CHINESE DEMOCRACY

De­pois de qua­tor­ze anos de es­pe­ra, o ál­bum mais aguar­da­do pe­los fãs de Guns N’ Ro­ses foi lan­ça­do

GRANDES ÍDOLOS DA MÚSICA - Guns N' Roses - - ÍNDICE - TEX­TO Nathá­lia Pic­co­li/Co­la­bo­ra­do­ra DE­SIGN Jo­se­ma­ra Nas­ci­men­to

Axl e ban­da ten­tam man­ter a au­ra de su­ces­so nos anos 80 e 90... Mas o êxi­to não é o mes­mo

Quan­do o úl­ti­mo dis­co do Guns N’ Ro­ses foi lan­ça­do, não exis­ti­am smarthpho­nes, iPod, down­lo­ad di­gi­tal, pen dri­ve ou Plays­ta­ti­on. Os ál­buns du­plos Use Your Il­lu­si­on I e II, lan­ça­dos si­mul­ta­ne­a­men­te em 1991, al­can­ça­ram ime­di­a­ta­men­te o to­po das pa­ra­das. Na épo­ca, o Guns era uma das ban­das de mai­or su­ces­so. Os fãs já es­ta­vam an­si­o­sos pe­lo no­vo ma­te­ri­al do gru­po. Mas a es­pe­ra foi lon­ga. Afi­nal, Axl co­me­çou a tra­ba­lhar em Chinese Democracy em 1994, con­tu­do, o ál­bum só che­gou às lo­jas em 2009.

O Guns co­me­çou en­tão a es­cre­ver e re­gis­trar no­vas mú­si­cas (ou pe­lo me­nos, pe­da­ços de­las). Fi­ze­ram jams, tro­ca­ram fi­tas com riffs e se pre­pa­ra­vam pa­ra um

lan­ça­men­to pró­xi­mo. Mas, após as ma­ni­fes­ta­ções de in­te­res­se de Axl que a ban­da se­guis­se por ou­tros ca­mi­nhos, ex­plo­ran­do so­no­ri­da­des mais in­dus­tri­ais, um lan­ce en­tre Ni­ne In­ch Nails e Pe­arl Jam, co­me­ça­ram as mu­dan­ças de for­ma­ção. Gilby não te­ve o con­tra­to re­no­va­do e foi subs­ti­tuí­do por Paul To­bi­as, ami­go de in­fân­cia de Axl. Em 1996, foi a vez de Slash dei­xar a ban­da. Duff sai­ria lo­go de­pois e, em 1997, Matt So­rum foi de­mi­ti­do. O úni­co in­te­gran­te ori­gi­nal que so­brou foi Axl, ago­ra do­no le­gal do no­me Guns N’ Ro­ses.

O gui­tar­ris­ta Ro­bin Finck, o bai­xis­ta Tommy Stin­son e o ba­te­ris­ta Josh Fre­e­se pas­sa­ram a in­te­grar o gru­po. Com to­dos os in­te­gran­tes, a gra­va­do­ra Gef­fen Re­cords che­gou a ofe­re­cer 1 mi­lhão de dó­la­res pa­ra que Axl ter­mi­nas­se o dis­co e mais ou­tro mi­lhão ca­so fos­se lan­ça­do até mar­ço de 1999. Mas, não foi o que acon­te­ceu. A es­pe­ra te­ve de con­ti­nu­ar.

Em agos­to de 1998, eles ti­nham 30 can­ções e um tí­tu­lo: Chinese Democracy, que subs­ti­tuiu uma op­ção an­te­ri­or, 2000 In­ten­ti­ons. “Bem, há um mon­te de mo­vi­men­tos pe­la de­mo­cra­cia chi­ne­sa, e é al­go so­bre o qual se fa­la bas­tan­te, e é al­go que se­rá bom ver”, afir­mou Axl, em en­tre­vis­ta a Kurt Lo­der, da MTV.

ANOS 2000

A con­cei­tu­a­da re­vis­ta Rol­ling Sto­ne che­gou a pre­ver o lan­ça­men­to de Chinese Democracy pa­ra 2000. O es­pe­ra­do ano 2000 che­gou. Saiu Fres­se e che­gou ou­tro ba­te­ris­ta, Bryan Man­tia, além do gui­tar­ris­ta Buc­kethe­ad. Foi es­ta for­ma­ção que deu as ca­ras no show re­a­li­za­do em 2001 no Rock in Rio. Na épo­ca to­dos os fãs só fa­la­vam em Chinese Democracy, e lá ro­lou um te­a­ser do que vi­nha pe­la fren­te, com a mú­si­ca Ma­da­gas­car.

