LED ZEPPELIN

O mi­to es­tá de vol­ta!

GRANDES MITOS ALMANAQUE DO ROCK - - Primeira Página -

Em 1980, John Bo­nham mor­ria afo­ga­do no pró­prio vô­mi­to. Após a per­da do seu ba­te­ris­ta, Ro­bert Plant (voz), Jimmy Pa­ge ( gui­tar­ra) e John Paul Jo­nes (bai­xo) anun­ci­am que, sem Bo­nham, o Led Zeppelin es­ta­va aca­ba­do.

Era o fim de uma das ban­das mais in­flu­en­tes do rock and roll, que ou­sou uti­li­zar o hard rock co­mo mo­ti­vo pa­ra fa­zer po­e­sia mí­ti­ca apre­sen­ta­da com dis­tor­ções e tam­bo­res en­fu­re­ci­dos. Mi­lha­res de fãs no mundo to­do fi­ca­ram um pou­co ór­fãos na­que­le ano.

Ao me­nos, até ho­je.

Tu­do por­que o que pa­re­cia im­pos­sí­vel de acon­te­cer aca­ba de se re­a­li­zar. Sim, o Led Zeppelin es­tá de vol­ta, vai su­bir ao pal­co no dia 26 de no­vem­bro de 2007 pa­ra uma apre­sen­ta­ção his­tó­ri­ca na O2 Are­na, em Lon­dres.

Se­rá ape­nas um show, chan­ce úni­ca pa­ra mui­tas ge­ra­ções que nun­ca vi­ram o Zeppelin ao vi­vo se de­li­ci­a­rem. Pa­ra a apre­sen­ta­ção, o subs­ti­tu­to de Bo­nham (cla­ro, achou que a ban­da iria fa­zer uma ses­são es­pí­ri­ta?) foi des­co­ber­to na pró­pria fa­mí­lia do ba­te­ris­ta mor­to: o fi­lho Ja­son é quem co­man­da­rá as ba­que­tas nes­te en­con­tro.

Ex­ces­sos

Mai­or que a quí­mi­ca e o po­der que a ban­da exer­cia so­bre o pal­co, tal­vez ape­nas sua pai­xão pe­los exa­ge­ros. Eles vi­a­ja­vam num ja­to par­ti­cu­lar, alu­ga­vam pi­sos in­tei­ros de ho­téis e, por mui­tas ve­zes, su­as aven­tu­ras (se­jam fes­ti­nhas se­xu­ais ou abu­so de dro­gas) aca­ba­vam se tor­nan­do co­nhe­ci­das len­das do rock.

Uma de­las es­tá imor­ta­li­za­da no fil­me “Qu­a­se Fa­mo­sos”, do di­re­tor Ca­me­ron Crowe. Em uma fes­ta, a es­tre­la de uma ban­da de rock, já in­flu­en­ci­a­da pe­lo áci­do, so­be no te­lha­do de uma ca­sa e gri­ta: “Eu sou um deus dou­ra­do!”. O fa­to acon­te­ceu de ver­da­de e a es­tre­la era Ro­bert Plant.

Con­fu­sões co­mo que­bra-que­bra em ho­téis e noi­tes de or­gia tam­bém eram ro­ti­na pa­ra o quar­te­to. Uma das histórias mais ab­sur­das (tão des­men­ti­da co­mo con­fir­ma­da pe­la In­ter­net afo­ra, di­ga-se de pas­sa­gem) con­ta que os in­te­gran­tes da ban­da che­ga­ram a in­tro­du­zir um pe­que­no tu­ba­rão na va­gi­na de uma mu­lher.

Ocul­tis­mo

Jimmy Pa­ge nun­ca es­con­deu sua ad­mi­ra­ção pe­los tex­tos e pe­lo mundo fan­tás­ti­co do es­cri­tor ocul­tis­ta Aleis­ter Cro­wley. Po­rém, di­ver­sas len­das a res­pei­to des­sa pro­xi­mi­da­de fo­ram cri­a­das – in­clu­si­ve a que en­vol­ve a par­ti­ci­pa­ção do di­a­bo no su­ces­so do Led Zeppelin (co­mo se eles pre­ci­sas­sem).

Uma das histórias é que “Stairway to He­a­ven”, um dos clás­si­cos da ban­da, te­ria si­do es­cri­ta pa­ra ado­ra­ção ao demô­nio – com sim­ples tro­cas de pa­la­vras, a can­ção se tor­na um hi­no pa­ra as for­ças do mal. In­clu­si­ve, fa­lou-se à épo­ca que a mor­te de John Bo­nham foi o pre­ço pa­go pe­la ban­da por ter che­ga­do ao to­po e fei­to ne­gó­cio com o demô­nio.

Com ou sei coi­sa-ruim, o fa­to é que a ma­gia ro­quei­ra es­tá de vol­ta – mes­mo que por uma noi­te ape­nas. O fa­to mo­bi­li­za tan­to os fãs que te­ve até gen­te que­ren­do ven­der os pró­pri­os ór­gãos pa­ra con­se­guir um in­gres­so pa­ra as­sis­tir à apre­sen­ta­ção his­tó­ri­ca. Exa­ge­ro? Que na­da: is­so é Led Zeppelin.

As no­vas ge­ra­ções que não co­nhe­ce­ram o po­der de fo­go no pal­co da ban­da te­rá uma úni­ca chan­ce pa­ra fa­zê-lo

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