SHOWS DE ENCHER DOS OLHOS

Sor­te de quem pô­de vê-lo em ci­ma de um. Des­cri­to por im­por­tan­tes pu­bli­ca­ções como “um prín­ci­pe de ou­tro pla­ne­ta”, Elvis se su­pe­ra­va a ca­da per­for­man­ce, en­chen­do os fãs de emo­ção

GRANDES ÍDOLOS DA MÚSICA - Elvis Presley - O Legado Do Rei - - ÍNDICE - TEXTO Pau­la San­ta­na e An­ge­lo Che­ru­bi­ni/ Co­la­bo­ra­dor DESIGN Ana Pau­la Mal­do­na­do IMAGENS Shut­ters­tock Ima­ges e Wi­ki­me­dia Com­mons

As per­for­man­ces do as­tro sem­pre fo­ram mar­ca­das pe­la ener­gia e ori­gi­na­li­da­de apre­sen­ta­das no pal­co

Com uma pre­sen­ça de pal­co in­crí­vel, Elvis Presley ca­ti­vou mui­tos fãs e apro­vei­tou as opor­tu­ni­da­des que te­ve para con­so­li­dar­se na te­vê e no rá­dio, pro­ta­go­ni­zan­do per­for­man­ces me­mo­rá­veis. Aqui, se­le­ci­o­na­mos aque­las apre­sen­ta­ções que con­sa­gra­ram o can­tor como um fenô­me­no da música e do en­tre­te­ni­men­to. Vo­cê não po­de per­der!

Sh­re­ve­port, Loui­si­a­na (1954)

Um dos pri­mei­ros grandes shows de Elvis ocor­reu em 16 de ou­tu­bro de 1954, no au­di­tó­rio mu­ni­ci­pal de Sh­re­ve­port, no es­ta­do de Loui­si­a­na, nos Es­ta­dos Uni­dos. Trans­mi­ti­do pe­la rá­dio Loui­si­a­na Ray­ri­de, a apre­sen­ta­ção da ban­da The Blue Mo­on Boys, for­ma­da pe­los jo­vens Elvis Presley, Scotty Mo­o­re e Bill Black, foi trans­mi­ti­da para 198 es­ta­ções de rá­dio em 28 es­ta­dos. O es­pa­ço, com ca­pa­ci­da­de para 3800 lu­ga­res, já ha­via re­ce­bi­do vá­ri­os no­mes da música coun­try e foi um pas­so im­por­tan­te para Elvis, que can­tou sua re­cen­te gra­va­ção That's All Right. O can­tor as­si­nou um con­tra­to com a rá­dio para fu­tu­ras per­for­man­ces e o trio pas­sou a se apre­sen­tar em ou­tros es­ta­dos, como o Te­xas. No ano se­guin­te, Presley fez sua es­treia na te­le­vi­são em uma ver­são de te­vê do pro­gra­ma Loui­si­a­na Hay­ri­de, trans­mi­ti­do lo­cal­men­te.

Ed Sul­li­van Show (1956)

Como um dos pro­gra­mas mais im­por­tan­tes da te­vê ame­ri­ca­na na épo­ca, o show apre­sen­ta­do por Ed Sul­li­van com cer­te­za não es­ca­pa­ria do su­ces­so de Elvis. Ape­sar do apre­sen­ta­dor con­si­de­rar o es­pe­tá­cu­lo de Presley im­pró­prio para o pú­bli­co fa­mi­li­ar (che­gan­do a afir­mar que não o re­ce-

O es­pe­ci­al de te­vê Elvis veio de­pois de mais de oi­to anos sem apre­sen­ta­ções te­le­vi­si­vas, e as pro­du­ções sub­se­quen­tes ao show ca­ti­va­ram ain­da mais o pú­bli­co

