Ne­go­ci­a­ção com ações te­ria evi­ta­do per­da de R$ 140 mi

Folha De S.Paulo - - Mercado -

DE SÃO PAU­LO

As ope­ra­ções de com­pra e re­com­pra de ações re­a­li­za­das pe­la JBS nas se­ma­nas an­te­ri­o­res à di­vul­ga­ção da de­la­ção pre­mi­a­da de seus exe­cu­ti­vos evi­ta­ram que a em­pre­sa ti­ves­se um pre­juí­zo de R$ 140 mi­lhões, se­gun­do o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral (MPF).

No mes­mo pe­río­do, en­tre o fim de abril e o dia 17 de maio, a com­pa­nhia re­a­li­zou ope­ra­ções com mo­e­da es­tran­gei­ra que ge­ra­ram um lu­cro de R$ 100 mi­lhões, ain­da de acor­do com o MPF.

No pe­di­do de pri­são pre­ven­ti­va dos ir­mãos Ba­tis­ta, o juiz João Ba­tis­ta Gonçalves, da 6ª Va­ra Cri­mi­nal Fe­de­ral de São Pau­lo, afir­ma que Wes­ley foi res­pon­sá­vel pe­la re­com­pra de ações da JBS (em que even­tu­ais per­das se­ri­am com­par­ti­lha­das com os de­mais só­ci­os do gru­po) e tam­bém pe­las ope­ra­ções com de­ri­va­ti­vos cam­bi­ais.

Já Jo­es­ley te­ria si­do o res­pon­sá­vel pe­la ven­da de ações que a FB Par­ti­ci­pa­ções (hol­ding que con­gre­ga o ne­gó­cio dos Ba­tis­ta) pos­sui na JBS.

Em abril, os do­nos da JBS ven­de­ram o equi­va­len­te a R$ 242 mi­lhões em ações da em­pre­sa —hou­ve uma re­com­pra equi­va­len­te a R$ 200 mi­lhões. Na oca­sião, os ir­mãos já ha­vi­am fe­cha­do o acor­do de de­la­ção pre­mi­a­da.

Um dia an­tes da di­vul­ga­ção da de­la­ção, em 16 de maio, eles ven­de­ram R$ 10 mi­lhões em ações, evi­tan­do per­das de pe­lo me­nos R$ 1 mi­lhão —no dia 18, elas caí­ram 10,5%.

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