apli­ca­ti­vos são des­ta­que

Pe­la ter­cei­ra vez con­se­cu­ti­va, Da­ta­fo­lha es­miú­ça seg­men­to do tu­ris­mo

Folha De S.Paulo - Saopaulo - - datafolha - por Ales­san­dro Ja­no­ni di­re­tor de pes­qui­sas do Da­ta­fo­lha

Mu­dan­ças pou­co ex­pres­si­vas nos re­sul­ta­dos da edi­ção de 2017 do Me­lhor de São Paulo Tu­ris­mo, re­for­çam o di­ag­nós­ti­co de que há ain­da es­pa­ço im­por­tan­te a ser ex­plo­ra­do por mar­cas do se­tor no ima­gi­ná­rio do con­su­mi­dor. A ta­xa mé­dia de en­tre­vis­ta­dos que não con­se­guem apon­tar os me­lho­res players em 50 ca­te­go­ri­as ul­tra­pas­sa 30%, um es­co­re ele­va­do con­si­de­ran­do-se as ca­rac­te­rís­ti­cas de per­fil do uni­ver­so – pau­lis­ta­nos das clas­ses A/B que vi­a­ja­ram nos úl­ti­mos 12 me­ses.

Em al­guns itens, a di­fi­cul­da­de em res­pon­der ul­tra­pas­sa o pa­ta­mar de 70%. São os ca­sos de seguro vi­a­gem, ca­sa de câm­bio, ro­a­ming in­ter­na­ci­o­nal e em­pre­sas de in­ter­câm­bio. Tam­bém apre­sen­tam al­tos ín­di­ces de des­co­nhe­ci­men­to ca­te­go­ri­as co­mo cru­zei­ro ma­rí­ti­mo, re­de de ho­téis no ex­te­ri­or e ho­téis-fa­zen­da.

Em al­gu­mas ca­te­go­ri­as con­tu­do, a com­bi­na­ção de re­le­vân­cia e co­mu­ni­ca­ção ade­qua­da ge­rou re­ten­ção. É uma ten­dên­cia que se ob­ser­va es­pe­ci­al­men­te em re­la­ção aos apli­ca­ti­vos di­gi­tais. As ta­xas de des­co­nhe­ci­men­to dos apli­ca­ti­vos de vi­a­gem e de bus­ca de ho­téis, por exem­plo, caí­ram, no úl­ti­mo ano, 11 e se­te pon­tos per­cen­tu­ais, res­pec­ti­va­men­te. As mar­cas lí­de­res des­ses mer­ca­dos cres­ce­ram seis pon­tos per­cen­tu­ais ca­da, no mes­mo es­pa­ço de tem­po.

Uma hi­pó­te­se de ex­pli­ca­ção para os bai­xos ín­di­ces de lembrança de al­guns ser­vi­ços re­la­ci­o­na­dos a vi­a­gens ao ex­te­ri­or po­de en­con­trar-se na queda do nú­me­ro de pau­lis­ta­nos que fo­ram para ou­tros paí­ses nos úl­ti­mos 12 me­ses. No le­van­ta­men­to de 2016, 46% dos en­tre­vis­ta­dos re­ve­la­vam a ex­pe­ri­ên­cia no pe­río­do cor­res­pon­den­te. Ago­ra, são ape­nas 32%.

So­bre os des­ti­nos, den­tre as ca­te­go­ri­as que pos­si­bi­li­tam com­pa­ra­ção com es­tu­do an­te­ri­or, as va­ri­a­ções, na grande mai­o­ria dos ca­sos, fi­ca­ram den­tro da mar­gem de er­ro. A ci­da­de do Rio de Janeiro ocu­pa po­si­ção de des­ta­que co­mo po­lo na­ci­o­nal e li­de­ra em pe­lo me­nos qua­tro itens –des­ti­no de Car­na­val, Ré­veil­lon, para sol­tei­ros e me­lhor ci­da­de no Bra­sil. Qu­an­do a per­gun­ta se re­fe­re ao me­lhor Es­ta­do do país para se vi­a­jar, men­ções à Bahia cres­ce­ram mais do que lem­bran­ças do Rio. No ex­te­ri­or, Es­ta­dos Uni­dos tem mai­or ape­lo jun­to aos pau­lis­ta­nos.

In­te­res­san­te se­rá acom­pa­nhar a evo­lu­ção des­sas res­pos­tas nas pró­xi­mas to­ma­das do “Vi­a­ja são­pau­lo”, qu­an­do efei­tos da cri­se nos Es­ta­dos bra­si­lei­ros e das no­vas res­tri­ções nor­te-ame­ri­ca­nas às vi­a­gens ao país, já te­rão si­do ab­sor­vi­das de ma­nei­ra mais ex­pres­si­va pe­los con­su­mi­do­res do se­tor.

QUEDA EM VI­A­GEM AO EX­TE­RI­OR GERA BAIXA LEMBRANÇA NO SE­TOR

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