GNVes­tá­mais com­pe­ti­ti­vo­noPa­ra­ná

Eco­no­mia para qu­em abas­te­ce com gás na­tu­ral chega a 50% no Es­ta­do, além de ren­der des­con­to no IPVA

Folha de Londrina Domingo - - CARRO & CIA - Ma­ri­a­na Gu­e­rin Re­por­ta­gem Lo­cal

Oau­men­to nos pre­ços da ga­so­li­na e do eta­nol, além da ne­ces­si­da­de de con­tro­lar os gas­tos em tem­pos de cri­se, es­tá fa­zen­do com que mui­tos mo­to­ris­tas op­tem pe­lo Gás Na­tu­ral Vei­cu­lar (GNV). De acor­do com da­dos da Com­pa­nhia Pa­ra­na­en­se de Gás (Com­pa­gas), o vo­lu­me de ven­das do GNV no Es­ta­do su­biu 12% de ja­nei­ro a abril des­te ano. Atu­al­men­te, a fro­ta de veí­cu­los com GNV no Pa­ra­ná é de 33.765 veí­cu­los.

A es­co­lha é jus­ti­fi­ca­da pe­la eco­no­mia ge­ra­da com o GNV. Se­gun­do in­for­ma­ções do sis­te­ma de le­van­ta­men­to de pre­ços da Agên­cia Na­ci­o­nal do Pe­tró­leo, Gás Na­tu­ral e Bi­o­com­bus­tí­veis (ANP) para o pe­río­do de 1 a 7 de maio de 2016, o va­lor mé­dio do li­tro da ga­so­li­na para o con­su­mi­dor pa­ra­na­en­se é de R$ 3,63 e do eta­nol é R$ 2,64. Já o pre­ço mé­dio do GNV no Pa­ra­ná, de acor­do com a ANP, é de R$ 2,27/m³. Com os atu­ais pre­ços mé­di­os pra­ti­ca­dos e o ren­di­men­to pre- vis­to (13 km/m³ de gás na­tu­ral, 10 km/l de ga­so­li­na e 7 km/l de eta­nol), para ro­dar 100 quilô­me­tros com o GNV o mo­to­ris­ta gas­ta cer­ca de R$ 17,50, en­quan­to que para a ga­so­li­na o cus­to é de apro­xi­ma­da­men­te R$ 36,30, e com o eta­nol é de R$ 37,71. A eco­no­mia po­de che­gar a mais de 50% para qu­em abas­te­ce.

Se­gun­do Ger­son Bu­rin, co­or­de­na­dor téc­ni­co do Cen­tro de Ex­pe­ri­men­ta­ção e Se­gu­ran­ça Viá­ria (Ces­vi Bra­sil), o equi­pa­men­to GNV é com­pos­to por um ci­lin­dro (ou mais) para ar­ma­ze­na­men­to do gás, vál­vu­las de se­gu­ran­ça e de abas­te­ci­men­to ex­ter­no, manô­me­tro de pres­são, re­du­tor de pres­são, so­le­noi­de de li­be­ra­ção do gás, tu­bu­la­ções e man­guei­ras es­pe­cí­fi­cas, sen­so­res e atu­a­do­res ele­trô­ni­cos e cha­ve co­mu­ta­do­ra. Mo­to­res abas­te­ci­dos com di­fe­ren­tes ti­pos de com­bus­tí­veis pos­su­em di­fe­ren­ças em seus com­po­nen­tes, ta­xa de com­pres­são, en­tre ou­tros itens, ne­ces­si­tan­do kits de qua­li­da­de e re­gu­la­gens as­so­ci­a­dos à ele­trô­ni­ca, os quais fa­rão as de­vi­das cor­re­ções para evi­tar fa­lhas du­ran­te o fun­ci­o­na­men­to.

“A adap­ta­ção de­ve ser cri­te­ri­o­sa, sem­pre iden­ti­fi­can­do se o equi­pa­men­to GNV é com­pa­tí­vel­co­mo­ti­po­de­mo­to­ri­za­ção e ca­rac­te­rís­ti­cas do veí­cu­lo para evi­tar fa­lhas no fun­ci­o­na­men­to e até mes­mo da­nos no mo­tor”, diz Bu­rin.

Con­for­me ele, para as adap­ta­ções ao uso do gás na­tu­ral vei­cu­lar não há subs­ti­tui­ção do tan­que e sim a ins­ta­la­ção de um ci­lin­dro es­pe­cí­fi­co para ar­ma­ze­nar o GNV, in­de­pen­den­te do tan­que de com­bus­tí­vel ori­gi­nal do veí­cu­lo.

Ele ex­pli­ca que não é pos­sí­vel afir­mar exa­ta­men­te qu­al a re­la­ção de con­su­mo para as com­bi­na­ções ga­so­li­na, ál­co­ol e GNV. “A re­la­ção de con­su­mo en­tre os ti­pos de com­bus­tí­veis pos­sui mui­tas va­riá­veis co­mo o mo­de­lo e mo­to­ri­za­ção do veí­cu­lo, o ti­po de tra­je­to, o ti­po e tec­no­lo­gia do kit GNV, a car­ga trans­por­ta­da, as for­mas de con­du­ção, en­tre ou­tros.”

De acor­do com Bu­rin, ou­tra ques­tão es­tá li­ga­da à me­di­ção dos com­bus­tí­veis, em que ga­so­li­na e eta­nol são me­di­dos em li­tros, di­fe­ren­te do GNV que é me­di­do em me­tros cú­bi­cos. “O ide­al é fa­zer o cál­cu­lo em re­ais por quilô­me­tro para iden­ti­fi­car qu­al o com­bus­tí­vel mais van­ta­jo­so. Is­so é fei­to em fun­ção do pre­ço dis­po­ni­bi­li­za­do di­vi­di­do pe­la qui­lo­me­tra­gem ro­da­da de ca­da com­bus­tí­vel para de­ter­mi­nar qu­al com­bi­na­ção sai mais ba­ra­ta para o con­su­mi­dor”, ci­ta.

Para ve­ri­fi­car a vi­a­bi­li­da­de da con­ver­são, o pro­pri­e­tá­rio do veí­cu­lo não de­ve es­que­cer que o cál­cu­lo, além de le­var em con­ta a even­tu­al eco­no­mia e a au­to­no­mia, de­ve con­tem­plar o pre­ço do in­ves­ti­men­to da ins­ta­la­ção e tam­bém os pos­tos de abas­te­ci­men­to exis­ten­tes em sua re­gião.

O co­or­de­na­dor do Ces­vi des­ta­ca que a ins­ta­la­ção dos kits de­ve ser fei­ta ape­nas por em­pre­sas cre­den­ci­a­das no Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Me­tro­lo­gia, Qua­li­da­de e Tec­no­lo­gia (In­me­tro) e o veí­cu­lo, após a mu­dan­ça, de­ve pas­sar por vis­to­ria para apro­va­ção e iden­ti­fi­ca­ção no do­cu­men­to. “Es­tes pro­ce­di­men­tos tra­zem se­gu­ran­ça tan­to na exi­gên­cia de qua­li­da­de dos kits GNV quan­to em su­as ins­ta­la­ções.”

Fo­tos: Gi­na Mar­do­nes

O ci­lin­dro es­pe­cí­fi­co para ar­ma­ze­nar o GNV é ins­ta­la­do no veí­cu­lo in­de­pen­den­te do tan­que de com­bus­tí­vel ori­gi­nal

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