Tri­bu­nal ho­mo­lo­ga le­ni­ên­cia na área pe­nal

Correio da Bahia - - Brasil -

J&F A Justiça Fe­de­ral em Bra­sí­lia ho­mo­lo­gou, no iní­cio da noite de ontem, o acor­do de le­ni­ên­cia do gru­po J&F pa­ra fins pe­nais. An­tes, há um mês, a Justiça ha­via sus­pen­di­do os efei­tos cri­mi­nais do acor­do, di­an­te da in­cer­te­za so­bre a de­la­ção pre­mi­a­da dos exe­cu­ti­vos do gru­po pro­pri­e­tá­rio da JBS. O juiz Val­lis­ney de Sou­za Oli­vei­ra, titular da 10ª Va­ra Fe­de­ral em Bra­sí­lia, con­du­ziu uma au­di­ên­cia com re­pre­sen­tan­tes do gru­po, do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral (MPF) e da Ad­vo­ca­cia Ge­ral da União (AGU). Ao fim, ele con­cor­dou com o ar­gu­men­to do MPF e da hol­ding de que a sus­pen­são do acor­do na es­fe­ra pe­nal po­de­ria pre­ju­di­car in­ves­ti­ga­ções em cur­so. Val­lis­ney re­vo­gou a de­ci­são anterior da sus­pen­são, dando va­li­da­de à le­ni­ên­cia na es­fe­ra cri­mi­nal. O acor­do foi as­si­na­do en­tre J&F e MPF. Por ele, o gru­po se com­pro­me­teu a pa­gar R$ 10,3 bi­lhões em mul­tas em 25 anos. Uma cláu­su­la da le­ni­ên­cia pre­vê que os efei­tos pe­nais precisam de ho­mo­lo­ga­ção da Justiça Fe­de­ral. Ba­si­ca­men­te, es­ses efei­tos cri­mi­nais con­sis­tem em no­vas tes­te­mu­nhas, co­la­bo­ra­do­res e investigados que po­dem sur­gir no cur­so dos pro­ces­sos. O MPF ar­gu­men­tou que a sus­pen­são do acor­do atra­pa­lha­ria as in­ves­ti­ga­ções. A J&F, por sua vez, dis­se que a sus­pen­são atra­pa­lha­va a exe­cu­ção do acor­do, com pre­juí­zo à saúde fi­nan­cei­ra das em­pre­sas e ao iní­cio dos pagamentos da le­ni­ên­cia.

O deputado Bo­ni­fá­cio de An­dra­da de­fen­de re­la­tó­rio apre­sen­ta­do

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