KALUNGA

Em­pre­sa, que reúne uma gama de pro­du­tos, é a mais lem­bra­da por pau­lis­ta­nos dos 26 aos 40 anos (42%) e com en­si­no su­pe­ri­or (42%)

Folha De S.Paulo - Saopaulo - - Índice #337 - por Débora Yu­ri

Atu­al, de olho nas ten­dên­ci­as e em pro­ces­so de ex­pan­são. A pa­pe­la­ria mais bem ava­li­a­da pe­los pau­lis­ta­nos, com 35% de ci­ta­ções, chega aos 45 anos de ida­de olhan­do para a fren­te.

Tra­ta-se da se­gun­da vitória con­se­cu­ti­va da Kalunga, que nas­ceu co­mo um pe­que­no ne­gó­cio fa­mi­li­ar na Vi­la Ma­ri­a­na, zo­na sul pau­lis­ta­na, e ho­je tem 163 lo­jas em ope­ra­ção —a re­de es­tá pre­sen­te em 68 ci­da­des e em to­das as re­giões do país.

A ex­pan­são co­me­çou no iní­cio da dé­ca­da. De lá para cá, 20 no­vos pon­tos fo­ram aber­tos por ano, em mé­dia. Em 2017, mais 22 inau­gu­ra­ções es­tão con­fir­ma­das.

In­ves­ti­men­tos em tecnologia e mar­cas pró­pri­as são ou­tros fo­cos. Cer­ca de 400 pes­so­as tra­ba­lham na fá­bri­ca do gru­po, que pro­duz itens co­mo post-its, pa­pel fo­to­grá­fi­co, mo­chi­las e cal­cu­la­do­ras.

Ven­das para pes­so­as ju­rí­di­cas res­pon­dem por 55% do fa­tu­ra­men­to, mos­tran­do a for­ça da Kalunga no seg­men­to de es­cri­tó­rio. “As em­pre­sas pre­ci­sam se abas­te­cer para sua pro­du­ção diá­ria. É co­mo a re­la­ção en­tre o su­per­mer­ca­do e uma fa­mí­lia: ela tem que com­prar ar­roz, fei­jão, ma­car­rão”, com­pa­ra o di­re­tor co­mer­ci­al, Hos­lei Pi­men­ta.

Ape­sar da con­jun­tu­ra econô­mi­ca ad­ver­sa, o fa­tu­ra­men­to foi de R$ 2,3 bi­lhões no ano pas­sa­do, aci­ma do R$ 1,9 bi­lhão re­gis­tra­do em 2015. Atu­al­men­te, a lo­ja vir­tu­al res­pon­de por 12% das re­cei­tas. “Não exis­te ca­ni­ba­li­za­ção, os ca­nais se com­ple­men­tam. As lo­jas fí­si­cas trans­mi­tem cre­di­bi­li­da­de ao si­te, e is­so é fun­da­men­tal no va­re­jo. De­pois que che­ga­mos a Re­ci­fe (PE) e Goi­â­nia (GO), as ven­das on-li­ne su­bi­ram nas du­as pra­ças.”

O di­fe­ren­ci­al da re­de, para Pi­men­ta, é o mix de pro­du­tos co­mer­ci­a­li­za­dos. “Te­mos mais de 11 mil itens. No mer­ca­do, só nós ofe­re­ce­mos es­sa va­ri­e­da­de.” Pa­pel, car­tu­chos e to­ners para im­pres­so­ra são os car­ros- che­fes –ce­ná­rio bem di­fe­ren­te do vi­vi­do pe­la mo­des­ta pa­pe­la­ria de per­fil ata­ca­dis­ta que abriu as por­tas em 1972.

Na épo­ca, ma­te­ri­ais es­co­la­res di­vi­di­am es­pa­ço com sa­cos de li­xo, pa­pel-to­a­lha, co­pos des­car­tá­veis para es­cri­tó­rio e até pro­du­tos de lim­pe­za. Os bons re­sul­ta­dos fi­ze­ram a em­pre­sa in­ves­tir em uma uni­da­de maior, no Brás, na re­gião cen­tral, que lo­go vi­rou uma es­pé­cie de 25 de Mar­ço para os re­ven­de­do­res do se­tor. Pes­so­as de ou­tros Es­ta­dos vi­nham a São Pau­lo fa­zer com­pras —mui­tos che­ga­vam de ca­mi­nhão.

NO­VO RU­MO

Foi na dé­ca­da de 1980 que a Kalunga deu uma gui­na­da em di­re­ção ao va­re­jo, de­pois de cons­ta­tar que aten­der con­su­mi­do­res fi­nais se­ria um ne­gó­cio ain­da me­lhor. Du­ran­te a vol­ta às au­las, pais e mães já se or­ga­ni­za­vam para com­prar ma­te­ri­al em gru­po.

A mar­ca ga­nhou vi­si­bi­li­da­de na­ci­o­nal na ca­mi­sa do Co­rinthi­ans, pa­tro­cí­nio que du­rou de 1985 a 1994. O clu­be era uma pai­xão do fun­da­dor, Da­mião Gar­cia, ex-cai­xei­ro vi­a­jan­te que dei­xou Bau­ru, no in­te­ri­or pau­lis­ta, para vi­rar em­pre­sá­rio do se­tor grá­fi­co.

Da­mião le­vou os fi­lhos, na ado­les­cên­cia, para tra­ba­lhar no gru­po. Até ho­je, a fa­mí­lia Gar­cia co­man­da as ope­ra­ções: dois her­dei­ros do pa­tri­ar­ca, mor­to em abril do ano pas­sa­do, di­vi­dem a pre­si­dên­cia. “Meu pai foi um gran­de exem­plo e um mo­de­lo para mim e to­dos os meus ir­mãos”, afir­ma Pau­lo Gar­cia, co­pre­si­den­te da Kalunga.

Se­gun­do o Da­ta­fo­lha, a em­pre­sa se des­ta­ca en­tre os pau­lis­ta­nos de 26 a 40 anos (42% de men­ções), com en­si­no su­pe­ri­or (42%) e da clas­se A (41%). Em re­la­ção às re­giões da ci­da­de, ob­tém 45% no cen­tro, 44% na zo­na oes­te e 40% na zo­na sul.

Em ju­nho, será inau­gu­ra­da a 46ª uni­da­de da re­de na ca­pi­tal, no Shop­ping Light, na re­gião cen­tral de São Pau­lo.

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