be­ria no pro­gra­ma), o al­to ín­di­ce de au­di­ên­cia al­can­ça­do em sua re­cen­te apre­sen­ta­ção no Ste­ve Al­len Show não ti­nha como ser ig­no­ra­do. Os pro­du­to­res aca­ba­ram con­vi­dan­do o ar­tis­ta para três apa­ri­ções com um ca­chê de US$50 mil. O va­lor era bem al­to para épo­ca, mas foi um gran­de ne­gó­cio. A pri­mei­ra apre­sen­ta­ção do as­tro do rock no pro­gra­ma, em se­tem­bro de 1956, atin­giu o nú­me­ro re­cor­de de 60 mi­lhões de es­pec­ta­do­res, re­pre­sen­tan­do qua­se 83% da au­di­ên­cia na­ci­o­nal. Gra­va­do em Los An­ge­les, Elvis abriu o show com Don't be Cru­el e Lo­ve me Ten­der. A trans­mis­são foi a mais as­sis­ti­da da dé­ca­da e não con­tou com a pre­sen­ça de Ed Sul­li­van, que se re­cu­pe­ra­va de um aci­den­te de car­ro. En­tre­tan­to, após o fi­nal do ter­cei­ro e úl­ti­mo show, em ja­nei­ro de 1957, o apre­sen­ta­dor de­cla­rou que Elvis era um “ra­paz bom e de­cen­te”.

Elvis - Es­pe­ci­al de TV da NBC (1968) – A ce­re­ja do bo­lo

Trans­mi­ti­do pe­la re­de de te­le­vi­são NBC, em 3 de de­zem­bro de 1968, o es­pe­ci­al se po­pu­la­ri­zou pe­lo no­me de `68 Co­me­back Spe­ci­al, is­so por­que a pro­du­ção, para mui­tos, re­vi­veu a car­rei­ra do rei do rock. Com 33 anos na épo­ca, o can­tor ha­via pas­sa­do gran­de par­te da dé­ca­da atu­an­do em fil­mes e ál­buns de tri­lha so­no­ra. O es­pe­ci­al de te­vê Elvis veio de­pois de mais de oi­to anos sem apre­sen­ta­ções te­le­vi­si­vas, e as pro­du­ções sub­se­quen­tes ao show ca­ti­va­ram ain­da mais o pú­bli­co, con­sa­gran­do um dos me­lho­res mo­men­tos de sua car­rei­ra. A trans­mis­são foi o es­pe­ci­al mais as­sis­ti­do do ano, com 42% da au­di­ên­cia e con­tou com três mú­si­cas iné­di­tas, pro­du­zi­das es­pe­ci­al­men­te para a apa­ri­ção de Presley: Sa­ved, If I Can Dre­am e Me­mo­ri­es. A par­tir des­se mo­men­to, uma sé­rie de apre­sen­ta­ções em Las Ve­gas e seu re­tor­no às in­fluên­ci­as de Memphis, com o acla­ma­do ál­bum From Elvis in Memphis le­va­ram o as­tro do rock de vol­ta ao to­po da fa­ma.

Ves­ti­do com o ex­tra­va­gan­te Aloha Ea­gle, um dos fa­mo­sos tra­jes de Elvis com a “águia ame­ri­ca­na”, o can­tor su­pe­rou to­dos seus es­pe­tá­cu­los quan­do apre­sen­tou, para mais de um bi­lhão de pes­so­as, o show Aloha from Hawaii

Aloha from Hawaii (1973)

Ves­ti­do com o ex­tra­va­gan­te Aloha Ea­gle, um dos fa­mo­sos tra­jes de Elvis com a “águia ame­ri­ca­na”, o can­tor su­pe­rou to­dos seus es­pe­tá­cu­los quan­do apre­sen­tou, para mais de um bi­lhão de pes­so­as, o show Aloha from Hawaii. A per­for­man­ce al­can­çou cer­ca de 40 paí­ses e foi o pri­mei­ro show a ser di­fun­di­do glo­bal­men­te via sa­té­li­te. O em­pre­sá­rio de Elvis, Tom Par­ker, te­ve a ideia da apre­sen­ta­ção de­pois de as­sis­tir à vi­si­ta te­le­vi­si­o­na­da do en­tão pre­si­den­te dos Es­ta­dos Uni­dos, Ri­chard Ni­xon, à Chi­na. O re­sul­ta­do foi um set de 22 mú­si­cas, que in­cluiu su­ces­sos dos anos 1950 e 1960 e sin­gles como Sus­pi­ci­ous Minds, acom­pa­nha­dos por uma ver­da­dei­ra mul­ti­dão. Um ál­bum du­plo do show foi lan­ça­do e ven­deu mais de cin­co mi­lhões de có­pi­as nos Es­ta­dos Uni­dos, tor­nan­do-se o úl­ti­mo LP de Elvis Presley a atin­gir o to­po do ran­king Bill­bo­ard.

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