Re­sorts e tar­ta­ru­gas na bei­ra do mar

Mar, re­sorts e tar­ta­ru­gas atra­em fa­mí­li­as de pau­lis­ta­nos ao li­to­ral nor­te bai­a­no

Folha De S.Paulo - Saopaulo - - #358 índice - por Vic­to­ria Aze­ve­do en­vi­a­da es­pe­ci­al à Praia do For­te

No fim da tar­de, a praia cha­ma pa­ra um pas­seio. A ca­da pas­so, a pe­ga­da dei­xa­da na areia fo­fa é en­co­ber­ta pe­lo ba­lan­ço das on­das e a som­bra dos co­quei­ros, com­pa­nhei­ros do co­me­ço ao fim de tra­je­to.

A fai­xa de areia cla­ra, com al­guns tre­chos ro­cho­sos e 14 quilô­me­tros de ex­ten­são, e o mar azul-es­ver­de­a­do —que pa­re­ce in­fi­ni­to aos olhos—, com­põem a pai­sa­gem da Praia do For­te, no li­to­ral bai­a­no, a cer­ca de 60 km de Sal­va­dor.

Nos fo­nes de ou­vi­do, can­ções de Ca­e­ta­no Veloso, Gal Cos­ta e Gil­ber­to Gil se mis­tu­ram com o gin­ga­do in­fi­ni­to da ma­ré que, quan­do bai­xa, dei­xa à vis­ta pe­que­nas pis­ci­nas na­tu­rais. Elas vi­ram a di­ver­são das cri­an­ças que se ba­nham no lo­cal.

Ao lon­go do ca­mi­nho, a imen­si­dão azul pas­sa a so­frer in­ter­fe­rên­ci­as de ver­me­lho, ama­re­lo, la­ran­ja, roxo e ver­de —são os cas­cos e tol­dos dos bar­cos de pes­ca, que se mul­ti­pli­cam por ali.

An­dan­do mais um pou­qui­nho, che­ga­se à char­mo­sa Vi­la. O co­ra­ção des­se ba­da­la­do e bem es­tru­tu­ra­do cen­tri­nho é a praça da igre­ja de São Fran­cis­co. De lá, sa­em ru­as res­tri­tas pa­ra pe­des­tres on­de fi­cam en­fi­lei­ra­dos res­tau­ran­tes, ba­res e lo­ji­nhas. Uma boa pa­ra­da é o Bar do Sou­za, com seus fa­mo­sos bo­li­nhos de pei­xe.

Quem mar­ca pre­sen­ça por lá são os ven­de­do­res am­bu­lan­tes: há hip­pi­es mos­tran­do brin­cos, co­la­res e pul­sei­ras, ho­mens anun­ci­an­do pas­sei­os tu­rís­ti­cos e bai­a­nas ven­den­do aca­ra­jé. Na or­la, ba­res mon­tam me­sas e ca­dei­ras de praia pa­ra quem pre­fe­re fi­car em fren­te ao mar. Uma di­ca é che­gar ce­do pa­ra ga­ran­tir um lu­gar na som­bri­nha das ár­vo­res.

Pa­ra quem pre­ten­de se hos­pe­dar na Vi­la, há uma va­ri­e­da­de de pou­sa­das e ho­téis. Na re­gião, es­tão lo­ca­li­za­dos gran­des re­sorts que va­lem a vi­si­ta, co­mo o Ibe­ros­tar e o Ti­vo­li Eco­re­sort.

TAR­TA­RU­GAS

A pou­cos me­tros da igre­ja es­tá lo­ca­li­za­da a se­de do Pro­je­to Ta­mar. Cri­a­da em 1982, é um dos prin­ci­pais pon­tos tu­rís­ti­cos da re­gião —apro­xi­ma­da­men­te 600 mil pes­so­as pas­sam por lá to­dos os anos.

A pre­o­cu­pa­ção com o meio am­bi­en­te re­ge o pro­je­to, que es­tu­da e pro­te­ge tar­ta­ru­gas ma­ri­nhas e tam­bém es­tá pre­sen­te em Es­ta­dos co­mo Ser­gi­pe, Ceará, San­ta Ca­ta­ri­na e São Paulo —a ba­se pau­lis­ta­na fi­ca na praia de Uba­tu­ba.

En­tre tan­ques e aquá­ri­os, são 600 mil li­tros de água sal­ga­da que reú­nem exem­pla­res da fau­na ma­ri­nha da re­gião e de qua­tro das cin­co es­pé­ci­es de tar­ta­ru­gas da cos­ta na­ci­o­nal: tartaruga-ver­de, tartaruga-ca­be­çu­da, tartaruga-de-pen­te e tartaruga-oli­va. Há vi­si­tas pro­gra­ma­das pa­ra es­co­las, uni­ver­si­da­des e gru­pos fe­cha­dos, com du­ra­ção mé­dia de uma ho­ra (R$ 24 a in­tei­ra e R$ 12 a meia en­tra­da).

As noi­tes de sá­ba­do no lo­cal con­tam com mais um atra­ti­vo: as Se­re­na­tas do Ta­mar. O even­to in­ti­mis­ta, à bei­ra-mar, em­ba­la os vi­si­tan­tes em um jan­tar com pra­tos tí­pi­cos e mú­si­ca ao vi­vo.

PRAIA DO FOR­TE, A60KMDE SAL­VA­DOR

CRI­AN­ÇAS BRIN­CAM NA PRAIA DO FOR­TE

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