Cres­ce nú­me­ro de bra­si­lei­ros bar­ra­dos em Por­tu­gal

Folha de Londrina Domingo - - MUNDO - Giu­li­a­na Mi­ran­da Fo­lha­press

Lis­boa

- A quan­ti­da­de de pes­so­as bar­ra­das ain­da no ae­ro­por­to em Por­tu­gal dis­pa­rou em 2018: uma al­ta de 74% em com­pa­ra­ção ao mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do. Os bra­si­lei­ros são a na­ci­o­na­li­da­de mais afe­ta­da. Ape­nas nos pri­mei­ros oi­to me­ses do ano, o nú­me­ro de en­tra­das re­cu­sa­das já su­pe­ra com fol­ga a de 2017 in­tei­ro.

Até 31 de agos­to, 1.655 ci­da­dãos do Bra­sil fo­ram im­pe­di­dos de en­trar em ter­ri­tó­rio lu­so, o que re­pre­sen­ta um au­men­to de 23,8% em re­la­ção ao to­tal do ano an­te­ri­or, que já ha­via si­do de al­ta. Is­so sig­ni­fi­ca que mais de seis bra­si­lei­ros são man­da­dos de vol­ta to­dos os di­as.

Os nú­me­ros são do SEF (Ser­vi­ço de Es­tran­gei­ros e Fron­tei­ras) e fo­ram di­vul­ga­dos nes­ta sex­ta-fei­ra (5) pe­lo jor­nal por­tu­guês “Ex­pres­so”, que de­di­cou uma lon­ga re­por­ta­gem so­bre o as­sun­to.

As au­to­ri­da­des mi­gra­tó­ri­as ad­mi­tem que uma das prin­ci­pais ra­zões pa­ra o en­du­re­ci­men­to dos cri­té­ri­os na che­ga­da aos ae­ro­por­tos tem a ver com a en­tra­da em vi­gor de re­gras que fa­ci­li­tam a le­ga­li­za­ção de imi­gran­tes em si­tu­a­ção ir­re­gu­lar.

“Des­de que foi apro­va­do o no­vo di­plo­ma , se sen­te uma mai­or pres­são mi­gra­tó­ria no ae­ro­por­to. Hou­ve um evi­den- te efei­to-cha­ma­da”, dis­se Sér­gio Henriques, di­re­tor de Fron­tei­ras de Lis­boa, em de­cla­ra­ção ao Ex­pres­so.

Além de ques­tões ob­je­ti­vas, co­mo a au­sên­cia de re­ser­va em ho­téis ou da fal­ta da quan­tia mí­ni­ma de 40 eu­ros (cer­ca de R$ 178) por dia de vi­a­gem, há ou­tros cri­té­ri­os que des­per­tam a aten­ção dos ins­pe­to­res na fis­ca­li­za­ção de fron­tei­ras. Ho­mens ca­sa­dos que vão pa­ra a Eu­ro­pa pe­la pri­mei­ra vez, mas sem le­var a fa­mí­lia jun­to pa­ra as fé­ri­as, ca­sais com fi­lhos que vi­a­jam em ple­no ano le­ti­vo e até gru­pos com ma­las mui­to pe­sa­das são pos­sí­veis si­nais de aler­ta.

Os bra­si­lei­ros re­pre­sen­tam ho­je 74% de to­dos os bar­ra­dos em Por­tu­gal. Os an­go­la­nos apa­re­cem em um dis­tan­te se­gun­do lu­gar, se­gui­dos por pa­ra­guai­os, mar­ro­qui­nos e ve­ne­zu­e­la­nos.

Após atin­gir o mí­ni­mo his­tó­ri­co em 2013, com 299 “bar­ra­dos” a quan­ti­da­de de bra­si­lei­ros com en­tra­da re­cu­sa­da em Por­tu­gal não pa­ra de su­bir. Em 2017, 1.336 pes­so­as fo­ram im­pe­di­das de en­trar no país.

De­pois de seis anos em qu­e­da, o nú­me­ro de bra­si­lei­ros com vis­to de re­si­dên­cia em Por­tu­gal vol­tou a au­men­tar em 2017. Em­bo­ra os da­dos do SEF in­di­quem al­ta de 5,1% no to­tal de bra­si­lei­ros vi­ven­do no país, es­tes nú­me­ros são su­bes­ti­ma­dos.

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