Ator e dan­ça­ri­no, de­di­cou 40 anos à ar­te em Na­tal (RN)

Folha de S.Paulo - - Cotidiano - Thai­za Pau­lu­ze co­lu­na.obi­tu­a­rio@gru­po­fo­lha.com.br

Pro­fes­so­ra, a mãe de Ze­zo ti­nha veia ar­tís­ti­ca. To­ca­va ban­do­lim e vi­o­lão, can­ta­va, pin­ta­va, de­se­nha­va, bor­da­va e gos­ta­va de re­pre­sen­tar em ca­sa com os fi­lhos. Dos seis ir­mãos, foi ele, o ca­çu­la, quem se de­di­cou às ar­tes.

Nas­ci­do Jo­sé Rai­mun­do da Sil­va em Fei­ra de San­ta­na, na Bahia, se mu­dou com cin­co anos pa­ra Na­tal, no Rio Gran­de do Nor­te. Foi lá que, já Ze­zo Sil­va, vi­rou ator e dan­ça­ri­no. Com apoio da mãe e do pai do­no de uma pe­que­na fá­bri­ca de cal­ça­dos, se des­ta­cou em vá­ri­as pe­ças in­fan­tis quan­do cri­an­ça. Ain­da jo­vem, es­tu­dou ba­lé no cor­po de bai­le do te­a­tro Al­ber­to Ma­ra­nhão.

Mais tar­de se­ria ele o ros­to de pe­ças de Ari­a­no Su­as­su­na na ci­da­de, co­mo “Al­to da Com­pa­de­ci­da” e “O San­to e a Por­ca”. Tam­bém se es­pe­ci­a­li­zou no trans­for­mis­mo, sen­do Ney Ma­to­gros­so e El­ba Ra­ma­lho su­as mais co­nhe­ci­das per­for­man­ces. Lo­go tor­nou-se pro­fes­sor de ba­lé e cri­ou mu­si­cais co­mo “Elas por Ele” e “Ca­ba­ret” —seu úl­ti­mo tra­ba­lho, o es­pe­tá­cu­lo vi­a­jou vá­ri­as ci­da­des do es­ta­do, além da Pa­raí­ba, Per­nam­bu­co e Ce­a­rá e ain­da es­tá em car­taz.

Além de re­pre­sen­tar e dan­çar, Ze­zo cos­tu­ra­va e bor­da­va co­mo pou­cos. Os fi­gu­ri­nos das apre­sen­ta­ções de ba­lé e das es­co­las de sam­ba da re­gião eram cri­a­dos e con­fec­ci­o­na­dos por ele. Tam­bém ves­tiu mis­ses por vá­ri­as ge­ra­ções. No Car­na­val, era uma das atra­ções do Bai­le das Ken­gas.

Fo­ra dos pal­cos, foi pes­soa de há­bi­tos sim­ples, diz o ir­mão Rei­nal­do Se­ra­fim da Sil­va. Não dis­pen­sa­va uma boa pe­ça, fil­me, mú­si­ca ou lei­tu­ra, acom­pa­nha­do do seu co­nha­que —de lon­ge, a be­bi­da pre­fe­ri­da. Ca­tó­li­co, fler­ta­va com es­pi­ri­tis­mo e um­ban­da. Tam­bém sem­pre fez ques­tão de man­ter por per­to Te­re­za, ou Te­co pa­ra os ín­ti­mos, a ba­bá que lhe cui­dou des­de re­cém­nas­ci­do e per­ma­ne­ceu ao seu la­do até mor­rer, há dois anos.

O ator e bai­la­ri­no nun­ca ca­sou e não dei­xou fi­lhos. Após 40 anos de car­rei­ra, seu so­nho era ser pro­pri­e­tá­rio de uma ca­sa de es­pe­tá­cu­los. Não con­se­guiu re­a­li­zar. Ze­zo mor­reu no dia 5 de ou­tu­bro, aos 62, ví­ti­ma de um as­sas­si­na­to ain­da não es­cla­re­ci­do em Na­tal. Dei­xou cin­co ir­mãos.

1º ANO

JACY VELLUDO VARELLA COS­TA Nes­te do­min­go (14/10) às

18h30, Igre­ja Cruz Tor­ta , Av. Prof Fre­de­ri­co Her­mann Ju­ni­or, 105, Al­to de Pi­nhei­ros

SHLOSHIM - CE­MI­TÉ­RIO IS­RA­E­LI­TA DO EMBU

DA­NI­E­LA SARINA SUTTON VI­E­GAS Nes­te do­min­go (14/10) às 11h, se­tor B, qua­dra 28, se­pul­tu­ra 73

MATZEIVA - CE­MI­TÉ­RIO IS­RA­E­LI­TA DO BU­TAN­TÃ AL­FRE­DO GUNTHER FUCHS Nes­te do­min­go (14/10) às 10h, se­tor A, qua­dra 200, se­pul­tu­ra 31

FANNY GOLDSTEIN DE KORMIS Nes­te do­min­go (14/10) às 11h,

se­tor R, qua­dra 395, se­pul­tu­ra 96

HANNELORE FUCHS Nes­te do­min­go (14/10) às 10h30, Se­tor A, qua­dra 200, se­pul­tu­ra 32

JA­COB MURAHOVSCHI Nes­te do­min­go (14/10) às 11h30, se­tor R, qua­dra 399, se­pul­tu­ra 64

MAYSA BLAY ROIZMAN Nes­te do­min­go (14/10) às 11h30, se­tor R, qua­dra 397, se­pul­tu­ra 181

MINDEL TEPERMAN BALABAN Nes­te do­min­go (14/10) às 11h30, se­tor I, qua­dra 98, se­pul­tu­ra 07

MATZEIVA - CE­MI­TÉ­RIO IS­RA­E­LI­TA DO EMBU BAROUCH PHI­LIP BENVINISTE Nes­te do­min­go (14/10) às 11h, se­tor B, qua­dra 27, se­pul­tu­ra 145

YURTZAIT - CE­MI­TÉ­RIO IS­RA­E­LI­TA DO BU­TAN­TÃ AL­BER­TO WEBERMAN Nes­te do­min­go (14/10) ao meio-dia, se­tor R, qua­dra 401, se­pul­tu­ra 27

ARNO ROISMANN Nes­te do­min­go (14/10) às 11h30, se­tor R, qua­dra 400, se­pul­tu­ra 180

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