‘Baby’bus­ca se­gun­da me­da­lha

Folha de Londrina Domingo - - ESPORTE - (L. F. C.)

O ro­lan­den­se Ra­fa­el Sil­va, o “Baby”, vai pa­ra a sua se­gun­da olimpíada e é uma das es­pe­ran­ças de me­da­lha do judô bra­si­lei­ro no Rio de Janeiro. Em 2012, em Lon­dres, con­quis­tou o bron­ze, a pri­mei­ra me­da­lha da mo­da­li­da­de na ca­te­go­ria com mais de 100 qui­los.

O ju­do­ca se diz bem pre­pa­ra­do pa­ra os Jo­gos Olím­pi­cos e acre­di­ta que a ex­pe­ri­ên­cia ad­qui­ri­da há qua­tro anos po­de ser um di­fe­ren­ci­al. “Creio que ago­ra te­nho uma ba­ga­gem mai­or de experiências, co­nhe­cen­do melhor meu cor­po e trei­nan­do de forma mais efe­ti­va. Pro­cu­rei apli­car mais gol­pes e melhorar mi­nha mo­vi­men­ta­ção, dei­xan­do meu es­ti­lo de luta mais ofen­si­vo e di­nâ­mi­co. É um ou­tro Ra­fa­el que en­tra pa­ra lu­tar em 2016”, ga­ran­tiu.

Atu­al 12º ran­king mun­di­al, Baby fi­cou fo­ra dos ta­ta­mes por qua­se seis me­ses em vir­tu­de de uma le­são no pei­to, que o ti­rou do Cam­pe­o­na­to Mun­di­al de 2015. Ele ha­via si­do pra­ta no Mun­di­al de 2013 e bron­ze em 2014. So­bre os concorrentes, o pa­ra­na­en­se des­ta­ca o fran­cês Teddy Ri­ner, atu­al campeão olím­pi­co e que não per­de uma luta des­de 2010. “Há for­tes opo­nen­tes tam­bém das principais es­co­las do judô como a Rússia, Ja­pão, Co­réia do Sul e Geór­gia. O trei­no é bem fo­ca­do nes­tes opo­nen­tes que têm gran­des chances de che­ga­rem nas lutas pe­la me­da­lha”, apon­tou.

Ra­fa­el Sil­va acre­di­ta que a tor­ci­da bra­si­lei­ra po­de fa­zer a di­fe­ren­ça, so­bre­tu­do nos mo­men­tos de­ci­si­vos pa­ra pres­si­o­nar os ad­ver­sá­ri­os. “A ex­pe­ri­ên­cia foi boa em 2013, quan­do fiz a fi­nal do Mun­di­al. A ener­gia da tor­ci­da é uma fer­ra­men­ta po­de­ro­sa. Se­rá um pri­vi­lé­gio pa­ra a tor­ci­da bra­si­lei­ra ter a vi­vên­cia do esporte olím­pi­co de per­to”, res­sal­tou.

Atle­ta do Pi­nhei­ros (SP), Baby não es­que­ce das raí­zes e con­ta com o apoio da fa­mí­lia e dos ami­gos de Ro­lân­dia. “É uma ci­da­de que te­nho mui­to ca­ri­nho e sem­pre tor­ce por mim. As pes­so­as de lá acom­pa­nham as mi­nhas com­pe­ti­ções e as mi­nhas disputas. Afor­ça é imen­sa, ga­nhan­do ou per­den­do. É um or­gu­lho mui­to gran­de ser pé ver­me­lho”, afir­mou o ju­do­ca.

Bron­ze em Lon­dres, o ro­lan­den­se Ra­fa­el Sil­va te­rá que su­pe­rar for­tes opo­nen­tes pa­ra fi­car, no­va­men­te, en­tre os pri­mei­ros

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