RIN­GO STARR

GRANDES ÍDOLOS DA MÚSICA - The Beatles - - Vida Pós-beatles - Tex­to: Érica Agui­ar/co­la­bo­ra­do­ra De­sign: Nathá­lia Oli­vei­ra/Co­la­bo­ra­do­ra

Opri­mei­ro ál­bum lan­ça­do por Rin­go foi Sen­ti­men­tal Jour­ney, em 1970, uma co­le­ção das can­ções de Tin Pan Al­ley. O se­gun­do foi o coun­try Be­au­coups of Blu­es, no mes­mo ano, mas ele al­can­çou o sucesso so­lo de ver­da­de com Rin­go, de 1973, que trou­xe hits co­mo Pho­to­graph e You're Six­te­en. Nos três dis­cos, o ex-be­a­tle fez os vo­cais, po­rém só nos dois úl­ti­mos as­su­miu tam­bém a ba­te­ria.

En­tre 1974 e 1978, Starr em­pla­cou mais su­ces­sos co­mo Only You e No No Song, além dos ál­buns Go­od­night Vi­en­na, Blast From Your Past, Ro­to­gra­vu­re, Rin­go The 4th e Bad Boy. Ele mos­tra­va que tam­bém ti­nha ta­len­to co­mo os ou­tros. Por con­ta do sucesso, em 1981, Rin­go gra­vou Stop and Smell the Ro­ses, sua gra­va­ção mais acla­ma­da pe­la crí­ti­ca des­de Rin­go.

Starr lan­çou as me­lho­res gra­va­ções de sua car­rei­ra nos anos 90, quan­do voltou a ter re­co­nhe­ci­men­to mu­si­cal ao la­do da All Star Band, gru­po cri­a­do em 1989. Rin­go Starr & His All Starr Band é uma ideia cri­a­da pe­lo pro­du­tor Da­vid Fishof, que con­sis­te em Rin­go e a ban­da in­ter­pre­tan­do as mú­si­cas de sua car­rei­ra so­lo e dos seus anos co­mo be­a­tle. Além dis­so, ca­da mem­bro da ban­da tam­bém te­ve a chan­ce de in­ter­pre­tar su­as pró­pri­as com­po­si­ções.

Além da ba­te­ria: o la­do vo­ca­lis­ta, ator e com­po­si­tor do ex-be­a­tle

Quan­do o ter­cei­ro e quar­to ál­bum da All Starr Band fo­ram lan­ça­dos, o gru­po voltou a fa­zer tur­nês, pois já ha­vi­am to­ca­do nos Es­ta­dos Uni­dos e no Ja­pão em 1995. Em 1998, com a par­ti­ci­pa­ção de mú­si­cos co­mo Pe­ter Framp­ton, Si­mon Kir­ke e Mark Ri­ver, Rin­go foi o pri­mei­ro ex-be­a­tle a to­car na Rússia.

Em 1992, após 11 on­ze anos sem lan­çar na­da nos

EUA, Rin­go res­sur­giu com Ti­me Ta­kes Ti­me, com pro­du­ção de Don Was e no qual se re­a­pro­xi­ma do “som dos Be­a­tles” da era pré-psi­co­de­lis­mo. Muitos cri­ti­cos con­si­de­ram es­te co­mo seu úl­ti­mo bom tra­ba­lho.

Ver­ti­cal Man foi lan­ça­do em 1998. O ál­bum foi gra­va­do com Mark Hud­son e mar­cou a pri­mei­ra co­la­bo­ra­ção de Starr com os The Roundhe­ads. Foi uma das gra­va­ções de maior par­ti­ci­pa­ção de Starr, on­de ele se en­vol­veu co­mo ba­te­ris­ta, can­tor, co-au­tor e co-pro­du­tor. A par­ce­ria deu tão cer­to que, em mar­ço de 2003, os The Roundhe­ads e Rin­go anun­ci­a­ram ou­tro dis­co, o ál­bum Rin­go­ra­ma.

Em 15 de ja­nei­ro de 2008, Rin­go lan­çou Li­ver­po­ol 8, pri­mei­ro ál­bum com a Ca­pi­tol/EMI des­de Go­od­night Vi­en­na. As do­ze fai­xas são de au­to­ria de Starr em par­ce­ria com ou­tros com­po­si­to­res.

O me­lhor ator dos Be­a­tles

Rin­go já ti­nha si­do o pro­ta­go­nis­ta do fil­me Help!, mas o seu ta­len­to para atu­a­ção foi apro­vei­ta­do mais ain­da. Em 1971, ele apa­re­ceu no fil­me 200 Mo­tels co­mo Frank Zap­pa. Dois anos de­pois, ele atu­ou no lon­ga That'll Be the Day que fa­la­va so­bre a clas­se ope­rá­ria bri­tâ­ni­ca na dé­ca­da de 50. In­ter­pre­tou tam­bém o per­so­na­gem Mer­lin em Son of Dra­cu­la, de 1974.

Mas o que re­al­men­te deu destaque para a car­rei­ra de ator do ex-be­a­tle foi o fil­me Ca­ve­man, de 1981, co­mé­dia on­de ele in­ter­pre­ta­va um ho­mem das ca­ver­nas que se apai­xo­na pe­la fi­lha do che­fe de uma tri­bo ini­mi­ga.

Os li­vros de Rin­go

Em 2004, a Ge­ne­sis Bo­oks anun­ci­ou uma edi­ção li­mi­ta­da de Post­cards From The Boys, uma co­le­tâ­nea de car­tões pos­tais que John, Paul e Ge­or­ge en­vi­a­ram a Rin­go du­ran­te vá­ri­os anos. O lu­cro ob­ti­do com a ven­da foi do­a­do para a Lo­tus Foun­da­ti­on, ins­ti­tui­ção de ca­ri­da­de cri­a­da por Rin­go e sua se­gun­da es­po­sa, Barbara Ba­ch.

Ou­tro ta­len­to de Rin­go foi mos­tra­do em 2013: a fo­to­gra­fia. O ex-be­a­tle pu­bli­cou uma co­le­tâ­nea de fo­tos cha­ma­da Pho­to­graph, com­pos­ta por di­ver­sas fo­tos iné­di­tas dos Be­a­tles. A ideia de fa­zer um li­vro com fo­tos sur­giu por­que Starr sen­tia que um li­vro as­sim po­de­ria con­tar me­lhor so­bre a his­tó­ria da sua vi­da co­mo be­a­tle do que uma bi­o­gra­fia tra­di­ci­o­nal. Além das fo­tos da in­fân­cia de Rin­go, há as que cap­tu­ra­ram os Be­a­tles em di­ver­sos mo­men­tos: co­men­do, gra­van­do, vi­a­jan­do pe­lo mun­do, se di­ver­tin­do e até jo­gan­do Mo­no­poly.

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