Ca­dê Ru­ti­nha???

In­ter­pre­ta­do por Gi­an­fran­ces­co Gu­ar­ni­e­ri em 1973 e por Mar­cos Fro­ta vin­te anos de­pois, To­nho da Lua foi um dos prin­ci­pais per­so­na­gens da TV bra­si­lei­ra

Guia da Tevê - - CIRCULANDO - Texto: Hé­ri­ca Rodrigues

Es­cri­ta por Iva­ni Ri­bei­ro, Mu­lhe­res de Areia foi ao ar pe­la pri­mei­ra vez pe­la ex­tin­ta Re­de Tu­pi. Em 1993 es­tre­ou na Re­de Glo­bo e, 25 anos de­pois, se­gue co­mo um dos mai­o­res su­ces­sos da emis­so­ra, mui­to de­vi­do à in­ter­pre­ta­ção im­pe­cá­vel de Marco Fro­ta no pa­pel de To­nho da Lua.

A Ra­quel é má!

Ir­mãs gê­me­as idên­ti­cas, Ruth e Ra­quel (Gló­ria Pires) eram pa­re­ci­das ape­nas na fi­si­o­no­mia. En­quan­to Ruth era do­ce e ho­nes­ta, Ra­quel se mos­tra­va am­bi­ci­o­sa e cru­el, ca­paz de tu­do por di­nhei­ro. To­nho da Lua era o úni­co a per­ce­ber is­so, ape­sar de sua inocência. Ao des­co­brir o ro­man­ce en­tre Ruth e Mar­cos As­sun­ção (Guilherme Fon­tes), To­nho sa­bia que Ra­quel se­ria ca­paz de tu­do pa­ra ti­rar o gran­de amor de sua ir­mã, por cau­sa da in­ve­ja e da am­bi­ção. To­nho era o pro­te­tor de Ruth e fa­zia o que fos­se pos­sí­vel pa­ra vê-la fe­liz, por is­so, so­fria com as mal­da­des de Ra­quel, que o per­se­guia e des­truía su­as es­cul­tu­ras. As ati­tu­des de To­nho con­quis­ta­ram o Bra­sil, e to­dos que­ri­am sua ami­za­de e com­pa­nhei­ris­mo.

Um amor platô­ni­co

To­nho da Lua ali­men­tou um amor platô­ni­co por Ruth, e não via o qu­an­to era amado por Al­zi­ra (Gi­o­van­na Gold). A jo­vem es­ta­va sem­pre por per­to, pa­ra de­fen­der e ale­grar To­nho. Ele, com seu co­ra­ção cheio de bon­da­de, ape­nas agra­de­cia com um olhar en­can­ta­dor.

As be­las es­cul­tu­ras

To­nho era en­te­a­do de Do­na­to (Pau­lo Gou­lart) e ir­mão de Glo­ri­nha (Gabriela Alves). Com pro­ble­mas men­tais, so­fria nas mãos do mal­va­do Do­na­to, mas nun­ca dei­xou de pro­te­ger a ir­mã do pa­dras­to. Su­as li­mi­ta­ções não o im­pe­di­ram de ser o me­lhor ar­tis­ta da praia, com es­cul­tu­ra ma­ra­vi­lho­sas. O li­to­ral bra­si­lei­ro se en­cheu de es­tá­tu­as de areia, fei­ta por ta­len­tos co­mo To­nho da Lua.

Fan­ta­sia Re­al

“Quem co­nhe­ce os se­gre­dos da ima­gi­na­ção não se per­de nem per­de a ra­zão, não pre­ci­sa di­zer de on­de ti­rou as idei­as que dei­xa no chão...” Bi­a­fra can­ta­va o tema de To­nho, es­pa­lhan­do pe­los qua­tro can­tos do Bra­sil o amor e a com­pai­xão.

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