24h Ca­sa­men­tos gays cres­ce­ram 51,7% no Bra­sil des­de 2013, re­ve­la IBGE

Correio da Bahia - - Brasil -

REGISTROS CIVIS Des­de 2013, quan­do o Con­se­lho Na­ci­o­nal de Jus­ti­ça (CNJ) de­ter­mi­nou que car­tó­ri­os de to­do o país devem ce­le­brar ca­sa­men­tos en­tre pes­so­as do mes­mo se­xo, o nú­me­ro de uniões gays su­biu 51,7%. De 2014 pa­ra 2015, o cres­ci­men­to foi de 15,7%. No mes­mo pe­río­do, os registros de ca­sa­men­tos he­te­ros­se­xu­ais au­men­ta­ram 2,7%. Os da­dos são das Es­ta­tís­ti­cas do Re­gis­tro Civil 2015, que o Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE) di­vul­gou on­tem.

Em 2015, o Bra­sil te­ve um to­tal de 1.137.321 ca­sa­men­tos civis. Des­ses, 0,5%, ou 5.614, fo­ram en­tre pes­so­as do mes­mo se­xo, 2.986 en­tre mu­lhe­res e 2.628 en­tre ho­mens. A re­gião Su­des­te foi a cam­peã em uniões ho­mos­se­xu­ais ano pas­sa­do, com 3.077 registros. O me­nor nú­me­ro foi ve­ri­fi­ca­do no Nor­te, 230. “A de­ci­são do CNJ é al­go mui­to re­cen­te, ain­da vai re­per­cu­tir por al­guns anos nas nos­sas pes­qui­sas”, acre­di­ta a de­mó­gra­fa do IBGE Lei­la Er­vat­ti. Em 2011, o Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) já ha­via re­co­nhe­ci­do a união es­tá­vel ho­mo­a­fe­ti­va, as­se­gu­ran­do a to­dos os ca­sais os mes­mos di­rei­tos. A pes­qui­sa do IBGE é re­a­li­za­da des­de 1974. Em sua ver­são atu­al, traz da­dos so­bre nas­ci­men­tos, ca­sa­men­tos, óbi­tos e di­vór­ci­os co­le­ta­dos em car­tó­ri­os de re­gis­tro civil de pes­so­as na­tu­rais, va­ras de fa­mí­lia, fo­ros ou va­ras cí­veis e ta­be­li­o­na­tos de no­tas.

Das 27 unidades da fe­de­ra­ção, 20 apre­sen­ta­ram au­men­to dos registros civis de ca­sa­men­tos em 2015 an­te 2014, com des­ta­que pa­ra o Acre, com au­men­to de 40%. A Pa­raí­ba pas­sa por ten­dên­cia in­ver­sa: os ca­sa­men­tos de­cres­ce­ram 7,7%. Em mé­dia, os ca­sa­men­tos du­ram 15 anos. Os pi­aui­en­ses e gaú­chos per­sis­tem por 18 anos; os acre­a­nos fi­cam 12 anos, em mé­dia. O nú­me­ro de di­vór­ci­os con­ce­di­dos em pri­mei­ra ins­tân­cia pas­sou de 341.181 em 2014 pa­ra 328.960 em 2015. A op­ção pe­la guar­da com­par­ti­lha­da, no ca­so de ca­sais com fi­lhos me­no­res de ida­de, que se tor­nou re­gra no Bra­sil, cres­ceu de 7,5% pa­ra 12,9%. A pes­qui­sa con­fir­ma tam­bém ten­dên­ci­as que já vêm sen­do de­mons­tra­das nos úl­ti­mos anos pe­lo IBGE: as mu­lhe­res se­guem ten­do fi­lhos ca­da vez mais tar­de, por con­ta de sua in­ser­ção no mer­ca­do de tra­ba­lho (em 2005, 30% dos nas­ci­men­tos eram de mães de 20 a 24 anos; em 2015, o per­cen­tu­al caiu pa­ra 25,1%); as ta­xas de mor­ta­li­da­de in­fan­til con­ti­nu­am em de­clí­nio (em 2005, as mor­tes de be­bês até 1 ano re­pre­sen­ta­vam 4% do to­tal de óbi­tos no país; em 2015, ha­vi­am pas­sa­do pa­ra 2,5%).

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