In­fo­grá­fi­co

GRANDES ÍDOLOS DA MÚSICA - The Beatles - - Índice - Tex­to: Ka­ri­na Alon­so/co­la­bo­ra­do­ra De­sign: Ca­rol To­zi/Co­la­bo­ra­do­ra

Fa­tos mar­can­tes e dicas de ví­de­os, fil­mes e li­vros so­bre os Be­a­tles

Par­ce­ri­as ines­que­cí­veis e as múl­ti­plas fa­ces co­mo mú­si­co

Paul McCart­ney foi o ex-be­a­tle que mais lu­tou para que a ban­da não aca­bas­se e o que mais so­freu com o fim. Nos pri­mei­ros me­ses, en­trou em de­pres­são e se afun­dou nas dro­gas e na be­bi­da. O apoio de sua es­po­sa, Lin­da, foi es­sen­ci­al nes­sa fa­se.

McCart­ney foi o no­me de seu pri­mei­ro dis­co so­lo, com com­po­si­ção e gra­va­ção dos ins­tru­men­tos fei­ta por ele (com a ajuda de Lin­da nos vo­cais de apoio). Se­gun­do os crí­ti­cos, o tra­ba­lho foi ca­sei­ro de­mais, mas mos­trou que, para o ar­tis­ta, a ban­da re­al­men­te ha­via aca­ba­do.

Em 71, Paul lan­çou seu pri­mei­ro sin­gle, Another Day, du­ran­te as gra­va­ções do ál­bum Ram. O dis­co, gra­va­do com Lin­da, traz in­di­re­tas para John Len­non na mú­si­ca Too Many Pe­o­ple.

A era Wings

Ain­da em 1971, sur­giu o Wings, gru­po que du­ra­ria oi­to anos com mem­bros va­riá­veis, ex­ce­to por Lin­da (te­cla­do), Denny Lai­ne (gui­tar­ra) e o pró­prio Paul. No mes­mo ano, a ban­da lan­çou o ál­bum Wings Wild Li­fe e, no ano se­guin­te, fi­ze­ram shows em uni­ver­si­da­des in­gle­sas.

O ano de 1973 foi agi­ta­do. Além de ren­der os ál­buns Red Ro­se Spe­edway, que fi­cou com My Lo­ve em pri­mei­ro lu­gar nas pa­ra­das, e Band on the Run, com hits co­mo Jet e a can­ção tí­tu­lo, eles fi­ze­ram a mú­si­ca Li­ve and Let Die, tri­lha do fil­me de mes­mo no­me da fran­quia 007.

Em 74, os Wings lan­ça­ram o ál­bum Ve­nus and Mars. A can­ção de maior sucesso foi Lis­ten to What the Man Said. O quin­to dis­co da ban­da, At The Spe­ed Of Sound (1975) trou­xe to­dos os in­te­gran­tes can­tan­do em pe­lo me­nos uma fai­xa do ál­bum. Foi ne­le em que Paul res­pon­deu as pro­vo­ca­ções de John Len­non com a mú­si­ca Silly Lo­ve Songs. A pri­mei­ra tur­nê mun­di­al da ban­da, cha­ma­da Wings Over Ame­ri­ca, acon­te­ceu nes­te ano e foi até 76 e, no ano se­guin­te, lan­ça­da em LP.

O gran­de sucesso de 1977 foi Mull of Kinty­re, em ho­me­na­gem à pe­nín­su­la de Kinty­re em Argyll and Bu­te, na Es­có­cia, on­de Paul ti­nha uma ca­sa e um es­tú­dio ca­sei­ro. Ini­ci­al­men­te, a mú­si­ca foi lan­ça­da co­mo sin­gle, mas, em 1993, foi in­cluí­da na edi­ção re­mas­te­ri­za­da do ál­bum Lon­don Town, ori­gi­nal de 1978.

A co­le­tâ­nea dos Wings, com o no­me Wings Gre­a­test, foi lan­ça­da em 1978. No ano se­guin­te, saiu o ál­bum Back to the Egg.

