MAIS DO QUE UM MÚSICO

Pa­ra Paul McCart­ney, o que re­al­men­te im­por­ta é o amor pe­la vida, pe­los ani­mais e pe­los seus se­me­lhan­tes

GRANDES ÍDOLOS DA MÚSICA ESPECIAL PAUL MACCARTNEY - 2 - - ÍNDICE - Tex­to Nathá­lia Pic­co­li/Co­la­bo­ra­do­ra Mal­do­na­do De­sign Ana Pau­la

Em vez de ig­no­rar o fato de ser um in­flu­en­ci­a­dor, o be­a­tle encontrou na pró­pria fa­ma a força pa­ra ten­tar mu­dar o mun­do com mensagens po­si­ti­vas

Um dos mai­o­res fenô­me­nos da his­tó­ria da mú­si­ca, Paul McCart­ney con­ti­nua ati­vo na in­dús­tria mu­si­cal há dé­ca­das, in­cluin­do uma bem-su­ce­di­da e sur­pre­en­den­te car­rei­ra so­lo que se se­guiu após a se­pa­ra­ção dos Be­a­tles, ape­sar dos al­tos e bai­xos, e que con­ti­nua até ho­je. Ele já to­cou pa­ra a Rainha da In­gla­ter­ra, pa­ra o pre­si­den­te dos Es­ta­dos Uni­dos e na ce­rimô­nia de aber­tu­ra dos Jo­gos Olím­pi­cos de Lon­dres em 2012. Ao lon­go de sua vida, além de ser um músico bri­lhan­te, Paul tam­bém se en­vol­veu em di­ver­sas cau­sas fi­lan­tró­pi­cas, con­for­me vo­cê ve­rá a se­guir.

Ve­ge­te­ri­a­nis­mo

Nos anos 70, após o fim dos Be­a­tles, Paul e sua fa­le­ci­da es­po­sa, Lin­da McCart­ney, mu­da­ram-se pa­ra sua fazenda iso­la­da em Kinty­re, um ci­da­de lo­ca­li­za­da no su­do­es­te da Escócia, on­de co­me­ça­ram a cri­ar di­ver­sos ani­mais. Sua de­ci­são de se tor­nar ve­ge­ta­ri­a­no foi con­sequên­cia de uma epi­fa­nia que te­ve en­quan­to jan­ta­va com Lin­da. Paul con­ta que con­for­me eles cor­ta­vam um pra­to de carne as­sa­da, olha­ram pa­ra a ja­ne­la e ob­ser­va­ram seus cor­dei­ros nas pas­ta­gens. “Eu ti­ve uma epi­fa­nia. Eu es­ta­va to­man­do a vida dos ani­mais”. E a par­tir des­se dia, eles fi­ze­ram um voto que tor­na­ri­am-se ve­ge­ta­ri­a­nos. Paul não vol­tou atrás des­de en­tão.

Com a sua voz

Paul fez ques­tão de usar o seu ta­len­to pa­ra com­por mú­si­cas com te­mas vol­ta­dos aos di­rei­tos ani­mais. Em 1968, o ar­tis­ta de­mons­trou seu amor pe­los ani­mais em sua can­ção Martha, My De­ar, que ao con­trá­rio do que mui­tos pen­sam, não foi es­cri­ta pa­ra ui­ma mu­lher, mas so­bre a sua ama­da ca­chor­ra Martha. Em Wil­dli­fe, co­me­çou a to­car nas ques­tões dos di­rei­tos ani­mais, com des­ta­que aos ani­mais con­fi­na­dos em zo­o­ló­gi­cos. Foi em Lo­o­king for Chan­ges,

de 1993, que o ex-Be­a­tle ex­pli­ci­tou pe­la pri­mei­ra vez e as­su­mi­da­men­te as ques­tões dos di­rei­tos ani­mais em seu tra­ba­lho pro­fis­si­o­nal.

Con­tra tes­tes

Em 2011, Paul se jun­tou à União Bri­tâ­ni­ca pa­ra a Abo­li­ção da Vi­vis­sec­ção (tes­tes em ani­mais) pa­ra pe­dir que a União Eu­ro­peia proi­bis­se os cos­mé­ti­cos tes­ta­dos em ani­mais. Com uma po­si­ção fir­me e a cam­pa­nha bem-su­ce­di­da, em mar­ço de 2013, a União Eu­ro­peia proi­biu a ven­da de to­dos os no­vos cos­mé­ti­cos tes­ta­dos em ani­mais.

Em 2012, ao apoi­ar a cam­pa­nha “Be Cru­elty Free” da Hu­ma­ne So­ci­ety In­ter­na­ti­o­nal, ele ex­pli­cou a sua po­si­ção: “A ver­da­de nua e crua so­bre os tes­tes de pro­du­tos de beleza em ani­mais é que eles cau­sam dor e so­fri­men­to ini­ma­gi­ná­veis. Se to­dos os cos­mé­ti­cos tes­ta­dos em co­e­lhos ou ra­tos ti­ves­sem uma fo­to na em­ba­la­gem mos­tran­do es­ses ani­mais com olhos la­cri­me­jan­tes e in­cha­dos e a pe­le in­fla­ma­da, eu acre­di­to que to­dos dei­xa­ri­am a cru­el­da­de na pra­te­lei­ra e bus­ca­ri­am op­ções li­vres de cru­el­da­de em seu lu­gar”.

Tí­tu­los no pa­lá­cio

Em ja­nei­ro de 1997, ele foi con­de­co­ra­do co­mo “Ca­va­lei­ro do Im­pé­rio Bri­tâ­ni­co”, o que lhe deu o di­rei­to de agre­gar o tí­tu­lo “sir” a seu no­me. Vin­te anos de­pois, em ju­lho de 2017, Paul McCart­ney foi no­me­a­do “Com­pa­nhei­ro de Hon­ra” pe­la Rainha Eli­za­beth por seus ser­vi­ços em prol da mú­si­ca. Em en­tre­vis­ta à agên­cia de no­tí­ci­as As­so­ci­a­ted Press, o can­tor dis­se es­tar fe­liz pe­la enor­me hon­ra. “O fato de es­sa no­tí­cia ter che­ga­do no fim de semana do meu ani­ver­sá­rio e do Dia dos Pais tor­na is­so co­los­sal”.

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