ATU­AL­MEN­TE

De­pois de a ban­da al­can­çar um lu­gar no Hall da Fa­ma e lan­çar um fil­me-con­cer­to, três dos cin­co in­te­gran­tes clás­si­cos che­ga­ram a uma re­con­ci­li­a­ção

GRANDES ÍDOLOS DA MÚSICA - Guns N' Roses - - ÍNDICE - TEX­TO Bru­no Ri­bei­ro DE­SIGN Jo­se­ma­ra Nas­ci­men­to

In­di­ca­ção ao Hall da Fa­ma do Rock, pos­sí­veis re­tor­nos da for­ma­ção clás­si­ca e tur­nê Not in This Li­fe­ti­me

Pou­co mais de dois me­ses de­pois da fa­tí­di­ca apre­sen­ta­ção no Rock in Rio em 2011, uma no­tí­cia agi­tou os fãs, in­te­gran­tes e ex-in­te­gran­tes da ban­da: a for­ma­ção clás­si­ca do Guns N’ Ro­ses fo­ra in­di­ca­da pa­ra o Hall da Fa­ma do Rock and Roll. Matt So­rum, Ste­ven Adler, Duff McKa­gan, Slash e Axl Ro­se não se reu­ni­am des­de 1990. E, de ime­di­a­to, a re­per­cus­são da mí­dia e dos pró­pri­os per­so­na­gens en­vol­vi­dos gi­rou em tor­no do pos­sí­vel reencontro.

Slash uti­li­zou as re­des so­ci­ais pa­ra agra­de­cer. “Obri­ga­do por to­das as men­ções, é uma gran­de hon­ra ser in­di­ca­do”. Ele tam­bém fa­lou so­bre a pos­sí­vel reu­nião à Bill­bo­ard: “Cla­ro que há es­pe­cu­la­ções so­bre co­mo se­rá ca­so se­ja­mos pre­mi­a­dos, mas, no ca­so do Guns N’ Ro­ses, re­al­men­te não há co­mo adi­vi­nhar o que po­de acon­te­cer. Eu su­po­nho que, se acon­te­cer, to­dos irão ten­tar se en­ten­der de al­gu­ma for­ma”.

“Sig­ni­fi­ca­ria mui­to pa­ra mim”, dis­se Ste­ven Adler à re­vis­ta Rol­ling Sto­ne. “Eu, pes­so­al­men­te, qu­e­ro ter­mi­nar o que co­me­cei. Se nós co­me­ça­mos is­so, va­mos en­cer­rar a car­rei­ra to­can­do jun­tos, pe­lo me­nos uma vez”. Por sua vez, Duff McKa­gan tam­bém se mos­tra­va oti­mis­ta em de­cla­ra­ção à As­so­ci­a­ted Press: “Cla­ro que há uma chan­ce. Só não sei o quão re­al ela é”.

Con­tu­do, a três di­as da pre­mi­a­ção, Axl emi­tiu um co­mu­ni­ca­do na pá­gi­na ofi­ci­al da ban­da frus­tran­do to­das as ex­pec­ta­ti­vas: ele não iria à ce­rimô­nia. Sen­do as­sim, em 14 de abril de 2012, os ex-in­te­gran­tes ori­gi­nais se reu­ni­ram na ci­da­de de Cle­ve­land pa­ra se­rem ho­me­na­ge­a­dos e brin­da­rem o pú­bli­co com per­for­man­ces de Mr. Browns­to­ne, Swe­et Child o’ Mi­ne, e Paradise City com My­les Ken­nedy, vo­ca­lis­ta do Al­ter Brid­ge (a ban­da da tur­nê so­lo de Slash), su­prin­do a au­sên­cia de Axl.

