KEITH RICHARDS, dos Sto­nes, é imor­tal?

Gui­tar­ris­ta se­xa­ge­ná­rio não é ven­ci­do pe­los abu­sos de dro­gas e ál­co­ol, con­ti­nua vi­vo e fa­zen­do his­tó­ria com os Rol­ling Sto­nes

GRANDES MITOS ALMANAQUE DO ROCK - - Lendas Do Rock -

Ésó olhar pa­ra Keith Richards, gui­tar­ris­ta e um dos lí­de­res da ban­da Rol­ling Sto­nes, pa­ra per­gun­tar: co­mo é que es­se ca­ra ain­da agüen­ta fi­car em pé?

Afi­nal, a tra­je­tó­ria do gui­tar­man in­glês é mar­ca­da por uma vi­da de abu­sos das mais di­ver­sas na­tu­re­zas – dro­gas, ál­co­ol, se­xo e por aí vai (se fi­car­mos pen­san­do ou pes­qui­san­do, a lis­ta sai­rá gran­de, po­de apos­tar). Nem a over­do­se de he­roí­na nos anos 1980 foi ca­paz de pa­rar o gran­de gui­tar­ris­ta, res­pon­sá­vel pe­la le­va­da rhythm and blu­es que é marca registrada nas can­ções da ban­da.

Ora, a len­da de que Keith Richards (nas­ci­do em 18 de de­zem­bro de 1943) é um imor­tal do rock tem sua ra­zão de exis­tir. Afi­nal, só um ri­ca­ço co­mo ele (Rol­ling Sto­nes é uma das ban­das que mais fa­tu­ram no mer­ca­do) pa­ra man­ter a bi­zar­ra ati­vi­da­de de se sub­me­ter a trans­fu­sões se­gui­das de san­gue pa­ra pu­ri­fi­car o cor­po da quan­ti­da­de ex­ces­si­va de dro­gas e pro­lon­gar a vi­da – pa­re­ce que tem da­do cer­to.

Ou­tra len­da: quem dis­se que vam­pi­ro não exis­te?

Jun­tou co­caí­na às cin­zas do pai e não pen­sou du­as ve­zes em chei­rar. “Caiu bas­tan­te bem e eu ain­da es­tou vi­vo”

Riff his­tó­ri­co

Con­tu­do, quem acha que os mo­men­tos de lou­cu­ra e tran­se to­tal de Richards só trou­xe­ram pro­ble­mas pa­ra ele e pa­ra os Sto­nes po­de co­me­çar a pe­dir des­cul­pas aos deu­ses do rock, pois es­tá com­ple­ta­men­te en­ga­na­do.

Afi­nal, um dos riffs mais co­nhe­ci­dos da his­tó­ria do es­ti­lo foi cri­a­do du­ran­te uma ma­dru­ga­da – sem que o gui­tar­ris­ta se lem­bre de qual­quer coi­sa. Richards acor­dou em ci­ma da ca­ma (de­ta­lhe: nem se re­cor­da de co­mo che­gou a ela...) com a gui­tar­ra pe­san­do so­bre o bra­ço e o gra­va­dor li­ga­do. Re­bo­bi­nou a fi­ta, deu o play pa­ra ver o que ti­nha e es­ta­va lá a me­lo­dia do que vi­ria a se tor­nar a can­ção “Sa­tis­fac­ti­on”, um dos gran­des hi­nos do rock and roll.

Não sa­be­mos o que ti­nha ro­la­do an­tes, mas que de­ve ter si­do ins­pi­ra­dor, nãp há som­bra de dú­vi­da.

Pai

Tam­bém não te­mos mui­tas in­for­ma­ções da re­la­ção en­tre Keith Richards e seu pai, Bert, fa­le­ci­do aos 84 anos no ano de 2002.

Sa­be­mos ape­nas que, pe­las len­das do rock, o gui­tar­ris­ta não pen­sou du­as ve­zes em chei­rar as cin­zas do pai (com um tan­ti­nho de co­caí­na, cla­ro), tu­do em ho­me­na­gem ao ve­lho. “Caiu bas­tan­te bem e eu ain­da es­tou vi­vo”, re­ve­lou Richards em en­tre­vis­ta à re­vis­ta es­pe­ci­a­li­za­da em música NME.

Keith Richards ri: va­so ruim não que­bra!

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