PE­TRO­BRAS

De acor­do com o Tri­bu­nal, ex-pre­si­den­te e ex-mem­bros da es­ta­tal te­ri­am cau­sa­do da­no de R$ 580 milhões por com­pra de Pa­sa­de­na

Folha de Londrina - - Primeira Página - Fo­lha­press

TCU de­ter­mi­na blo­queio de bens de Dil­ma, Pa­loc­ci, Ga­bri­el­li e ou­tros três pelo pre­juí­zo na com­pra de Pa­sa­de­na

Bra­sí­lia - O ple­ná­rio do TCU (Tri­bu­nal de Con­tas da União) de­ter­mi­nou nessa quar­ta (11) o blo­queio de bens da ex-pre­si­den­te Dil­ma Rous­seff e de ou­tros ex­mem­bros do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção da Pe­tro­bras pa­ra res­sar­ci­men­to de pre­juí­zo cau­sa­do à es­ta­tal no ca­so da com­pra da re­fi­na­ria de Pa­sa­de­na, nos Estados Unidos.

Além de Dil­ma, foram blo­que­a­dos os bens do ex­mi­nis­tro Antô­nio Pa­loc­ci, Clau­dio Luis da Sil­va Had­dad, Fá­bio Col­let­ti Bar­bo­sa, Gleu­ber Vi­ei­ra e do ex­pre­si­den­te da Pe­tro­bras José Sérgio Ga­bri­el­li.

Se­gun­do o tri­bu­nal, o da­no cau­sa­do foi de US$ 580 milhões. Ain­da é pos­sí­vel re­cor­rer da de­ci­são. O blo­queio tem du­ra­ção de um ano.

Em 2006, quan­do a com­pra de Pa­sa­de­na foi fe­cha­da, Dil­ma era pre­si­den­te do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção da Pe­tro­bras.

A es­ta­tal com­prou 50% da re­fi­na­ria ame­ri­ca­na por US$ 360 milhões. PRE­JUÍ­ZO Em agosto, o ple­ná­rio do TCU já ha­via con­de­na­do Ga­bri­el­li e o ex-di­re­tor da área In­ter­na­ci­o­nal Nes­tor Cer­ve­ró pelo en­vol­vi­men­to de am­bos na com­pra da re­fi­na­ria.

O tri­bu­nal de­ter­mi­nou que ele de­ve­ri­am res­sar­cir à es­ta­tal o va­lor de US$ 79,9 milhões (cer­ca de R$ 250 milhões), além de pa­gar mul­ta de R$ 10 milhões cada um.

O TCU tam­bém proi­biu que am­bos ocu­pem car­gos pú­bli­cos.

OU­TRO LA­DO Por meio de no­ta, a de­fe­sa de Dil­ma afir­mou que “não há pro­va al­gu­ma de qual­quer ilí­ci­to pra­ti­ca­do pelo Con­se­lho Ad­mi­nis­tra­ti­vo da Pe­tro­bras” e que “mui­tos dos seus in­te­gran­tes eram em­pre­sá­ri­os do mer­ca­do, com ex­pe­ri­ên­cia em ges­tão e aqui­si­ções”.

A de­fe­sa da ex-pre­si­den­te de­cla­rou que ne­nhum dos mem­bros do con­se­lho ti­nha li­ga­ção política com o go­ver­no. “Está cla­ro, pe­las pró­pri­as atas do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção da Pe­tro­bras, que a com­pra de 50% das ações de Pa­sa­de­na foi fei­ta com ba­se em ava­li­a­ções e in­for­ma­ções ju­rí­di­cas e fi­nan­cei­ras con­si­de­ra­das ín­te­gras e ca­bais. Dois anos de­pois, o Con­se­lho foi in­for­ma­do que tais in­for­ma­ções eram par­ci­ais e in­cor­re­tas, trans­mi­ti­das por di­re­tor ho­je con­de­na­do por cor­rup­ção”, in­for­mou.

A no­ta di­vul­ga­da pe­la as­ses­so­ria de im­pren­sa de Dil­ma des­ta­ca o tre­cho de um pa­re­cer do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral, de 22 de ju­lho de 2014, o qual afir­ma que “não é pos­sí­vel im­pu­tar o co­me­ti­men­to de de­li­tos de ne­nhu­ma es­pé­cie aos mem­bros do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção, mor­men­te quan­do com­pro­va­do que to­das as eta­pas e pro­ce­di­men­tos re­fe­ren­tes ao per­fa­zi­men­to do negócio foram cum­pri­das”.

O TCU, em di­ver­sos jul­ga­men­tos en­tre 2014 e 2017, diz a de­fe­sa, isen­tou o Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção da Pe­tro­bras, pre­si­di­do por Dil­ma Rous­seff, de pre­juí­zo na com­pra de Pa­sa­de­na. “A pre­si­den­ta elei­ta Dil­ma Rous­seff vai apresentar mais uma vez o de­vi­do recurso pa­ra com­pro­var que não hou­ve qual­quer ato ile­gal ou ir­re­gu­lar que o Con­se­lho à épo­ca ti­ves­se co­nhe­ci­men­to.”

A es­ta­tal com­prou 50% da re­fi­na­ria ame­ri­ca­na por US$ 360 milhões (Co­la­bo­rou An­dré Bor­ges/Agência Estado)

Agência Pe­tro­bras/Di­vul­ga­ção

Por meio de sua de­fe­sa, Dil­ma Rous­seff afir­mou que “não hou­ve qual­quer ato ile­gal ou ir­re­gu­lar que o Con­se­lho à épo­ca ti­ves­se co­nhe­ci­men­to”

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.