Not in this li­fe

No ano se­guin­te, 2013, a ban­da se­guiu sem mais no­vi­da­des, ape­nas re­a­li­zan­do di­ver­sos shows, in­clu­si­ve na Amé­ri­ca Latina. En­tre as an­dan­ças por Mé­xi­co, Ar­gen­ti­na, Pa­ra­guai e Bo­lí­via, a tur­nê foi fi­na­li­za­da no Bra­sil, na ci­da­de de For­ta­le­za. Pou­co mais de um ano de­pois, em 1º de ju­lho de 2014, o Guns fi­nal­men­te lan­çou seu fil­me-con­cer­to, in­ti­tu­la­do Ap­pe­ti­te For Democracy 3D Li­ve at Hard Rock Ho­tel & Ca­si­no - Las Ve­gas (apre­ci­a­do pe­la crí­ti­ca es­pe­ci­a­li­za­da).

Con­tu­do, pas­sa­da a re­per­cus­são da obra, as es­pe­cu­la­ções da­vam con­ta de que a tão so­nha­da reu­nião com os mem­bros clás­si­cos po­de­ria acon­te­cer. Sen­do as­sim, en­tre bo­a­tos e pal­pi­tes, a Bill­bo­ard cra­vou em 30 de de­zem­bro de 2015: o gui­tar­ris­ta Slash e o bai­xis­ta Duff McKa­gan se apre­sen­ta­ri­am com Axl no fes­ti­val Co­a­chel­la de 2016 – fa­to que não ocor­ria há mais de 20 anos. Em 5 de ja­nei­ro, am­bos con­fir­ma­ram a no­tí­cia atra­vés das su­as re­des so­ci­ais.

Po­rém, no dia 1 de abril de 2016, an­tes mes­mo da apre­sen­ta­ção no fes­ti­val, o es­pe­ra­do re­tor­no aos pal­cos do trio che­gou mais ce­do do que o pre­vis­to, com um show sur­pre­sa na noi­te de sex­ta-fei­ra na ca­sa de shows Trou­ba­dour, em Los An­ge­les – um es­pa­ço pe­que­no, mas que mar­cou a car­rei­ra da ban­da. E as­sim te­ve iní­cio a tur­nê Not in this Li­fe (em tra­du­ção li­vre: “não nes­ta vi­da”), em re­fe­rên­cia a uma fa­la an­ti­ga de Axl so­bre a re­con­ci­li­a­ção com Slash e os de­mais in­te­gran­tes. Mas, da for­ma­ção clás­si­ca, ain­da fi­ca­ram de fo­ra o ba­te­ris­ta Ste­ven Adler e o gui­tar­ris­ta Izzy Stra­dlin.

Ste­ven, que foi ex­pul­so da ban­da em 1990

de­vi­do ao uso de dro­gas, che­gou a se apre­sen­tar com a ban­da em shows na ci­da­de de Los An­ge­les e Cin­cin­na­ti, mas sem acer­tar sua con­ti­nui­da­de na tur­nê. Em en­tre­vis­ta ao ca­nal VH1, o ba­te­ris­ta che­gou a di­zer que es­ta­va cha­te­a­do com seus ex-com­pa­nhei­ros. “Eu amo es­ses ca­ras e sem­pre vou amar, mas o Duff acha que eu não sou le­gal. E o Slash não acre­di­ta que es­tou só­brio há dois anos. Eles es­que­ce­rem que eles tam­bém eram as­sim”, de­sa­ba­fou.

So­bre Izzy, Axl dei­xou trans­pa­re­cer uma in­sa­tis­fa­ção em en­tre­vis­ta ao Fan­tás­ti­co, pro­gra­ma da Re­de Glo­bo: “A gen­te combina uma coi­sa, ele faz ou­tra”. Por sua vez, o ex­gui­tar­ris­ta do Guns pu­bli­cou em seu Twit­ter al­gu­mas ho­ras de­pois: “Bes­tei­ra. Eles não que­ri­am di­vi­dir o di­nhei­ro em par­tes iguais. Sim­ples as­sim”.

Fa­to é que a tra­je­tó­ria de Guns N’ Ro­ses é re­ple­ta de dis­cus­sões, brigas, tu­mul­tos, dro­gas e pri­sões, mas, por ou­tro la­do, tam­bém os­ten­ta fãs, su­ces­so, ci­fras e ido­la­tria na mes­ma proporção

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.