Com Le­co, São Pau­lo vê 3ª pi­or cam­pa­nha de to­da sua his­tó­ria

Pre­si­den­te tem até o fim de 2020, tér­mi­no do man­da­to, pa­ra não fi­car en­tre pi­o­res em apro­vei­ta­men­to por pon­tos

Folha De S.Paulo - - Esporte - EDU­AR­DO GERAQUE

São-pau­li­nos ilus­tres, co­mo Pau­lo Ma­cha­do de Car­va­lho e Fre­de­ri­co Men­zen, tam­bém ga­nha­ram pou­co

Com Carlos Augusto de Bar­ros e Sil­va co­mo pre­si­den­te do São Pau­lo, a equi­pe pro­fis­si­o­nal te­ve 47% de pon­tos con­quis­ta­dos. O car­to­la já cum­priu um ter­ço do man­da­to. Se o pe­río­do na di­re­ção ter­mi­nas­se hoje, ele te­ria o ter­cei­ro pi­or apro­vei­ta­men­to da his­tó­ria do clu­be.

Le­co tem até de­zem­bro de 2020 pa­ra atin­gir a par­te de ci­ma da ta­be­la. Os jo­ga­do­res e a co­mis­são téc­ni­ca con­tam com 19 jo­gos nes­te Bra­si­lei­ro pa­ra não co­lo­ca­rem o clu­be na sé­rie B pe­la pri­mei­ra vez na his­tó­ria.

Des­de qu­an­do as­su­miu o São Pau­lo, em 13 de ou­tu­bro de 2015, Le­co viu a equi­pe con­quis­tar 51 vi­tó­ri­as, em­pa­tar 35 ve­zes e per­der 47.

O bai­xo apro­vei­ta­men­to é re­fle­xo da instabilidade den­tro de cam­po. Nes­te pe­río­do, o ti­me tri­co­lor foi co­man­da­do por cin­co trei­na­do­res (Do­ri­va, Edgardo Bau­za, Ri­car­do Gomes, Ro­gé­rio Ce­ni e Do­ri­val Jú­ni­or), além de três in­te­ri­nos (Mil­ton Cruz, An­dré Jar­di­ne e Pin­ta­do).

Além da tro­ca de téc­ni­cos, a ges­tão do atu­al pre­si­den­te tam­bém pre­sen­ci­ou a saí­da e a che­ga­da de jo­ga­do­res.

Nes­te ano, o clu­be con­tra­tou 16 re­for­ços e ne­go­ci­ou seis atle­tas: Da­vid Ne­res, Luiz Araú­jo, Lyan­co, Mai­con, Thi­a­go Men­des e Gal­van, que nem atu­ou pe­la equi­pe pro­fis­si­o­nal e foi ven­di­do pa­ra o Real Ma­drid em fe­ve­rei­ro.

A úni­ca cam­pa­nha dig­na de no­ta no pe­río­do é a da Li­ber­ta­do­res de 2016, qu­an­do o clu­be atin­giu as se­mi­fi­nais.

O cál­cu­lo de apro­vei­ta­men­to fei­to a pe­di­do da Fo­lha pe­lo his­to­ri­a­dor e con­sul­tor em ges­tão es­por­ti­va Jo­sé Re­na­to San­ti­a­go, au­tor de um dos al­ma­na­ques pu­bli­ca­dos com os jo­gos do ti­me tri­co­lor, revela que um man­da­tá­rio são-pau­li­no não atin­gia um apro­vei­ta­men­to si­mi­lar ao do pre­si­den­te Le­co há 70 anos.

O aplau­di­do Pau­lo Ma­cha­do de Car­va­lho, di­ri­gen­te que fez his­tó­ria na seleção nas co­pas de 1958 e 1962, qu­an­do ga­nhou o ape­li­do de “Ma­re­chal da Vi­tó­ria”, con­du­ziu a equi­pe em dois pe­río­dos nos anos 1940 (ve­ja ao la­do).

Nos 72 jo­gos em que o São Pau­lo es­ta­va sob co­man­do do tam­bém ra­di­a­lis­ta, fo­ram 28 vi­tó­ri­as e 16 em­pa­tes. O apro­vei­ta­men­to de Ma­cha­do de Car­va­lho, co­nhe­ci­do tam­bém por ser um apai­xo­na­do tor­ce­dor são-pau­li­no, foi de 46%.

