QUA­SE LÁ

Fil­mes que con­cor­rem à es­ta­tu­e­ta pa­ra ver na TV

Folha De S.Paulo - Saopaulo - - Não Sair - por Gui­lher­me Genestreti

Quem qui­ser che­car se a Aca­de­mia foi jus­ta ou não ao es­co­lher os indicados ao Os­car des­te ano tem exa­ta­men­te um mês, a par­tir des­te do­min­go (4), pa­ra co­me­çar a ma­ra­to­na de fil­mes.

A lar­ga­da po­de ser em ca­sa mes­mo, já que par­te dos con­cor­ren­tes ain­da não es­tre­ou nos ci­ne­mas, e seis de­les já es­tão em pla­ta­for­mas sob de­man­da.

COR­RA! Na disputa por qua­tro es­ta­tu­e­tas, o filme de Jor­dan Pe­e­le tra­ta de ra­cis­mo sem cair na ar­ma­di­lha de criar uma tra­ma con­ci­li­a­tó­ria em que bran­cos bon­zi­nhos sal­vam a pe­le de ne­gros vi­ti­mi­za­dos. Na tra­ma, um jo­vem negro se dá con­ta de que a família de sua na­mo­ra­da bran­ca mantém dis­cur­so en­ga­ja­do, mas prá­ti­cas ra­cis­tas –tudo en­vol­vi­do sob a em­ba­la­gem do me­lhor filme re­cen­te de ter­ror.

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DUNKIRK Es­sa é uma obra pen­sa­da pa­ra ser vis­ta nos ci­ne­mas, mas em ca­sa é pos­sí­vel ter uma amos­tra do que fez a Aca­de­mia in­di­cá­lo a oi­to ca­te­go­ri­as, in­cluin­do filme, direção e seis prê­mi­os téc­ni­cos. O bri­tâ­ni­co Ch­ris­topher No­lan cons­trói uma ópe­ra bé­li­ca em tor­no de um te­ma um tan­to pro­sai­co: a es­pe­ra –no ca­so, por um res­ga­te que é a úni­ca sal­va­ção de sol­da­dos in­gle­ses en­cur­ra­la­dos pe­los na­zis­tas.

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BLADE RUN­NER 2049

No meio da pas­ma­cei­ra de re­vi­ver fran­qui­as an­ti­gas, o filme de De­nis Vil­le­neu­ve des­toa por­que apro­fun­da o uni­ver­so do lon­ga ori­gi­nal, de 1982, sem jo­gar pa­ra a tor­ci­da dos nos­tál­gi­cos. Um dos seus gran­des mé­ri­tos é que o di­re­tor ca­na­den­se ou­sou em­bu­tir uma identidade vi­su­al pró­pria à con­ti­nu­a­ção, e não re­pri­sar a an­ti­ga. Não à toa, a direção de fo­to­gra­fia e direção de ar­te são du­as das cin­co ca­te­go­ri­as que abo­ca­nhou.

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EM RIT­MO DE FU­GA

Uma das gran­des surpresas do ano, a obra de Edgar Wright con­se­guiu es­tar in­di­ca­da a três ca­te­go­ri­as no Os­car (mon­ta­gem, edi­ção de som e mi­xa­gem de som). Baby (An­sel El­gort) é es­pe­ci­a­li­za­do em di­ri­gir pa­ra ban­di­dos nes­sa tra­ma de ação fei­ta pa­ra pú­bli­cos com mais de dois neurô­ni­os.

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O PO­DE­RO­SO CHE­FI­NHO

Não tem o char­me dos seus con­cor­ren­tes “Vi­va” e “O Touro Fer­di­nan­do”, mas va­le a pe­na. Aju­da tam­bém o fa­to de que quem dá voz ao per­so­na­gem-tí­tu­lo, um be­bê de ter­no, é Alec Baldwin, que vem se des­ta­can­do por sua imi­ta­ção de Trump. Se­me­lhan­ças com o to­do­po­de­ro­so, aliás, são vá­ri­as.

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PLA­NE­TA DOS MA­CA­COS A GU­ER­RA

O mal afa­ma­do mu­ro da fron­tei­ra en­tre México e Es­ta­dos Uni­dos ga­nha res­so­nân­cia nes­sa obra que é o des­fe­cho da no­va tri­lo­gia so­bre a civilização dos sí­mi­os. A Aca­de­mia no­tou o em­pe­nho da pro­du­ção ao criar di­gi­tal­men­te os pro­ta­go­nis­tas, os ma­ca­cos, e in­di­cou o filme ao Os­car de me­lhor efei­tos vi­su­ais.

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