O Guia De­fi­ni­ti­vo The Be­a­tles - Edi­ção de Co­le­ci­o­na­dor

As mú­si­cas Roc­kes­tra The­me e So Glad to See You He­re ti­ve­ram a par­ti­ci­pa­ção de Pe­te Townshend, gui­tar­ris­ta do The Who, Da­vid Gil­mour, vo­ca­lis­ta e gui­tar­ris­ta do Pink Floyd e John Paul Jo­nes e John Bo­nham, am­bos do Led Zep­pe­lin. No mes­mo ano, Paul or­ga­ni­zou o show Con­cert for the Pe­o­ple of Kam­pu­chea, em prol das ví­ti­mas da guer­ra do Cam­bo­ja.

Em 1980, a ban­da fez uma tur­nê pe­lo Ja­pão. Paul McCart­ney fi­cou pre­so por oi­to di­as, por­que de­sem­bar­cou no ae­ro­por­to com ma­co­nha. Ape­sar de os in­ci­den­tes com dro­gas não se­rem no­vi­da­de, o epi­só­dio aca­bou mar­can­do o fim da era Wings. Mas a tra­je­tó­ria de McCart­ney fo­ra dos Be­a­tles es­ta­va ape­nas co­me­çan­do...

O re­tor­no à car­rei­ra so­lo

Ain­da em 1980, Paul lan­çou McCart­ney II, dan­do ên­fa­se em sin­te­ti­za­do­res ao in­vés de gui­tar­ras. Os mai­o­res su­ces­sos do ál­bum fo­ram Co­ming Up e Wa­ter­falls, sen­do que a úl­ti­ma re­pre­sen­tou a vol­ta do ca­rá­ter ex­pe­ri­men­tal.

Em 1982, Paul se reu­niu com Ge­or­ge Mar­tin e Rin­go Starr e fez o pri­mei­ro ál­bum após a mor­te de John Len­non, Tug of War. Ste­vie Won­der can­tou com Paul na mú­si­ca Ebony and Ivory e a fai­xa He­re To­day foi um tri­bu­to a John.

As par­ce­ri­as bri­lhan­tes de­ram as ca­ras em Pi­pes of Pe­a­ce (1983), com a par­ti­ci­pa­ção de ar­tis­tas e ami­gos, co­mo Michael Jack­son, Rin­go Starr, Denny Lai­ne, Eric Stewart (ex-10cc), o mú­si­co e com­po­si­tor Stan­ley Clar­ke e a pro­du­ção de Ge­or­ge Mar­tin. Os mai­o­res su­ces­sos do ál­bum fo­ram Pi­pes of Pe­a­ce, So Bad e Say, Say, Say, em par­ce­ria com Michael Jack­son.

No ano de 1984, Paul lan­çou um ál­bum com a tri­lha so­no­ra que fez para o fil­me Gi­ve My Re­gards to Bro­ad Stre­et. O maior sucesso foi a mú­si­ca No Mo­re Lo­nely

Nights, com a par­ti­ci­pa­ção do gui­tar­ris­ta do Pink Floyd, Da­vid Gil­mour. No mes­mo ano, Paul fez We All Stand To­gether, can­ção prin­ci­pal do de­se­nho ani­ma­do Ru­pert and the Frog Song e a can­ção prin­ci­pal do fil­me Spi­es Li­ke Us.

O ano de 1986 ren­deu o ál­bum con­si­de­ra­do mais fra­co de sua car­rei­ra so­lo, in­ti­tu­la­do Press to Play. Já o dis­co Cho­ba B CCCP (cu­ja tra­du­ção do rus­so para o in­glês sig­ni­fi­ca Back in the URSS, a mú­si­ca que abre o Ál­bum Bran­co) saiu em 1988, com clás­si­cos do rock. Pri­mei­ra­men­te, foi dis­tri­buí­do ape­nas na União So­vié­ti­ca e, de­pois, mun­di­al­men­te.

