ALI­MEN­TA­ÇÃO

Mer­ca­do de or­gâ­ni­cos da ci­da­de tem fei­ras e no­vas bu­ti­ques

Folha De S.Paulo - Saopaulo - - #357 Índice - por Flá­via G. Pi­nho e Ma­gê Flo­res

Ca­da vez mais di­ver­si­fi­ca­do, o mer­ca­do de or­gâ­ni­cos na ci­da­de vai das tra­di­ci­o­nais fei­ras às no­vas bu­ti­ques

Em agos­to, a ci­da­de ga­nhou mais um mer­ca­do —o Sol­li, em Pi­nhei­ros, on­de 100% dos 2.500 itens são or­gâ­ni­cos.

Des­de janeiro de 2011, quan­do o go­ver­no fe­de­ral re­gu­la­men­tou a produção or­gâ­ni­ca no país, o co­mér­cio pau­lis­ta­no to­mou cor­po e se so­fis­ti­cou. Sur­gi­ram mer­ca­dos de con­ve­ni­ên­cia e com­pras pe­la in­ter­net, fa­ci­li­da­des im­pen­sá­veis até pou­cos anos atrás.

Ain­da as­sim, o con­su­mo de or­gâ­ni­cos es­tá lon­ge de ser um há­bi­to in­cor­po­ra­do ao nos­so dia a dia —se­gun­do pes­qui­sa do Con­se­lho Bra­si­lei­ro da Produção Or­gâ­ni­ca e Sus­ten­tá­vel (Or­ga­nis Bra­sil), fei­ta nes­te ano, ape­nas 10% dos mo­ra­do­res do Es­ta­do de São Pau­lo ad­qui­rem or­gâ­ni­cos. E a frequên­cia é pí­fia: uma vez por mês.

“A per­cep­ção de que o pro­du­to or­gâ­ni­co é ca­ro e eli­tis­ta con­ti­nua co­mo prin­ci­pal cau­sa”, acre­di­ta Ming Liu, pre­si­den­te da en­ti­da­de.

Is­so ocor­re, se­gun­do Liu, por­que mui­ta gen­te se li­mi­ta à com­pa­ra­ção de pre­ços den­tro do su­per­mer­ca­do, o ti­po de co­mér­cio mais ca­rei­ro quan­do se tra­ta de comida or­gâ­ni­ca.

Os ser­vi­ços de delivery, es­pé­cie de evo­lu­ção das an­ti­gas ces­tas, não fi­cam atrás —em ge­ral, pa­ga-se mais pe­la con­ve­ni­ên­cia.

Al­gu­mas lo­jas da no­va ge­ra­ção têm ado­ta­do uma po­lí­ti­ca de pre­ços mais trans­pa­ren­te –in­di­cam, na eti­que­ta, qu­em é o pro­du­tor e qu­an­to ele re­ce­be. Em com­pen­sa­ção, se­guem con­cen­tra­das em bair­ros no­bres de São Pau­lo, co­mo Pi­nhei­ros e Mo­e­ma.

En­tre tan­tas no­vi­da­des, as tra­di­ci­o­nais fei­ras de or­gâ­ni­cos re­sis­tem co­mo mo­de­lo de ne­gó­cio ren­tá­vel pa­ra os dois la­dos, já que os pro­du­to­res ne­go­ci­am di­re­ta­men­te com o con­su­mi­dor.

“Se o pro­du­to es­ti­ver na épo­ca, po­de cus­tar até me­nos do que o con­ven­ci­o­nal”, ga­ran­te Már­cio Stan­zi­a­ni, se­cre­tá­rio exe­cu­ti­vo da As­so­ci­a­ção de Agri­cul­tu­ra Or­gâ­ni­ca (AAO), que ad­mi­nis­tra du­as das mais con­cor­ri­das fei­ras da ci­da­de: a do par­que da Água Bran­ca e a do shop­ping Villa-Lo­bos.

Con­fi­ra, a se­guir, um ro­tei­ro de fei­ras, lo­jas e ser­vi­ços de delivery na ci­da­de.

HORTIFRÚTI DO MER­CA­DO SOL­LI, EM PI­NHEI­ROS, QUE INFORMA POR QR-CO­DE A ORI­GEM

DO PRO­DU­TO

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