Mer­co­sul: Uru­guai acu­sa Bra­sil de su­bor­no.

Jornaldodia - - ECONOMIA -

Com ofer­ta de fu­tu­ros acor­dos co­mer­ci­ais, o Bra­sil te­ria ten­ta­do su­bor­nar o Uru­guai pa­ra vo­tar con­tra a Ve­ne­zu­e­la na pre­si­dên­cia do Mer­co­sul. A re­ve­la­ção foi fei­ta pe­lo chan­ce­ler uru­guaio Ro­dol­fo Nin No­voa, na Câ­ma­ra e di­vul­ga­da pe­lo jor­nal El País, de Mon­te­vi­déu. No­voa ci­tou o chan­ce­ler bra­si­lei­ro José Ser­ra, que es­te­ve em Mon­te­vi­déu em 05jul16. O go­ver­no bra­si­lei­ro con­vo­cou o em­bai­xa­dor do Uru­guai pa­ra con­sul­tas.

PIB re­vis­to, im­pos­tos afas­ta­dos.

Com PIB re­es­ti­ma­do pa­ra 1,6% no ano que vem e re­du­ções de des­pe­sas, o go­ver­no vê a pos­si­bi­li­da­de de me­lho­rar o Or­ça­men­to de 2017 em R$ 50 bi­lhões. Se con­fir­ma­do o ce­ná­rio, é qua­se cer­to, se­gun­do ana­lis­tas, que o go­ver­no não vai pro­por au­men­to ou cri­a­ção de im­pos­tos pa­ra fe­char as con­tas do ano que vem, com dé­fi­cit de R$ 139 bi­lhões (2% do PIB). Não de­ve ocor­rer a re­du­ção das re­cei­tas em 0,8% do PIB pa­ra o ano que vem. O pro­je­to de lei or­ça­men­tá­ria se­rá en­vi­a­do ao Con­gres­so até o dia 31ago16.

Go­ver­na­do­res que­rem me­di­das adi­ci­o­nais

Go­ver­na­do­res de Es­ta­dos do Nor­te, Nor­des­te e Cen­troOes­te es­ti­ve­ram on­tem com o pre­si­den­te do Se­na­do, Re­nan Ca­lhei­ros (PMDB-AL), e em se­gui­da com o pre­si­den­te in­te­ri­no Mi­chel Te­mer. Eles que­rem me­di­das adi­ci­o­nais ao pro­je­to que re­ne­go­cia as dí­vi­das com a União — co­mo au­men­to em 1% do per­cen­tu­al de re­pas­se do Fun­do de Par­ti­ci­pa­ção dos Es­ta­dos (FPE) em 2017 e mais 1% em 2018, en­tre ou­tras me­di­das. Te­mer pe­diu até du­as se­ma­nas pa­ra ana­li­sar os pe­di­dos, an­tes de ne­go­ci­ar os pe­di­dos.

Se­na­do re­sis­te a teto de gas­tos

Du­ran­te au­di­ên­cia pú­bli­ca na Comissão de As­sun­tos Econô­mi­cos (CAE) do Se­na­do, só dois se­na­do­res — de 11 que fa­la­ram on­tem — não le­van­ta­ram res­tri­ções à Pro­pos­ta de Emen­da à Cons­ti­tui­ção (PEC) 241, que li­mi­ta o cres­ci­men­to do gas­to fe­de­ral à in­fla­ção. Os de­mais dis­se­ram­se a fa­vor do con­tro­le, mas le­van­ta­ram dú­vi­das em re­la­ção à pos­si­bi­li­da­de de ha­ver re­du­ção em des­pe­sas com saú­de e edu­ca­ção. O se­cre­tá­rio de Acom­pa­nha­men­to Econô­mi­co da Fa­zen­da, Man­su­e­to de Al­mei­da, afir­mou que a PEC vai obri­gar o go­ver­no a re­a­va­li­ar gas­tos e be­ne­fí­ci­os.

Du­dley, do Fed de NY, si­na­li­za ju­ro mai­or.

À vés­pe­ra da di­vul­ga­ção da ata do Fe­de­ral Re­ser­ve (Fed), o ban­co cen­tral dos EUA, o pre­si­den­te da ins­ti­tui­ção em No­va York, Wil­li­am Du­dley, dis­se on­tem que os ju­ros dos EUA po­dem au­men­tar em se­tem­bro. Se­gun­do ele, o mer­ca­do ame­ri­ca­no de tra­ba­lho está mais aper­ta­do e au­men­tam evi­dên­ci­as de ga­nhos sa­la­ri­ais. Du­dley vo­ta no Co­mi­tê de Mer­ca­do (que de­ci­de o ju­ro) e é in­flu­en­te. Ques­ti­o­na­do so­bre a in­fla­ção no país, que se man­tém bai­xa, Du­dley dis­se que a ques­tão é se há cres­ci­men­to su­fi­ci­en­te pa­ra co­lo­car pres­são so­bre os re­cur­sos, que em­pur­ra pa­ra ci­ma os sa­lá­ri­os e, em úl­ti­ma ins­tân­cia, a in­fla­ção.

Go­ver­na­do­res com Ca­lhei­ros: mais di­nhei­ro do go­ver­no fe­de­ral.

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