Even­tos de­vem agi­tar os mer­ca­dos

Jornaldodia - - NEGÓCIOS -

Uma sé­rie de even­tos nes­ta se­ma­na dei­xou a Bol­sa de S Pau­lo im­pre­vi­sí­vel, se­gun­do ana­lis­tas. Pe­lo me­nos três gran­des even­tos po­dem agi­tar a Bol­sa. O pri­mei­ro de­les foi o re­fe­ren­do na Itá­lia [ver INTER]: com a re­nún­cia do pre­miê Mat­teo Ren­zi, o par­ti­do M5S po­de as­cen­der ao po­der e pro­vo­car a saí­da da Itá­lia da zo­na do eu­ro. As ma­ni­fes­ta­ções, on­tem, a fa­vor da La­vaJa­to e con­tra as mu­dan­ças no pa­co­te an­ti­cor­rup­ção [ver PO­LÍ­TI­CA] tam­bém po­dem re­per­cu­tir nos mer­ca­dos. E ain­da tem a en­tre­ga da pro­pos­ta de re­for­ma da Pre­vi­dên­cia, ama­nhã. Nes­ta se­ma­na, tam­bém, ha­ve­rá reu­nião do Ban­co Cen­tral Eu­ro­peu (BCE), a ata da reu­nião do Co­pom e o IPCA de no­vem­bro.

Co­mér­cio de SP es­pe­ra que­da de ven­das de 6%

Com ba­se no de­sem­pe­nho do va­re­jo ao lon­go do ano e em pro­je­ções dos pró­pri­os co­mer­ci­an­tes, a As­so­ci­a­ção Co­mer­ci­al de São Pau­lo (ACSP) es­ti­mou a que­da de ven­das no fim de ano en­tre 5% e 6%. No res­tan­te do País, a que­da de­ve fi­car de 4% a 5%, so­bre o Na­tal de 2015. De acor­do com o eco­no­mis­ta-che­fe da ACSP, Mar­cel So­li­meo, a cri­se che­gou ao pi­co al­guns me­ses atrás com o de­sem­pre­go a ago­ra vem di­mi­nuin­do mui­to len­ta­men­te.

Opep ten­ta am­pli­ar acor­do de re­du­ção

No pró­xi­mo sá­ba­do, 10dez16, a Or­ga­ni­za­ção dos Paí­ses Ex­por­ta­do­res de Pe­tró­leo (Opep) de­ve reu­nir paí­ses não-mem­bros em Vi­e­na. A en­ti­da­de quer fi­na­li­zar o acor­do de cor­te de pro­du­ção de pe­tró­leo, pa­ra ele­var os pre­ços. Da­do o iní­cio de acor­do dos paí­ses mem­bros, na se­ma­na pas­sa­da — re­du­ção de 1,2 mi­lhão de bar­ris por dia (bpd) a par­tir de ja­nei­ro — , os con­tra­tos fu­tu­ros fe­cha­ram em al­ta na 6a-fei­ra. A Opep es­pe­ra que paí­ses não­mem­bros con­tri­bu­am com re­du­ção de mais 600 mil bpd.

Es­for­ço de

Ei­ke pa­ra vol­tar

Pa­ra ten­tar vol­tar aos ne­gó­ci­os — de­pois da der­ro­ca­da de seu con­glo­me­ra­do de em­pre­sas —, Ei­ke Ba­tis­ta es­tá de­sen­vol­ven­do no­vos pro­je­tos. A prin­ci­pal no­va apos­ta é um pro­je­to lo­gís­ti­co, um cor­re­dor pa­ra li­gar a Ar­gen­ti­na ao Chi­le. Uma em­pre­sa sua, a Rex In­ver­si­o­nes, tem 200 mil hec­ta­res em Co­pi­a­pó, re­gião do Ata­ca­ma, on­de a an­ti­ga MPX pre­ten­dia cons­truir uma usi­na tér­mi­ca mo­vi­da a gás. A ideia ago­ra é er­guer um por­to pa­ra 15 mi­lhões de to­ne­la­das de grãos e mi­né­rio.

Con­tra a li­mi­ta­ção da in­ter­net fi­xa

Em mais de 1.800 con­tri­bui­ções, a con­sul­ta pú­bli­ca so­bre a in­ter­net fi­xa apon­ta que a mai­o­ria é con­tra pro­pos­ta de as ope­ra­do­ras de ban­da lar­ga li­mi­ta­rem o uso. Al­guns ci­tam di­fi­cul­da­des com a me­di­da, co­mo no mer­ca­do de tra­ba­lho ou com a edu­ca­ção a dis­tân­cia. Tam­bém há mui­tas crí­ti­cas so­bre o ser­vi­ço pres­ta­do pe­las ope­ra­do­ras, ho­je. Se­gun­do a Agên­cia Na­ci­o­nal de Te­le­co­mu­ni­ca­ções (Ana­tel), o ob­je­ti­vo da con­sul­ta é co­lher sub­sí­di­os téc­ni­cos que ser­vi­rão pa­ra fun­da­men­tar a de­ci­são da agên­cia so­bre as fran­qui­as de da­dos na ban­da lar­ga fi­xa.

Ei­ke Ba­tis­ta: no­vos ne­gó­ci­os de­pois da der­ro­ca­da.

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