ETERNA MAJESTADE

Re­gra­va­ções, re­cor­des e ho­me­na­gens que eter­ni­zam o su­ces­so de Elvis Presley

GRANDES ÍDOLOS DA MÚSICA - Elvis Presley - - EDITORIAL - Bit.ly/1RA0S­be).

Mais de três dé­ca­das de­pois de sua mor­te, Elvis ain­da emo­ci­o­na e in­flu­en­cia com seu le­ga­do

Elvis não mor­reu. Mui­to pe­lo con­trá­rio, o as­tro sem­pre es­te­ve vi­vo en­tre seus ad­mi­ra­do­res. Res­pon­sá­vel por re­vo­lu­ci­o­nar os anos 1950 com sua re­bel­dia e re­bo­la­do, Presley dei­xou mar­cas na cul­tu­ra po­pu­lar até os di­as atu­ais. Se­ja no es­ti­lo de su­as ca­mi­sas co­lo­ri­das e bem de­co­ta­das ou nas ja­que­tas do iní­cio da car­rei­ra, o rei do rock é lem­bra­do pe­las ge­ra­ções mais ve­lhas e tam­bém pe­los mais jo­vens. Afi­nal, su­as can­ções nun­ca dei­xa­ram de ser to­ca­das nas rá­di­os, em fil­mes e pro­gra­mas de te­vê.

Presley em nú­me­ros

Ima­gi­ne ter mais de 100 mú­si­cas en­tre as 40 can­ções mais es­cu­ta­das de sua épo­ca, ou ain­da sa­ber que 18 fai­xas que gra­vou per­ma­ne­ce­ram por 80 se­ma­nas co­mo a nú­me­ro. Tan­to su­ces­so só com­pro­va o que mui­tos di­zem: Elvis é o rei do rock. Em 23 de ja­nei­ro de 1986, o can­tor pas­sou a fa­zer par­te do Rock and Roll Hall of Fa­me, ins­ti­tui­ção res­pon­sá­vel por re­gis­trar a his­tó­ria de ar­tis­tas que im­pac­ta­ram a his­tó­ria da mú­si­ca, mos­tran­do sua im­por­tân­cia nes­se uni­ver­so.

Mas o su­ces­so de Elvis não pa­ra por aí! Es­ti­ma-se que te­nha ven­di­do mais de um bi­lhão de mú­si­cas no mun­do in­tei­ro, de acor­do com o Guin­ness World Re­cords. Con­tu­do, tais nú­me­ros ain­da po­dem ser su­pe­ra­dos.

No­vos lan­ça­men­tos

Após a mor­te do can­tor em 1977, os ma­te­ri­ais de es­tú­dio per­ma­ne­ce­ram sob a res­pon­sa­bi­li­da­de da gra­va­do­ra RCA Re­cords – ho­je, um dos se­los da Sony Mu­sic En­ter­tain­ment – e de sua ex-es­po­sa Pris­cil­la Presley. Nos anos se­guin­tes, al­gu­mas co­le­tâ­ne­as es­pe­ci­ais e can­ções ra­ras fo­ram lan­ça­das.

Um óti­mo exem­plo foi o sin­gle A Lit­tle Less Con­ver­sa­ti­on. No ano de 2002, a can­ção foi re­mi­xa­da pe­lo DJ ho­lan­dês JXL e tor­nou-se um gran­de su­ces­so nas rá­di­os. Já em 2015, a gra­va­do­ra lan­çou o mais re­cen­te álbum If I Can Dre­am: Elvis Presley With The Royal Phi­lhar­mo­nic Or­ches­tra. A pro­du­ção uniu os vo­cais do rei do rock’n’roll com o acom­pa­nha­men­to da fa­mo­sa or­ques­tra em 14 fai­xas. Ain­da há par­cei­ras com o can­tor Mi­cha­el Bu­blé, o gui­tar­ris­ta Du­a­ne Eddy e o trio pop ita­li­a­no de ópe­ra II Vo­lo.

(Re)in­ter­pre­ta­ções

Vá­ri­os são os ar­tis­tas que fi­ze­ram re­gra­va­ções de can­ções que fi­ca­ram eter­ni­za­das na voz de Elvis Presley. O can­tor ca­na­den­se Mi­cha­el Bu­blé, por exem­plo, lan­çou a can­ção Can’t Help Fal­ling in Lo­ve em um de seus ál­buns. Já o ex-be­a­tle Paul McCart­ney re­gra­vou o clás­si­co

It’s Now Or Ne­ver. Da­vid Bowie, por sua vez, in­ter­pre­tou

One Night e a du­pla Pet Shop Boys gra­vou um co­ver de

Always On My Mind. E se vo­cê gos­ta de punk, sai­ba que a ban­da ame­ri­ca­na De­ad Ken­nedys pro­du­ziu uma ver­são mais “pe­sa­da” de Vi­va Las Ve­gas.

Um lu­gar pa­ra vi­si­tar

Além de re­lem­brar a in­ter­pre­ta­ção de su­as can­ções, é pos­sí­vel ter con­ta­to com o lo­cal em que Elvis pas­sou seus úl­ti­mos mo­men­tos. Gra­ce­land – sua re­si­dên­cia ofi­ci­al em Memphis, no Ten­nes­see – tor­nou-se um mu­seu de­vi­do a ini­ci­a­ti­va de Pris­cil­la. Cer­ca de 600 mil pes­so­as vi­si­tam o lo­cal to­dos os anos pa­ra ver de per­to as rou­pas ori­gi­nais, pre­mi­a­ções e vi­si­tar o tú­mu­lo de Elvis que se en­con­tra no Jar­dim de Me­di­ta­ção.

