Cam­pa­nha na TV e no rá­dio re­co­me­ça com ata­ques mú­tu­os

Haddad (PT) li­gou o ad­ver­sá­rio a ca­sos de vi­o­lên­cia; Bol­so­na­ro (PSL) ata­cou o co­mu­nis­mo e li­gou o Bra­sil à Venezuela

Folha de Londrina - - Política - Gus­ta­vo Por­to

Ri­bei­rão Pre­to - Na vol­ta do ho­rá­rio elei­to­ral gra­tui­to na te­le­vi­são, o pro­gra­ma do can­di­da­to do PT, Fer­nan­do Haddad, am­pli­ou as crí­ti­cas a Jair Bol­so­na­ro (PSL) e li­gou ca­sos de vi­o­lên­cia ocor­ri­dos na cam­pa­nha ao ad­ver­sá­rio, co­mo fi­ze­ra mais ce­do no rá­dio. O pro­gra­ma te­le­vi­si­vo mos­trou, ao con­trá­rio do ra­di­ofô­ni­co, uma bre­ve apa­ri­ção do ex-pre­si­den­te Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, pre­so em Cu­ri­ti­ba (PR). Já o pro­gra­ma do can­di­da­to do PSL trou­xe o mes­mo for­ma­to e os mes­mos ata­ques fei­tos mais ce­do no rá­dio.

Na aber­tu­ra do pro­gra­ma de Haddad, a frase de Bol­so­na­ro “nós va­mos me­tra­lhar a pe­tra­lha­da aqui no Acre”, di­ta em um co­mí­cio na­que­le Es­ta­do, é ci­ta­da co­mo exem­plo da in­ci­ta­ção à vi­o­lên­cia pe­lo de­pu­ta­do fe­de­ral. A mor­te do mes­tre de ca­po­ei­ra e pro­du­tor cul­tu­ral Môa do Ka­ten­dê, em Salvador (BA), com 12 fa­ca­das, e a ce­na mos­tran­do apoi­a­do­res de Bol­so­na­ro des­truin­do uma pla­ca sim­bó­li­ca da ve­re­a­do­ra as­sas­si­na­da Ma­ri­el­le Fran­co fo­ram ou­tros exem­plos.”Se a vi­o­lên­cia che­gou nes­se ní­vel, ima­gi­ne se ele fos­se pre­si­den­te”, diz a lo­cu­to­ra do pro­gra­ma.

Na apa­ri­ção de Lula, que não acon­te­ceu no pro­gra­ma de rá­dio, o ex-pre­si­den­te, em um discurso, afir­ma que “em 500 anos de Bra­sil nós nun­ca ti­ve­mos nin­guém com a ca­pa­ci­da­de do Haddad pa­ra fa­zer o que foi fei­to pe­la edu­ca­ção”, uma ci­ta­ção ao ex-mi­nis­tro no go­ver­no do pe­tis­ta. O pro­gra­ma trou­xe tam­bém a li­ga­ção de Haddad com a fa­mí­lia, o casamento de 30 anos e o pe­di­do do can­di­da­to por paz, união e vo­to dos que op­ta­ram pe­los ad­ver­sá­ri­os no pri­mei­ro tur­no. “Es­sa cam­pa­nha não é de um par­ti­do, é dos que que­rem mu­dar pa­ra me­lhor o nos­so País (...) Va­mos nos unir, a ho­ra é ago­ra. Qu­e­ro con­tar com to­dos que são a fa­vor da de­mo­cra­cia e dos di­rei­tos do po­vo”.

BOL­SO­NA­RO

Na es­treia do ho­rá­rio elei­to­ral gra­tui­to no se­gun­do tur­no na te­le­vi­são, Bol­so­na­ro re­pe­tiu o ata­que con­tra o PT e Haddad, as­sim co­mo fez no rá­dio. O pro­gra­ma ci­tou a ascensão do so­ci­a­lis­mo e “do co­mu­nis­mo” na Amé­ri­ca La­ti­na, ci­tou a cri­a­ção do Fo­ro de São Pau­lo, “gru­po li­de­ra­do por Lula e Fi­del Cas­tro (ex­pre­si­den­te da Cu­ba)”. O pro­gra­ma do can­di­da­to do PSL in­for­mou que Cu­ba é o país mais atra­sa­do do mun­do, lem­brou as cri­ses na Venezuela e no Bra­sil, go­ver­na­do pe­lo PT en­tre 2003 e 2016.

Tam­bém co­mo no rá­dio, de­cla­ra­ções de pes­so­as pro­cu­ra­ram afas­tar as acu­sa­ções de ra­cis­ta e ma­chis­ta atri­buí­das a Bol­so­na­ro. “Sou mu­lher e ne­gra. PT nun­ca mais. A nos­sa bandeira é ver­de e ama­re­la”, afir­ma uma apoi­a­do­ra do de­pu­ta­do fe­de­ral. Na par­te fi­nal, Bol­so­na­ro é apre­sen­ta­do ao eleitor e re­for­çou a ques­tão fe­mi­ni­na, com o cho­ro do can­di­da­to ao re­la­tar a re­ver­são de va­sec­to­mia pa­ra que pudesse ter uma fi­lha, no ca­so a Laura, a úni­ca mu­lher após qua­tro ho­mens.

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