No ano se­guin­te, Paul fez uma par­ce­ria com El­vis Cos­tel­lo que re­sul­tou em vá­ri­os sin­gles e ál­buns para os dois can­to­res. A mú­si­ca Ve­ro­ni­ca foi lan­ça­da no ál­bum Spi­ke, de Cos­tel­lo, e My Bra­ve Fa­ce saiu no Flowers in the Dirt, de Paul. Nes­te ál­bum, na mú­si­ca How Many Pe­o­ple, Paul faz uma ho­me­na­gem a Chico Men­des, ati­vis­ta am­bi­en­tal e se­rin­guei­ro bra­si­lei­ro as­sas­si­na­do em 1988.

Ain­da em 1989, o ex-be­a­tle fez a pri­mei­ra tur­nê após a mor­te de John Len­non. In­ti­tu­la­da The Paul McCart­ney World Tour, foi do­cu­men­ta­da no ál­bum Trip­ping the Li­ve Fan­tas­tic.

Na­que­le ano, ao fa­zer seu pri­mei­ro show no Bra­sil, o ar­tis­ta ba­teu re­cor­de de pú­bli­co em uma apre­sen­ta­ção de ar­tis­ta so­lo, com 184 mil pes­so­as no es­tá­dio do Ma­ra­ca­nã.

No ano se­guin­te, ele gra­vou MTV Un­plug­ged com a apre­sen­ta­ção de al­guns dos mai­o­res su­ces­sos com­pos­tos du­ran­te os anos de Be­a­tles, em ver­são acústica. Tam­bém lan­çou Li­ver­po­ol Ora­to­rio, em par­ce­ria com Carl Da­vis, para co­me­mo­rar o aniversário de 150 anos da The Royal Li­ver­po­ol Phil­lar­mo­nic Or­ches­tra. Mos­trou tam­bém sua ca­pa­ci­da­de de com­por mú­si­cas eru­di­tas de qua­li­da­de ra­zoá­vel, con­quis­tan­do o res­pei­to da crí­ti­ca.

O dis­co Off the Ground foi lan­ça­do em 1993 e lo­go saiu em tur­nê, in­ti­tu­la­da The New World Tour, que re­sul­tou no ál­bum Paul is Li­ve. O no­me do ál­bum é uma re­fe­rên­cia ao mi­to de que Paul McCart­ney ti­nha mor­ri­do no fim da dé­ca­da de 1970. A tur­nê tam­bém foi re­gis­tra­da em ví­deo. No fi­nal de 1993, a par­ce­ria com o pro­du­tor Youth, do

gru­po Kil­ling Jo­ke sob o pseudô­ni­mo The Fi­re­man, re­sul­tou no dis­co Straw­ber­ry Oce­an Ships Fo­rest. Foi o iní­cio do ex-be­a­tle em um es­ti­lo mu­si­cal com­ple­ta­men­te di­fe­ren­te de tu­do o que já ti­nha fei­to: a mú­si­ca ele­trô­ni­ca. O ál­bum, ho­je, é con­si­de­ra­do item de co­le­ci­o­na­dor.

Em 1995, Paul se reu­niu com os ou­tros ex-be­a­tles, Ge­or­ge e Rin­go, para pro­du­zir The Be­a­tles Antho­logy, que con­tém um do­cu­men­tá­rio em ví­deo, li­vro bi­o­grá­fi­co e três dis­cos du­plos com al­gu­mas can­ções iné­di­tas, gra­va­das ain­da na épo­ca dos Be­a­tles. As mú­si­cas no­vas eram Free as a Bird e Re­al Lo­ve, com a voz de John mi­xa­da com a dos ou­tros in­te­gran­tes.

O ál­bum Fla­ming Pie saiu em 1997 e foi in­di­ca­do ao Grammy. No mes­mo ano, Paul foi a atra­ção prin­ci­pal do even­to Mu­sic for Mont­ser­rat, em prol de co­mu­ni­da­des ne­ces­si­ta­das da Ilha de Mont­ser­rat, que so­freu com ca­tás­tro­fes na­tu­rais. No even­to, to­cou com Mark Knop­fler e Eric Clap­ton. Ou­tro lan­ça­men­to da­que­le ano foi o se­gun­do ál­bum clás­si­co de Paul, Stan­ding Sto­ne. No ano se­guin­te, a par­ce­ria do The Fi­re­man ren­deu o se­gun­do ál­bum de mú­si­ca ele­trô­ni­ca, in­ti­tu­la­do Rushes.

