Cor­te de 0,25 pon­to: ju­ro cai pa­ra 13,75%.

Jornaldodia - - ECONOMIA -

Da­dos os ce­ná­ri­os in­ter­no e ex­ter­no e a re­ces­são da eco­no­mia bra­si­lei­ra, o Ban­co Cen­tral (BC) foi cau­te­lo­so: re­du­ziu a ta­xa bá­si­ca de ju­ros em ape­nas 0,25 pon­to per­cen­tu­al, de 14% pa­ra 13,75% ao ano. Na reu­nião an­te­ri­or, o Co­mi­tê de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria (Co­pom) tam­bém ha­via re­du­zi­do o ju­ro em 025 pon­to. No co­mu­ni­ca­do, o Co­pom ad­mi­te que a ati­vi­da­de econô­mi­ca ain­da es­tá aquém do es­pe­ra­do, o que con­ta­mi­nou as pro­je­ções pa­ra o de­sem­pe­nho nes­te ano e em 2017. Mas is­so po­de fa­zer com que os pre­ços cai­am mais ra­pi­da­men­te.

Sé­ti­ma que­da do PIB: 4,4% em 12 me­ses.

No 3º tri­mes­tre, o PIB do Bra­sil caiu 0,8%, se­gun­do o IBGE. So­bre o mes­mo pe­río­do de 2015, a que­da foi de 2,9%. No acu­mu­la­do dos úl­ti­mos 12 me­ses, a per­da foi de 4,4%. A ta­xa de in­ves­ti­men­to, re­cu­ou 3,1% no pe­río­do — no acu­mu­la­do de qua­tro tri­mes­tres, a per­da che­ga a 13,5%, a pi­or ta­xa em 13 anos. Com es­ta que­da, a eco­no­mia bra­si­lei­ra es­tá na úl­ti­ma po­si­ção em uma lis­ta de 40 paí­ses que já di­vul­ga­ram ta­xas do tri­mes­tre an­te­ri­or, com­pi­la­dos pe­la Aus­tin Ra­tings. Di­an­te da que­da do PIB, o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer pe­diu “se­re­ni­da­de e pa­ci­ên­cia”.

Con­su­mo das fa­mí­li­as vol­ta a cair

Co­mo o PIB, o con­su­mo das fa­mí­li­as já cai há se­te tri­mes­tres se­gui­dos — al­go nun­ca vis­to na sé­rie his­tó­ri­ca do IBGE. No pe­río­do de ju­lho a se­tem­bro, o con­su­mo das fa­mí­li­as re­cu­ou 0,6%, de­pois de ter caí­do 1% no 2º tri­mes­tre. Nos úl­ti­mos 12 me­ses, a per­da al­can­çou 5,2%. Se­gun­do a co­or­de­na­do­ra de Con­tas Na­ci­o­nais do IBGE, Re­be­ca Pa­lis, qual­quer ate­nu­a­ção é po­si­ti­va — o pe­so das des­pe­sas das fa­mí­li­as no PIB é de 64%.

Pe­que­nas me­di­das econô­mi­cas

Mes­mo man­ten­do fo­co nos pro­je­tos bá­si­cos de ajus­te fis­cal — te­to de gas­tos e re­for­ma da Pre­vi­dên­cia —, a equi­pe econô­mi­ca foi ori­en­ta­da a ela­bo­rar me­di­das que fa­ci­li­tem o am­bi­en­te de ne­gó­ci­os. A ideia é de­fi­nir me­di­das mi­cro­e­conô­mi­cas, co­mo sim­pli­fi­ca­ções tri­bu­tá­ri­as, me­lho­ri­as lo­gís­ti­cas e fa­ci­li­ta­ção de ex­por­ta­ções e im­por­ta­ções, in­for­mou o se­cre­tá­rio de Acom­pa­nha­men­to Econô­mi­co, Man­su­e­to Al­mei­da. A equi­pe econô­mi­ca so­fre pres­são em es­pe­ci­al do Pa­lá­cio do Pla­nal­to, on­de o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer co­bra uma agen­da econô­mi­ca mais ati­va, da­da a de­mo­ra pa­ra a re­to­ma­da da eco­no­mia.

No­va PEC pa­ra pa­ga­men­to de pre­ca­tó­ri­os

Foi apro­va­da on­tem, em pri­mei­ro e se­gun­do tur­nos, na Câ­ma­ra, a Pro­pos­ta de Emen­da à Cons­ti­tui­ção (PEC) 233/ 16. A PEC mo­di­fi­ca o ar­ti­go 100 da Cons­ti­tui­ção pa­ra dis­por so­bre re­gi­me es­pe­ci­al de pa­ga­men­to de pre­ca­tó­ri­os — a fim de vi­a­bi­li­zar a qui­ta­ção dos dé­bi­tos por Es­ta­dos, pe­lo Dis­tri­to Fe­de­ral e pe­los mu­ni­cí­pi­os. Ido­sos e de­fi­ci­en­tes te­rão pre­fe­rên­cia no pa­ga­men­to. Os pre­ca­tó­ri­os pen­den­tes até 25mar15 e os que ven­ce­rem até 31dez20 po­de­rão ser pa­gos até 2020 den­tro de re­gi­me es­pe­ci­al.

Se­cre­tá­rio Man­su­e­to Al­mei­da: me­di­das mi­cro­e­conô­mi­cas.

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