Sa­ques po­dem ele­var PIB, diz go­ver­no

Correio da Bahia - - Mais -

O sa­que das co­tas do PIS, que be­ne­fi­ci­am tra­ba­lha­do­res do se­tor pri­va­do, se­rá efe­ti­va­do após a con­fir­ma­ção do di­rei­to nas agên­ci­as da Caixa. Os pa­ga­men­tos das co­tas com va­lor até R$ 1,5 mil po­dem ser re­a­li­za­dos no au­to­a­ten­di­men­to da Caixa ape­nas com o uso da Se­nha Ci­da­dão, sem a ne­ces­si­da­de do Car­tão do Ci­da­dão, ou com Car­tão Ci­da­dão e se­nha nas uni­da­des lo­té­ri­cas e Caixa Aqui, me­di­an­te apre­sen­ta­ção de do­cu­men­to ofi­ci­al de iden­ti­fi­ca­ção com foto.

Nos ca­sos dos sa­ques de va­lo­res até R$ 3 mil, é pos­sí­vel uti­li­zar o Car­tão do Ci­da­dão e Se­nha Ci­da­dão no au­to­a­ten­di­men­to, lo­té­ri­cas e Caixa Aqui, com a apre­sen­ta­ção de um do­cu­men­to de iden­ti­fi­ca­ção ofi­ci­al com foto.

Os va­lo­res aci­ma de R$ 3 mil de­vem ser sa­ca­dos nas agên­ci­as, me­di­an­te apre­sen­ta­ção de do­cu­men­to ofi­ci­al de iden­ti­fi­ca­ção com foto. A Caixa ain­da ori­en­ta que os tra­ba­lha­do­res con­sul­tem o si­te www.caixa.gov.br/co­tas­pis pa­ra se­rem di­re­ci­o­na­dos à me­lhor op­ção de pa­ga­men­to, an­tes de se di­ri­gi­rem a um dos ca­nais ofe­re­ci­dos.

No ca­so de co­tis­tas já fa­le­ci­dos, o be­ne­fi­ciá­rio le­gal po­de­rá sacar os re­cur­sos do PIS/Pa­sep na Caixa ou no BB. Pa­ra is­so, ele de­ve se apre­sen­tar nas agên­ci­as da res­pec­ti­va ins­ti­tui­ção fi­nan­cei­ra por­tan­do do­cu­men­tos ofi­ci­ais de iden­ti­fi­ca­ção e a com­pro­va­ção da sua con­di­ção de her­dei­ro do co­tis­ta que tem saldo a re­ce­ber.

Há li­mi­te de ida­de pa­ra sa­que? Até 2017, os sa­ques do Fun­do PIS/Pa­sep só eram per­mi­ti­dos nos ca­sos de apo­sen­ta­do­ria, ida­de mí­ni­ma de 70 anos, in­va­li­dez (in­clu­si­ve do de­pen­den­te), mor­te do co­tis­ta (ha­bi­li­tan­do o her­dei­ro a sacar) e al­gu­mas do­en­ças es­pe­cí­fi­cas. No ano pas­sa­do, po­rém, es­sas re­gras co­me­ça­ram a ser fle­xi­bi­li­za­das. Até a san­ção da no­va lei on­tem, que au­to­ri­za o sa­que por to­dos os co­tis­tas, in­de­pen­den­te da ida­de, os re­cur­sos es­ta­vam li­be­ra­dos pa­ra os co­tis­tas com ida­de a par­tir de 60 anos.

De quan­to é o va­lor do be­ne­fí­cio?

De acor­do com o Mi­nis­té­rio do Pla­ne­ja­men­to, o saldo mé­dio por co­tis­ta é de R$ 1.375. A mai­o­ria dos co­tis­tas pos­sui ao me­nos R$ 750 a ser res­ga­ta­do. A am­pli­a­ção dos sa­ques do fun­do do PIS-Pa­sep pa­ra os co­tis­tas de to­das as ida­des vai in­je­tar R$ 39,3 bi­lhões na eco­no­mia e de­ve­rá ter um “im­pac­to po­ten­ci­al” de 0,55 pon­to de al­ta no re­sul­ta­do do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB) des­te ano, se­gun­do cál­cu­los di­vul­ga­dos on­tem pe­lo Mi­nis­té­rio do Pla­ne­ja­men­to.

De acor­do com o mi­nis­té­rio, o saldo mé­dio por co­tis­ta é de R$ 1.375. A mai­o­ria dos co­tis­tas pos­sui ao me­nos R$ 750 a ser res­ga­ta­do.

O pre­si­den­te Mi­chel Te­mer afir­mou, na ce­rimô­nia de san­ção da lei, em Bra­sí­lia, que o ob­je­ti­vo cen­tral da me­di­da é exa­ta­men­te o de mo­bi­li­zar e mo­vi­men­tar a eco­no­mia bra­si­lei­ra. “Aque­les que vão lá pe­gar os re­cur­sos po­de­rão in­je­tá-los na eco­no­mia e são va­lo­res pre­ci­o­sos”, de­cla­rou.

Dis­se tam­bém que os re­cur­sos po­de­rão aju­dar os be­ne­fi­ciá­ri­os a pa­gar dí­vi­das, ou mes­mo a re­a­li­zar uma pe­que­na re­for­ma em ca­sa, por exem­plo.

O im­pac­to da li­be­ra­ção dos re­cur­sos do PIS-Pa­sep na eco­no­mia bra­si­lei­ra su­pe­ra a per­da de R$ 15,9 bi­lhões que foi re­gis­tra­da du­ran­te o pe­río­do da gre­ve dos ca­mi­nho­nei­ros, se­gun­do cál­cu­los que fo­ram fei­tos pe­lo Mi­nis­té­rio da Fa­zen­da.

O va­lor do PIS-Pa­sep tam­bém se apro­xi­ma do im­pac­to de 0,61 pon­to do PIB, equi­va­len­te a R$ 44 bi­lhões, que foi pro­vo­ca­do pe­lo sa­que das con­tas ina­ti­vas do Fun­do de Ga­ran­tia por Tem­po de Ser­vi­ço (FGTS) – au­to­ri­za­do no ano pas­sa­do.

O se­cre­tá­rio-exe­cu­ti­vo do Mi­nis­té­rio do Pla­ne­ja­men­to, Gleis­son Ru­bin, ava­li­ou que o im­pac­to da am­pli­a­ção dos sa­ques do fun­do do PIS-Pa­sep na eco­no­mia bra­si­lei­ra vai de­pen­der dos be­ne­fi­ciá­ri­os da me­di­da – se eles irão fa­zer os sa­ques e se irão uti­li­zar o di­nhei­ro.

Na se­ma­na pas­sa­da, o mer­ca­do fi­nan­cei­ro bai­xou sua es­ti­ma­ti­va de al­ta do PIB des­te ano de 2,18% pa­ra 1,94%. Foi a sex­ta que­da se­gui­da do in­di­ca­dor e, tam­bém, foi a pri­mei­ra vez que a es­ti­ma­ti­va fi­ca abai­xo da mar­ca de 2% pa­ra es­te ano.

Há um mês, a es­ti­ma­ti­va de cres­ci­men­to da eco­no­mia bra­si­lei­ra, pa­ra es­te ano, es­ta­va em 2,51%, de acor­do com o bo­le­tim Fo­cus.

Te­mer as­si­na de­cre­to com ex­pec­ta­ti­va de mo­vi­men­tar a eco­no­mia

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