De­ci­são do Con­faz so­bre softwa­res se­rá ju­di­ci­a­li­za­da, di­zem ad­vo­ga­dos

Folha De S.Paulo - - Mercado Cristina.frias1@grupofolha.com.br -

Uma de­ci­são do Con­faz (Con­se­lho Na­ci­o­nal de Po­lí­ti­ca Fa­zen­dá­ria), que de­ter­mi­na que a com­pra de softwa­res se­rá tri­bu­ta­da no lo­cal do con­su­mi­dor, de­ve­rá ser ju­di­ci­a­li­za­da, se­gun­do tri­bu­ta­ris­tas de gran­des es­cri­tó­ri­os.

O con­se­lho de­ci­diu que con­su­mo de bens di­gi­tais — não só pro­gra­mas de com­pu­ta­dor ou ce­lu­lar, mas também ar­qui­vos— se­rá a ba­se de ICMS a ser co­bra­do nas casas dos cli­en­tes.

A re­gra de­ve en­trar em vi­gor em abril de 2018.

A prin­ci­pal ques­tão ju­rí­di­ca é on­de se da­rá a tri­bu­ta­ção, afir­ma Camila Gal­vão, do Ma­cha­do Meyer.

Cri­ou-se um me­ca­nis­mo pelo qual as ope­ra­do­ras de car­tão de cré­di­to, que têm co­mo en­de­re­ço de co­bran­ça a re­si­dên­cia do ti­tu­lar, vão re­co­lher o va­lor e en­vi­ar às se­cre­ta­ri­as de fa­zen­da.

“Es­sa de­ter­mi­na­ção é uma ex­tra­po­la­ção da com­pe­tên­cia do Con­faz —a Cons­ti­tui­ção de­ter­mi­na on­de de­ve ser fei­ta a tri­bu­ta­ção. A re­gra ge­ral é que quem ven­de pa­ga, a ex­ce­ção é ener­gia elé­tri­ca.”

Exis­te uma con­tro­vér­sia de en­ten­di­men­tos, diz Luis Mar­ti­nel­li, con­sul­tor tri­bu­tá­rio da Se­cre­ta­ria da Fa­zen­da do Es­ta­do de São Paulo.

“No mer­ca­do de softwa­res, o mo­men­to de saí­da do pro­du­to é jus­ta­men­te no do­mi­cí­lio do ad­qui­ren­te. É quan­do se con­su­ma a trans­fe­rên­cia.”

Há ou­tra dis­cus­são ju­rí­di­ca, diz Car­los Del­ga­do, só­cio do Leite, Tos­to e Bar­ros.

“Não es­tá fe­cha­da a ques­tão se softwa­res são bens ou ser­vi­ço —o con­vê­nio diz que são pro­du­tos, mas é pre­ci­so ver se isso se­rá con­fir­ma­do em en­ten­di­men­to pos­te­ri­or.” Software Ser­vi­ços De­sen­vol­vi­do no país 22,8% De­sen­vol­vi­do no ex­te­ri­or 75,5% Foi o fa­tu­ra­men­to em 2016 no Bra­sil 85,4%

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