficção ci­en­tí­fi­ca que con­se­gue, ao mes­mo tem­po, ser bo­ni­to, me­lan­có­li­co e pen­sa­ti­vo, não é al­go co­mum quan­to o ro­tei­ro tra­ta de ali­e­ní­ge­nas. Di­ri­gi­do pe­lo ca­na­den­se De­nis Vil­le­neu­ve, de Os Sus­pei­tos (2013) e Si­cá­rio: Ter­ra de Nin­guém (2015), A Che­ga­da vai mui­to além do con­ta­to com ex­tra­ter­res­tres.

Na história, vá­ri­as na­ves es­pa­ci­ais che­gam a di­ver­sos pon­tos da Ter­ra. Em to­do o mundo são for­ma­das equi­pes pa­ra ten­tar se co­mu­ni­car com os seus ocu­pan­tes, que não fa­lam in­glês nem qual­quer di­a­le­to que os hu­ma­nos en­ten­dam.

Nos Es­ta­dos Uni­dos, é re­cru­ta­da Loui­se Banks (Amy Adams), uma lin­guis­ta bri­lhan­te com uma vi­da va­zia e so­li­tá­ria e que se di­vi­de en­tre as au­las que dá na fa­cul­da­de e a casa que tem à bei­ra de um la­go. É uma mulher fo­ca­da, mas qua­se dor­men­te na sua pró­pria vi­da, com flashes na história que vão dan­do al­gu­mas in­for­ma­ções so­bre a sua per­so­na­li­da­de.

Loui­se é a per­so­na­gem prin­ci­pal e ve­mos tu­do pe­la sua pers­pec­ti­va. É in­cri­vel­men­te re­al a an­gús­tia que ela sen­te quan­do acor­da no meio da noi­te ou quan­do ves­te pe­la pri­mei­ra vez o tra­je es­pa­ci­al pa­ra po­der en­trar na na­ve dos ali­e­ní­ge­nas.

Vê-se, mas so­bre­tu­do ou­ve-se, a sua res­pi­ra­ção, o ner­vo­sis­mo... - e o sen­ti­men­to de claus­tro­fo­bia tam­bém se apo­de­ra do es­pec­ta­dor do fil­me bem di­ri­gi­do por Vil­le­neu­ve, res­pon­sá­vel pe­la sequên­cia de Bla­de Run­ner (2017).

O BRI­LHO DE AMY

Be­las pai­sa­gens, lem­bran­ças de um tem­po mais ou me­nos fe­liz e uma boa tri­lha so­no­ra fa­zem com que A Che­ga­da se apro­xi­me mui­to mais de um In­ters­tel­lar - com to­ques de A Ár­vo­re da Vi­da - do que de um In­de­pen­den­ce Day.

Se­cun­dá­ri­os, em­bo­ra im­por­tan­tes pa­ra a nar­ra­ti­va, são We­ber (Fo­rest Whi­ta­ker), o co­ro­nel que con­tra­ta Loui­se, e Ian Don­nelly (Je­remy Ren­ner), um ge­ek da fí­si­ca que de­sen­vol­ve des­de o co­me­ço um sen­ti­men­to de pro­te­ção em re­la­ção a ela.

O fil­me é carregado por Amy Adams. A atriz ame­ri­ca­na de 42 anos já mos­trou ser ver­sá­til, vi­de fil­mes co­mo Tra­pa­ça (2013), Ela (2013) e Bat­man vs. Su­per­man: A Ori­gem da Jus­ti­ça (2016), e es­ta­va na ho­ra de ter um pa­pel re­al­men­te cen­tral e com­ple­xo.

Amy Adams pro­ta­go­ni­za mui­to bem o fil­me que abriu o Fes­ti­val do Rio es­te ano

Amy Adams e Je­remy Ren­ner: ten­tan­do en­ten­der a lin­gua­gem dos vi­si­tan­tes ali­e­ní­ge­nas

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