MSC

Folha De S.Paulo - Saopaulo - - Indice - por Pe­dro Di­niz

Me­lhor cru­zei­ro ma­rí­ti­mo

É pre­ci­so de­sa­pe­go para en­ca­rar uma vi­a­gem de na­vio. Sua úni­ca fai­xa de areia se­rá uma das cen­te­nas de es­pre­gui­ça­dei­ras es­pa­lha­das pe­las pis­ci­nas lo­ta­das; mo­men­tos de so­li­dão se­rão ra­ros, por­que sem­pre ha­ve­rá gen­te fa­zen­do som­bra e cri­an­ças cor­ren­do; e não es­pe­re gran­des mu­dan­ças de pai­sa­gem, por­que a li­nha en­tre o azul do mar e o do céu se­rá o úni­co pon­to de fu­ga à vista.

Ape­sar dos po­réns para ir até San­tos, so­bram no­vos ares e ati­vi­da­des den­tro dos mais de 330 me­tros dos na­vi­os (por mais cur­ta que se­ja a vi­a­gem).

No MSC Splen­di­da, um dos mai­o­res da em­pre­sa ita­li­a­na, em­bar­quei por três di­as em um ve­rão re­cen­te para Ilha­be­la (no li­to­ral pau­lis­ta), e Bú­zi­os (no do Rio). A pou­cos pas­sos da vas­ti­dão do Atlân­ti­co, há ali uma Las Ve­gas par­ti­cu­lar.

O ele­va­dor pa­no­râ­mi­co per­cor­re os 14 an­da­res des­ti­na­dos aos pas­sa­gei­ros no mi­o­lo de um grande sa­lão, com es­ca­da for­ra­da de cris­tais swa­rovs­ki —po­ses para sel­fi­es fa­zem par­te do vi­su­al— e aca­ba­men­to ba­nha­do a ouro. As lu­zes das lo­jas de gri­fe, que ope­ram em es­que­ma “duty free”, con­tras­tam com am­bi­en­tes à meia-luz for­ra­dos com ta­pe­tes lu­xu­o­sos.

Um cas­si­no, onde é pos­sí­vel fu­mar en­quan­to se pe­de os cos­mo­po­li­tans ou dry mar­tí­nis que ba­lan­çam em co­que­te­lei­ras, é bem equi­pa­do com jo­gos de azar e ta­bu­lei­ros. Con­tas ban­cá­ri­as eva­po­ran­do e vi­to­ri­o­sos con­tan­do os dó­la­res não são coi­sas ra­ras.

A di­ver­são va­ra a ma­dru­ga­da nas fes­tas, en­tre bai­les de ga­la e dis­co, em ba­res que mais pa­re­cem ver­sões de di­ners ame­ri­ca­nos, e em um gi­gan­tes­co te­a­tro de três an­da­res.

É ver­da­de que nos pa­co­tes “all in­clu­si­ve” (tu­do in­cluí­do) é pre­ci­so se acos­tu­mar com car­dá­pi­os pou­co va­ri­a­dos —fru­tos do mar são op­ção cor­ri­quei­ra. Mas sem­pre há piz­za e ham­búr­guer à dis­po­si­ção para for­rar o estô­ma­go no pós-ba­la­da. Tu­do para vo­cê es­que­cer que da­li não há saí­da e a or­dem é se dei­xar le­var pe­lo ba­lan­ço do mar.

FERNANDO MOLINA

NA ES­CA­DA FOR­RA­DA DE CRIS­TAIS SWA­ROVS­KI, POSE PARA

SEL­FI­ES

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