PAI­NEL DO LEI­TOR

Folha De S.Paulo - - Opinião -

A se­ção re­ce­be men­sa­gens pelo e-mail lei­tor@gru­po­fo­lha.com.br, pelo fax (11) 3223-1644 e no en­de­re­ço al. Ba­rão de Li­mei­ra, 425, São Paulo, CEP 01202-900. A Fo­lha se re­ser­va o di­rei­to de pu­bli­car tre­chos. STF e Se­na­do A pre­si­den­te do STF, Cár­men Lú­cia, com o vo­to de mi­ner­va na mão, achou por bem “con­tem­po­ri­zar”! Con­tem­po­ri­zar com o que tal­vez se­ja o mais cor­rup­to e vi­ci­a­do Le­gis­la­ti­vo da his­tó­ria da Re­pú­bli­ca bra­si­lei­ra. Vi­ve­mos o nos­so pi­or mo­men­to, o mais caó­ti­co e mais de­ses­pe­ran­ço­so (“Con­gres­so de­ve ava­li­zar ato con­tra par­la­men­tar, diz STF”, “Po­der”, 12/10). Não va­mos re­a­gir?

AN­TO­NIO CA­MAR­GO

O vo­to de Cár­men Lú­cia foi di­fí­cil, po­rém sá­bio. Evi­tou o con­fli­to en­tre os Po­de­res sem aten­tar con­tra a so­be­ra­nia do Ju­di­ciá­rio. No ca­so con­cre­to de Aé­cio Ne­ves, o Se­na­do de­ve­rá as­su­mir a res­pon­sa­bi­li­da­de po­lí­ti­ca e o des­gas­te pú­bli­co ca­so não aco­lha a de­ci­são téc­ni­ca da pri­mei­ra tur­ma do tri­bu­nal. O STF dei­xou com a Casa a in­cum­bên­cia de des­cas­car o aba­ca­xi da cor­rup­ção en­tra­nha­da na po­lí­ti­ca bra­si­lei­ra. Cár­men Lú­cia atu­ou com a dig­ni­da­de pró­pria de uma pre­si­den­te do ór­gão má­xi­mo do Ju­di­ciá­rio.

MÁ­RIO NE­GRÃO BORGONOVI

Jus­ti­ça do tra­ba­lho Nos­sos ma­gis­tra­dos de­ve­ri­am ter ma­cro e mi­cro­e­co­no­mia bá­si­cas co­mo dis­ci­pli­nas obri­ga­tó­ri­as em sua for­ma­ção. Em sua gran­de mai­o­ria, os dou­tos juí­zes não têm a me­nor no­ção dos im­pac­tos econô­mi­cos e so­ci­ais que uma posição co­mo es­sa oca­si­o­na na eco­no­mia. Ana­ma­tra, pa­ra­béns por pu­xar o Bra­sil pa­ra trás (“Juí­zes ava­li­am ig­no­rar par­tes da no­va CLT”, “Mer­ca­do”, 12/10).

RAPHAEL L. ALMEIDA,

Pla­nos de saú­de O edi­to­ri­al “A con­ta da saú­de” (“Opinião”, 12/10) abordou a si­tu­a­ção dos pla­nos de saú­de pri­va­dos. Che­gou às mes­mas con­clu­sões de sem­pre: as so­lu­ções apon­tam pa­ra pe­na­li­zar ain­da mais as pes­so­as mais ido­sas, au­men­tan­do o va­lor de seus pla­nos. Es­ta­mos na con­tra­mão do que se­ria ra­zoá­vel, sim­ples­men­te por­que fun­ci­o­na­mos com o pen­sa­men­to vol­ta­do pa­ra as do­en­ças, não pa­ra a saú­de. Se­ria ra­zoá­vel dis­cu­tir também pre­ven­ção, e não ape­nas tra­ta­men­to. Pas­sa da ho­ra de vi­rar o la­do do dis­co.

JOSÉ ELI­AS AIEX NE­TO,

Re­li­gião

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