Al­guns anos se pas­sa­ram, pa­re­cia es­tar tu­do bem, mas, em 2004, Buc­kethe­ad foi subs­ti­tuí­do por Ron Bum­ble­fo­ot Thal. Man­tia tam­bém saiu e Frank Fer­rer re­tor­nou, gra­van­do su­as par­tes pa­ra o dis­co.

Anos de­pois, os ex-in­te­gran­tes for­ma­ram a ban­da de hard-rock Vel­vet Re­vol­ver, con­se­guin­do, no mí­ni­mo, man­ter a cre­di­bi­li­da­de dos tem­pos de Guns N’ Ro­ses.

É im­por­tan­te lem­brar que, quan­do o Fre­e­se dei­xou a ban­da, su­as par­tes já ti­nham si­do to­das jo­ga­das no li­xo e re­gra­va­das pe­lo Man­tia.

Da­qui em di­an­te, di­ver­sas da­tas de lan­ça­men­to sur­gi­am, nun­ca cum­pri­das: 21 de no­vem­bro de 2006, 6 de mar­ço de 2007, e no Na­tal de 2007.

O fim de uma lon­ga jor­na­da

No ou­to­no nor­te-ame­ri­ca­no de 2008, du­as fai­xas do dis­co fo­ram lan­ça­das ofi­ci­al­men­te, uma em um jo­go de vi­de­o­ga­me e ou­tra em um fil­me. Mas, foi no dia 8 no­vem­bro do mes­mo ano que a es­pe­ra fi­nal­men­te aca­bou. O Chinese Democracy foi lan­ça­do. Um ál­bum de 14 fai­xas que le­vou 14 anos pa­ra ser fei­to.

Em en­tre­vis­ta ao si­te Mu­si­cra­dar, Slash con­tou o quão bom achou o dis­co. “É mui­to di­fe­ren­te do que so­a­vam os Guns N’ Ro­ses ori­gi­nais, mas é uma gran­de de­cla­ra­ção de Axl. Ago­ra dá pa­ra en­ten­der on­de ele que­ria che­gar. É um dis­co que nun­ca po­de­ría­mos ter fei­to jun­tos. E, ao mes­mo tem­po, só mos­tra o quão bri­lhan­te o Axl é”.

Ain­da em meio à in­ten­sa re­per­cus­são de Chinese Democracy, a ban­da anun­ci­ou, em fe­ve­rei­ro de 2009, que o gui­tar­ris­ta Ro­bin Finck dei­xa­ria o gru­po pa­ra to­car com sua ex-ban­da, o Ni­ne In­ch Nails. Pa­ra ocu­par seu lu­gar, o es­co­lhi­do foi DJ Ash­ba.

Com a subs­ti­tui­ção de­vi­da­men­te fei­ta, a tur­nê ofi­ci­al do tão aguar­da­do ál­bum te­ve iní­cio no dia 11 de de­zem­bro de 2009. Além das fai­xas re­cém-lan­ça­das, co­mo Cat­cher in the Rye, Bet­ter e Shac­kler’s Re­ven­ge, o Guns tam­bém re­tor­nou can­ções de ou­tros ar­tis­tas ao re­per­tó­rio dos shows co­mo Who­le Lot­ta Ro­sie, do AC/DC, e Ni­ce Boys, do Ro­se Tat­too.

De­pois de tan­tos anos no aguar­do do ál­bum, Axl “com­pen­sou” na du­ra­ção das apre­sen­ta­ções: mui­tas de­las ul­tra­pas­sa­ram a mar­ca de três ho­ras, sen­do que em um show em Tó­quio, no Ja­pão, a per­for­man­ce se trans­for­mou em pro­va de re­sis­tên­cia, mar­can­do exa­tas três ho­ras e 37 mi­nu­tos de mú­si­ca.

Ain­da em 2006, qua­tro fai­xas do ál­bum va­za­ram na in­ter­net, e no ano se­guin­te ou­tras tam­bém caí­ram na re­de.

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