No fi­nal da dé­ca­da de 90, o ál­bum Run De­vil Run foi lan­ça­do co­mo uma re­lei­tu­ra de clás­si­cos do rock e con­tou com a par­ti­ci­pa­ção de Da­vid Gil­mour, o ba­te­ris­ta do De­ep Pur­ple, Ian Pai­ce, e o gui­tar­ris­ta do The Pi­ra­tes, Mick Gre­en. No mes­mo ano, Paul fez o show A Con­cert for Lin­da, em ho­me­na­gem à es­po­sa que ha­via mor­ri­do de cân­cer. Pou­co de­pois, Paul ba­ti­zou seu pró­xi­mo ál­bum co­mo A Gar­land for Lin­da, em 2000, tam­bém em me­mó­ria à sua ex-com­pa­nhei­ra.

A par­ti­ci­pa­ção de Paul em even­tos be­ne­fi­cen­tes tam­bém é mar­can­te em sua tra­je­tó­ria mais re­cen­te da car­rei­ra. No Con­cert for New York City, no Ma­di­son Squa­re, em No­va Ior­que, ele se apre­sen­tou ao la­do de El­ton John, Eric Clap­ton, The Who e ar­tis­tas de pe­so para ho­me­na­ge­ar as ví­ti­mas dos ata­ques de 11 de se­tem­bro de 2001.

Em 2002, Paul fez a tur­nê Dri­ving Rain, que tam­bém ren­deu o ál­bum ao vi­vo e o DVD Back in the US. No mes­mo ano, compôs e gra­vou a can­ção tí­tu­lo para o fil­me Va­nil­la Sky, que ren­deu a in­di­ca­ção ao Os­car de me­lhor can­ção. Tam­bém par­ti­ci­pou da Party at the Pa­la­ce, em co­me­mo­ra­ção ao ju­bi­leu da rai­nha da Grã Bre­ta­nha, e do Con­cert for Ge­or­ge, em me­mó­ria do pri­mei­ro ano da mor­te de Ge­or­ge Har­ri­son.

Em 2005, Paul lan­çou o tra­ba­lho Cha­os and Cre­a­ti­on in the Backyard, in­di­ca­do ao Grammy de me­lhor ál­bum. O ex-be­a­tle to­cou pra­ti­ca­men­te to­dos os ins­tru­men­tos, o que mos­tra um cer­to re­tor­no ao for­ma­to de seu pri­mei­ro ál­bum so­lo, McCart­ney.

Dois anos de­pois, ele as­si­nou com a He­ar Mu­sic, da re­de de ca­fe­te­ri­as Star­bucks e, para mar­car es­sa mudança, lan­çou o ál­bum Me­mory Al­most Full.

Em 2010, o pre­si­den­te dos Es­ta­dos Uni­dos, Ba­rack Oba­ma, con­de­co­rou o ex-be­a­tle com a me­da­lha da Bi­bli­o­te­ca do Con­gres­so Gershwin Pri­ze, por sua con­tri­bui­ção à mú­si­ca po­pu­lar mun­di­al. Em ou­tra vi­si­ta, no mes­mo ano, re­ce­beu tam­bém o Ken­nedy Cen­ter Ho­nor, por sua con­tri­bui­ção para as ar­tes cê­ni­cas na cul­tu­ra ame­ri­ca­na. Dois anos de­pois, Paul foi o úl­ti­mo ex-be­a­tle a re­ce­ber a es­tre­la na Cal­ça­da da Fa­ma. Tam­bém can­tou na ce­rimô­nia dos Jo­gos Olím­pi­cos de Lon­dres, em que co­brou a quan­tia sim­bó­li­ca de uma li­bra es­ter­li­na por sua pre­ci­o­sa par­ti­ci­pa­ção no even­to.

Em 2013, mos­tran­do fô­le­go aos 71 anos, lan­çou New, em que mos­tra es­tar an­te­na­do nas no­vas ten­dên­ci­as mu­si­cais.

Os Wings

Ca­pas dosál­buns McCart­ney;Ram; Fla­ming Pie e o pre­mi­a­do Band On The Run

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