Pai do jin­gle ‘Síl­vio Santos vem aí, olê olê olá’

Folha De S.Paulo - - Cotidiano - ALAYDE TO­LE­DO SIL­VA PINTO - Nes­te do­min­go (13), às 11h, na Pa­ró­quia Sta. Ge­ne­ro­sa, av. Ber­nar­di­no de Cam­pos, 360, Vi­la Ma­ri­a­na. JO­SÉ RO­BER­TO DA CRUZ LEI­TE ERMEL - Nes­te do­min­go (13), às 18h30, na Pa­ró­quia do San­tís­si­mo Sa­cra­men­to, ARCHIMEDES MESSINA (1932

Archimedes Messina es­ta­va lon­ge de ser um mú­si­co pro­fis­si­o­nal. Usa­va uma cai­xi­nha de fós­fo­ro pa­ra o rit­mo e uma por­ção de lá, lá, lás pra fa­zer a le­tra, mas o re­sul­ta­do era cer­tei­ro: can­ções sim­ples, que gru­da­vam co­mo chi­cle­tes e se­ri­am lem­bra­das por dé­ca­das.

Nas­ci­do na ca­pi­tal pau­lis­ta, ele co­me­çou a fa­zer mú­si­ca qua­se por aca­so, no fi­nal dos anos 1950. Já era ra­di­o­a­tor —pro­fis­são que so­nha­va em ter des­de cri­an­ça—, qu­an­do ar­ris­cou as pri­mei­ras can­ções pa­ra no­ve­las que fa­zia na Rá­dio São Pau­lo. Em pou­co tem­po já ti­nha to­ma­do gos­to.

Fo­ram al­gu­mas tri­lhas pa­ra o rá­dio, jin­gles co­mer­ci­ais e mar­chi­nhas de Car­na­val até que Archimedes mu­das­se de vez pa­ra a publicidade. Foi uma de­ci­são di­fí­cil, con­fes­sou em en­tre­vis­ta dé­ca­das de­pois, mas não se arrependeu e che­gou a con­ta­bi­li­zar mais de 200 jin­gles com­pos­tos.

Não es­tu­dou mú­si­ca, nem to­ca­da ins­tru­men­tos, mas mer­gu­lha­va em pes­qui­sas pa­ra ca­da um dos seus tra­ba­lhos. To­da vez que a Va­rig fa­zia um no­vo des­ti­no, por exem­plo, lá ia Archimedes vi­si­tar o lo­cal e bus­car idei­as pa­ra as can­ções Foi as­sim que can­tou os passos de Cabral pa­ra apre­sen­tar Lis­boa e bus­cou fá­bu­las ja­po­ne­ses pa­ra anun­ci­ar o voo a Tó­quio.

Seu tra­ba­lho mais co­nhe­ci­do, no en­tan­to, é “Síl­vio Santos Vem Aí” que acom­pa­nha o apre­sen­ta­dor des­de os anos 1960. O tra­ba­lho che­gou a ren­der uma dis­pu­ta ju­di­ci­al en­tre os dois, en­cer­ra­da com um acor­do, de­pois de anos.

Apo­sen­ta­do, ain­da ba­tu­cou na cai­xi­nha de fós­fo­ro até o dia 31, qu­an­do morreu, aos 85, de­vi­do a um aneu­ris­ma no fí­ga­do. Dei­xou a mu­lher, Ina­já, dois fi­lhos e três ne­tos. co­lu­na.obi­tu­a­rio@gru­po­fo­lha.com.br SHLOSHIM - CEMITÉRIO IS­RA­E­LI­TA DO EMBÚ YURTZAIT - CEMITÉRIO IS­RA­E­LI­TA DO BUTANTÃ

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