Anu­al­men­te, em agosto, ocor­re a Elvis We­ek (em ou­tras palavras, a Se­ma­na de Elvis). Nes­se pe­río­do, acon­te­ce o Ul­ti­ma­te Elvis Tri­bu­te Ar­tist Con­test, com­pe­ti­ção cri­a­da em 2007 com o in­tui­to de pre­mi­ar o me­lhor só­sia de Presley. Fi­nan­ci­a­do e or­ga­ni­za­do pe­la Elvis Pres- ley En­ter­pri­se, o even­to traz se­mi­fi­na­lis­tas do mun­do in­tei­ro. Em 2013, o ad­vo­ga­do gaú­cho Di­o­go “Di” Lei­chtweis fi­cou en­tre os cin­co fi­na­lis­tas, mas não fa­tu­rou o tí­tu­lo da com­pe­ti­ção. En­tre os cri­té­ri­os ana­li­sa­dos es­tão a pre­sen­ça de pal­co e a se­me­lhan­ça vi­su­al e vo­cal com o can­tor.

Ja­nei­ro tam­bém é ou­tro mês de co­me­mo­ra­ções, pois ocor­re uma ho­me­na­gem ao ani­ver­sá­rio de Elvis. Já no Na­tal, acon­te­ce o Elvis Ch­rist­mas, da­ta im­por­tan­te pa­ra o as­tro do rock.

Paul McCart­ney, Da­vid Bowie, Pet Shop Boys e Mi­cha­el Bu­blé fo­ram al­guns dos inú­me­ros ar­tis­tas que re­gra­va­ram can­ções de Elvis Presley

Nas telonas

Mas Elvis não apa­re­ce so­men­te em con­cur­sos. A his­tó­ria e a im­por­tân­cia do rei são des­cri­tas em vá­ri­os fil­mes, de ma­nei­ra do­cu­men­tal ou di­ver­ti­da. Em For­rest Gump (1994), um jo­vem mú­si­co, hos­pe­da­do na ca­sa de For­rest du­ran­te sua in­fân­cia, ob­ser­va a dan­ça do me­ni­no en­quan­to to­ca vi­o­lão e in­te­res­sa-se pe­la for­ma co­mo o pe­que­no me­xe as per­nas e os qua­dris. Tem­pos de­pois, quan­do ele e sua mãe ob­ser­vam uma te­le­vi­são li­ga­da em uma lo­ja, ve­em Elvis Presley na te­le­vi­são imi­tan­do os mo­vi­men­tos.

Já na ani­ma­ção Li­lo & Stit­ch (2002), a jo­vem ga­ro­ti­nha ten­ta en­si­nar ao ali­e­ní­ge­na a im­por­tân­cia e o su­ces­so de Elvis Presley, seu ído­lo. Li­lo res­sal­ta to­do o char­me do can­tor e seu ta­len­to. No uni­ver­so dos mu­si­cais, Betty Riz­zo em Gre­a­se (1978) ci­ta Elvis du­ran­te a in­ter­pre­ta­ção da mú­si­ca Lo­ok At Me, I’m San­dra Dee, e o fil­me tam­bém mos­tra os re­tra­tos do as­tro na ca­be­cei­ra de sua ca­ma.

Ad­mi­ra­ção ar­tís­ti­ca

De Raul Sei­xas a Qu­e­en, mui­tos mú­si­cos apre­ci­a­vam o tra­ba­lho de Elvis Presley e co­nhe­ce­ram o rock por meio de seus dis­cos. Além dis­so, o rei ser­viu co­mo ins­pi­ra­ção pa­ra su­as pro­du­ções mu­si­cais. O ar­tis­ta bai­a­no era um fã de car­tei­ri­nha, li­te­ral­men­te. Ain­da cri­an­ça, ele e a fa­mí­lia fo­ram mo­rar ao la­do do con­su­la­do ame­ri­ca­no em Salvador. Lá, con­se­guia os dis­cos de Elvis e tor­nou-se um ad­mi­ra­dor, cri­an­do o pri­mei­ro fã-clu­be do can­tor no Bra­sil.

A ban­da bri­tâ­ni­ca de rock tam­bém ti­nha Elvis co­mo uma ins­pi­ra­ção. Por is­so, a mú­si­ca Crazy Lit­tle Thing Cal­led Lo­ve foi es­cri­ta pe­lo vo­ca­lis­ta Fred­die Mer­cury co­mo um tri­bu­to, se­gun­do o que con­ta o gui­tar­ris­ta Bri­an May em uma en­tre­vis­ta a es­ta­ção de rá­dio bri­tâ­ni­ca Ab­so­lu­te Ra­dio. No en­tan­to, anos de­pois, as re­gra­va­ções da can­ção pro­vo­ca­ram uma pe­que­na con­fu­são no pú­bli­co.

Em 1981, o can­tor nor­te-ame­ri­ca­no Ori­on – que pos­suía voz e apa­rên­cia fí­si­ca se­me­lhan­tes à de Elvis – re­gra­vou a mú­si­ca (confira o ví­deo em A coin­ci­dên­cia fez res­sur­gir o mi­to de que Presley não te­ria mor­ri­do e ain­da ha­via gra­va­do a can­ção do Qu­e­en. Ori­on fa­le­ceu em de­zem­bro de 1998, mas en­tre os fãs mais cu­ri­o­sos é vis­to co­mo a imi­ta­ção mais fi­el de Elvis.

Há ain­da uma in­fi­ni­da­de de can­ções, fil­mes, de­se­nhos ani­ma­dos e co­mer­ci­ais que ci­tam o Elvis, pois além de ser um mar­co cul­tu­ral, o as­tro re­vo­lu­ci­o­nou a his­tó­ria da mú­si­ca e é lem­bra­do até ho­je.

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