O pi­or apro­vei­ta­men­to de um pre­si­den­te do clu­be, de 36%, es­tá li­ga­do a um são­pau­li­no ilus­tre, Fre­de­ri­co Men­zen. É de­le o no­me ofi­ci­al do Cen­tro de Con­cen­tra­ção e Trei­na­men­to que a equi­pe uti­li­za atu­al­men­te na Bar­ra Fun­da, zo­na oes­te da ca­pi­tal.

O só­cio nú­me­ro 1 do São Pau­lo di­ri­giu o clu­be de fe­ve­rei­ro de 1936 a ju­nho de 1938, na pri­mei­ra dé­ca­da do ti­me.

Co­mo Co­rinthi­ans e Pal­mei­ras, até os anos 1930, al­ter­na­vam-se na con­quis­ta do Pau­lis­ta —o Santos ha­via ga­nho um, em 1935—, exis­tia a brin­ca­dei­ra de que os tí­tu­los eram de­ci­di­dos na mo­e­da.

“Numa oca­sião, dis­se­ram que se des­se ca­ra, o tí­tu­lo se­ria do Pa­les­tra, se des­se co­roa, do Co­rinthi­ans. ‘E o São Pau­lo, o que diz dis­so?’, per­gun­tou um dos di­ri­gen­tes”, con­tou Men­zen, em um dos seus de­poi­men­tos re­gis­tra­dos pe­lo São Pau­lo.

“E eu res­pon­di que ga­nha­ría­mos o cam­pe­o­na­to se a mo­e­da caís­se em pé. Hou­ve mui­tos ri­sos e, ao fi­nal do cam­pe­o­na­to, a mo­e­da caiu de pé. Fo­mos cam­peões”, con­ta um dos ho­mens res­pon­sá­veis pe­lo São Pau­lo exis­tir e, de­pois, cres­cer. O tro­féu é o de 1943. ILUS­TRES Na ou­tra pon­ta da ta­be­la do apro­vei­ta­men­to de pon­tos exis­tem mais fi­gu­ras ilus­tres.

Ro­ber­to Gomes Pe­dro­sa, no­me da pra­ça em fren­te ao Mo­rum­bi, é um de­les. Ele te­ve um ín­di­ce de 86% nos 33 jo­gos que viu na pre­si­dên­cia.

Pe­dro­sa, man­da­tá­rio du­ran­te qua­se todo o ano de 1946, par­ti­ci­pou da ad­mi­nis­tra­ção vi­to­ri­o­sa que ob­te­ve dois dos pri­mei­ros tí­tu­los his­tó­ri­cos do ti­me do Mo­rum­bi.

No bi­cam­pe­o­na­to pau­lis­ta de 1945/1946, o São Pau­lo ti­nha em seu elen­co no­mes co­mo Bau­er, Rui, No­ro­nha, Le­o­ni­das e Tei­xei­ri­nha.

O pró­prio pre­si­den­te Cí­ce­ro Pom­peu de To­le­do, que dá no­me ao Mo­rum­bi, ad­mi­nis­trou a equi­pe tri­co­lor en­tre 1947 e 1958 com um apro­vei­ta­men­to de 64%, um pou­co aci­ma da mé­dia, que es­tá ao re­dor dos 60%.

Os prin­ci­pais tí­tu­los do clu­be, os seis bra­si­lei­ros e as con­quis­tas in­ter­na­ci­o­nais (três Li­ber­ta­do­res e três mun­di­ais), coin­ci­dem com man­da­tos que re­gis­tra­ram apro­vei­ta­men­tos mai­o­res ou ao me­nos per­to da mé­dia. 1930 a 1934 1934 a 1935 1936 a 1938 1946 a 1947 1946 1947 a 1958 1958 a 1972 1966 a 1967 1971 a 1978 1978 a 1982 1982 a 1984 1984 a 1988/ 2014 a 2015 1988 a 1990/ 2006 a 2014 1990 a 1994 1994 a 1998 1998 a 2000 2000 a 2002 2002 a 2006 2015 Carlos Mi­guel Cás­tex Ai­dar Ju­ve­nal Ju­vên­cio

Ga­bri­e­la Di Bel­la - 18.jan.2015/Folhapress

O pre­si­den­te do São Pau­lo, Carlos Augusto de Bar­ros e Sil­va

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