Barroca? Igre­ja tem até in­fluên­ci­as ori­en­tais

Correio da Bahia - - Mais -

As cen­te­nas de obras de ar­te da Ca­te­dral Ba­sí­li­ca têm um va­lor in­cal­cu­lá­vel. Até por­que, da mai­o­ria de­las, não se co­nhe­ce se­quer a au­to­ria. O pró­prio tem­plo é con­si­de­ra­do bar­ro­co, mas a quan­ti­da­de de es­ti­los ali den­tro o tor­na mais com­ple­xo, ar­tis­ti­ca­men­te fa­lan­do.

“Não dá para ser sim­plis­ta e di­zer que a Ba­sí­li­ca é ape­nas barroca. Ca­da re­tá­bu­lo tem um es­ti­lo di­fe­ren­te.

Aqui tem ro­co­có, ne­o­clás­si­co. A gen­te per­ce­be in­flu­en­ci­as in­dí­ge­nas e até ori­en­tais”, afir­mou a ar­qui­te­ta Lau­ra Li­ma.

An­tes de se tor­nar um tem­plo des­sa mag­ni­tu­de, a Ca­te­dral Ba­sí­li­ca era a ca­pe­la do Co­lé­gio dos Je­suí­tas, que fun­ci­o­na­va on­de ho­je é a Fa­cul­da­de de Me­di­ci­na.

A atu­al Ca­te­dral é a quar­ta igre­ja e úl­ti­mo re­ma­nes­cen­te do con­jun­to ar­qui­tetô­ni­co do Co­lé­gio. Sua plan­ta é tí­pi­ca das igre­jas lu­so-bra­si­lei­ras, cons­truí­da sob pro­je­to do ir­mão Fran­cis­co Di­as, che­ga­do à Bahia em 1577 para cons­truir o Co­lé­gio.

A Ca­te­dral Ba­sí­li­ca per­ten­ce à Ar­qui­di­o­ce­se de São Sal­va­dor e foi, in­di­vi­du­al­men­te, tom­ba­da pe­lo Iphan em 25 de maio de 1938, in­cluin­do to­do o seu acer­vo, um dos mais va­li­o­sos do Bra­sil.

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