Pe­las es­tra­das de Pun­ta del Es­te

Um pas­seio a bor­do de um Giu­li­et­ta pe­los en­can­tos do fa­mo­so bal­neá­rio

Folha De S.Paulo - Saopaulo - - #358 índice - por El­vis Pe­rei­ra en­vi­a­do es­pe­ci­al a Pun­ta del Es­te

Um car­ro po­de com­bi­nar com o lu­gar em que se es­tá. O Giu­li­et­ta, da cen­te­ná­ria Al­fa Ro­meu, exem­pli­fi­ca es­sa união: mo­der­no, po­rém tra­di­ci­o­nal —sua pri­mei­ra ver­são é dos anos 1950. Fa­mi­li­ar, mas com jei­tão es­por­ti­vo. Con­for­tá­vel, co­bra seu pre­ço por is­so. E é um veí­cu­lo pa­ra ser vis­to. Eis um mo­de­lo pa­ra Pun­ta del Es­te.

Por US$ 100 (R$ 328), es­te re­pór­ter alu­gou o mo­de­lo pa­ra pas­sar um dia na ci­da­de uru­guaia de 13 mil ha­bi­tan­tes —es­ti­ma-se que só 20% de­les nas­ce­ram ne­la— e se­guir até José Ig­na­cio, uma vi­la a pou­co mais de 50 km da­li.

Lo­cal de par­ti­da: o Con­rad, on­de o car­ro é re­ti­ra­do. O ho­tel des­ta­ca-se na pai­sa­gem do bal­neá­rio, com seus 17 an­da­res, 294 quar­tos, se­te res­tau­ran­tes, três pis­ci­nas e um cas­si­no. A diá­ria par­te de R$ 655 no ve­rão. É co­mum ou­vir pe­los cor­re­do­res palavras em por­tu­guês —20,4 mil dos 57 mil hós­pe­des que es­ti­ve­ram ne­le, de ja­nei­ro a ou­tu­bro des­te ano, eram bra­si­lei­ros.

Pou­co de­pois, o car­ro é es­ta­ci­o­na­do pró­xi­mo ao fa­rol de Pun­ta, pon­to mais al­to do bal­neá­rio. A uma qua­dra da­li, o cru­za­men­to da Ca­pi­tan Mi­ran­da com a 2 de Fe­bre­ro é o úni­co lo­cal da ci­da­de em que, ao olhar em vol­ta, o mar apa­re­ce no fi­nal de to­das as ru­as.

De vol­ta ao vo­lan­te, a pou­cas qua­dras fi­ca a ave­ni­da Ram­bla Ge­ne­ral José Ar­ti­gas. É um dos es­pa­ços mais bo­ni­tos do bal­neá­rio. De um la­do, há o mar. Do ou­tro, man­sões. Não há ba­ru­lho nem bar­ra­cas de ven­de­do­res (tão co­muns a nós, bra­si­lei­ros). Se­guin­do a es­tra­da, o ce­ná­rio mu­da. Na cur­ta praia Emir, sur­fis­tas predominam. A se­guir, na Bra­va, uma das mais co­nhe­ci­das do bal­neá­rio, a prin­ci­pal atra­ção es­tá na areia. Em bus­ca do me­lhor ân­gu­lo pa­ra fo­to­gra­fá-la, tu­ris­tas cer­cam os de­dos que sa­em do chão. É a obra “A Mão”, fei­ta pe­lo chi­le­no Ma­rio Irar­rá­za­bal há 35 anos.

A ro­ta con­ti­nua, e sur­ge a on­du­la­da pon­te Le­o­nel Vi­e­ra. Ne­la, o pro­gra­ma dos vi­si­tan­tes con­sis­te em atra­ves­sá-la pi­san­do um pou­co mais no ace­le­ra­dor.

CA­SA­PU­E­BLO, ER­GUI­DA POR CARLOS PÁEZ VI­LA­RÓ SO­BRE FALÉSIAS ROCHOSAS

EL­VIS PE­REI­RA/FOLHAPRESS

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